Jornal Estado de Minas

COPA DO BRASIL

Cruzeiro x Juazeirense: deu só para o gasto


Depois de três derrotas seguidas – duas vezes para o América, pelo Campeonato Mineiro, e uma para o Confiança, na estreia na Série B do Campeonato Brasileiro –, o Cruzeiro voltou ao caminho das vitórias e conseguiu passar 90 minutos sem sofrer gols. Embora tenha ficado longe de uma atuação de encher os olhos, A Raposa cumpriu um dos objetivos e venceu a Juazeirense por 1 a 0, ontem à tarde, no Mineirão, pelo jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil.





Bruno José marcou o único gol da partida, já na segunda etapa, após assistência de Guilherme Bissoli. O duelo de volta será na quarta-feira, às 21h30, no estádio Adauto Morais, em Juazeiro, na Bahia. A Raposa jogará pelo empate – não há gol qualificado na Copa do Brasil.
 
 
 
Embora tenha conseguido abrir vantagem para o jogo de volta, o Cruzeiro voltou a apresentar ineficiência no ataque – foram 16 finalizações, mas apenas três certeiras na direção do gol. A posse de bola de 69% foi estéril na maior parte do jogo.

O técnico cruzeirense Felipe Conceição ficou satisfeito com o desempenho do time. Ele destacou o que analisou como “total controle” de sua equipe e elogiou a consistência defensiva: “Quando você tem um controle da partida, passa pelo meio-campo. Tivemos total controle do jogo, tanto na posse de bola como nas finalizações”

O treinador também enalteceu o time baiano, que disputa a Série D do Brasileiro: “É um adversário que fez cinco gols nos últimos jogos pela Copa do Brasil. Uma equipe que está acostumada a marcar muitos gols no Campeonato Baiano também. A gente sabia dos pontos fortes deles e controlamos bem. Neris, Pereira, o Kaiki, o Cáceres. Todos tiveram aplicação muito grande”.





GRANDE JOGO 

Após o duelo, o atacante Bruno José teve ponto de vista semelhante ao do técnico. Ele disse que o time celeste fez um “grande jogo”. “Foi um jogo muito difícil, a equipe da Juazeirense é muito boa. Graças a Deus, conseguimos fazer um grande jogo, com resultado positivo, mas ainda tem uma decisão. É focar, trabalhar bem durante estes dias, tem o jogo do Brasileiro e depois ir forte para a Bahia garantir a classificação”, disse o atacante, em entrevista ao SporTV.

No lance do gol, aos 18min do segundo tempo, o atacante Guilherme Bissoli aproveitou contra-ataque e deu passe na medida para Bruno José, que infiltrou e se jogou na bola para marcar.

No fim de semana, o Cruzeiro volta suas atenções para a Segunda Divisão Nacional. Após o tropeço na derrota por 3 a 1 para o Confiança na estreia, a equipe celeste vai medir forças com o CRB, no domingo, às 18h15, no Mineirão.


 
 
 

Cada vez mais em casa no Galo



Quando foi ao River Plate no ano passado, de forma ousada, para buscar o melhor jogador da América na temporada, o Atlético já conhecia exatamente a enorme capacidade técnica do armador argentino Nacho Fernández. Seis meses depois de chegar ao Brasil, o que era teoria se tornou realidade na equipe alvinegra. Mesmo sem usar a mítica camisa 10, o estrangeiro justifica o investimento com grandes atuações – a última delas na vitória sobre o Remo por 2 a 0, em Belém, pela Copa do Brasil.





Nacho voltou a marcar depois de 10 jogos e ganhou confiança para a sequência da temporada. Ele havia balançado as redes pela última vez no clássico com o América (vitória do Galo por 3 a 1), na primeira fase do Campeonato Mineiro. O argentino também se transformou no maior garçom alvinegro de 2021, com cinco assistências para os companheiros.

“Sei que o clube fez esforço muito grande na contratação. Estou tranquilo, gosto de responsabilidade e dos desafios. Espero corresponder a tudo o que a torcida espera de mim”, promete o camisa 26, destacando que o técnico Cuca o colocou para atuar da forma em que se sente mais à vontade: “Jogo mais solto próximo dos atacantes”.
 
 
Nacho, que vinha se destacando pelas assistências, voltou a balançar a rede na partida contra o Remo e espera manter o embalo (foto: Pedro Souza/Atlético )
 
 
O entrosamento com Hulk é um dos pontos positivos em 2021. Ainda que o ataque alvinegro seja um dos mais democráticos do país (19 atletas marcaram na temporada), a dupla foi responsável por 13 dos 45 gols da equipe. Nacho deu três assistências para Hulk marcar. A recompensa veio diante do Remo: o brasileiro serviu ao argentino no segundo gol da vitória.





Apesar de atuar com regularidade desde 2019, quando perdeu a final da Copa Libertadores para o Flamengo, o armador argentino não é lembrado para atuar na seleção de seu país, sendo preterido constantemente pelo técnico Lionel Scaloni. Na única vez em que foi convocado, em 2017, por Jorge Sampaoli (ex-Atlético), ele deu assistência para um gol de Di María no amistoso contra Cingapura.

Curiosamente, a contratação de Nacho foi avalizada por Sampaoli, que em seguida aceitou a proposta para dirigir o Monaco. Ambos não chegaram a se encontrar na Cidade do Galo.

NORDESTE 

Nacho é uma das peças confirmadas para encarar o Sport, domingo, às 20h, na Ilha do Retiro, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Com a série de desfalques no time em decorrência das Eliminatórias Sul-Americanas, a presença do armador ganha ainda mais importância para o esquema de Cuca, dentro do processo de mudança de estilo de jogo proposto pelo treinador. “Queremos um jogo mais centralizado”, afirmou o comandante depois da partida contra o Remo.

A tendência é que Cuca não mude muito o estilo da equipe no Recife. O desfalque alvinegro pode ser o armador Hyoran, que sofreu entorse no tornozelo direito e iniciou o tratamento. Caso não atue, Zaracho e Marrony disputam a posição. O lateral-esquerdo Dodô também sentiu dor no tornozelo esquerdo e começou a fisioterapia.




 
 


América precisa afiar a pontaria


Perda do título mineiro para o Atlético, estreia com derrota para o Athletico-PR na Série A do Campeonato Brasileiro e empate morno com o Criciúma pela Copa do Brasil. Em seu momento de maior instabilidade na temporada, o América liga o sinal de alerta para os próximos compromissos. A queda de rendimento é reflexo do desempenho do ataque, que não balança as redes há quatro jogos.

O personagem central na irregularidade alviverde é o atacante Rodolfo. Artilheiro do Campeonato Mineiro, com sete gols, ele jogou por terra a chance de o Coelho sair em vantagem na disputa com o Criciúma ao perder pênalti com 1 minuto de jogo. Anteriormente, já havia acertado a trave na cobrança diante do Atlético, na final do Estadual.
 
 
 
Rodolfo perdeu pênalti diante do Criciúma e ajudou a aumentar para quatro o jejum de gols do Coelho (foto: Mourão Panda/América)
 
 
Ciente dos problemas, o técnico Lisca se mostra preocupado com o futuro da equipe, mas assume a culpa pela queda de rendimento: “O pênalti perdido pesou um pouco para a equipe, já que voltou o filme da final do Campeonato Mineiro, em que também erramos a cobrança. Realmente, é o quarto jogo em que a gente não faz gols e isso é duro. Estamos trabalhando, brigando. Quando você fica um bom tempo sem marcar, os jogadores não rendem bem. A responsabilidade é do treinador”.





Lisca diz que é preciso entender bem o contexto de cada jogo que o Coelho não venceu e descarta a possibilidade de mudança radical no grupo: “Os dois primeiros foram as finais contra o Atlético, um time com investimento milionário e dono da melhor campanha da Libertadores. Jogamos de igual para igual com eles, empatamos os dois jogos e tivemos um pênalti a nosso favor. Jogamos bem contra o Athletico, que é bem forte como mandante. Um ponto lá seria importante. E contra o Criciúma, mais um 0 a 0 e aí lamentamos por termos jogado em casa. É momento de ter unidade, calma. Não é neste momento que faremos avaliação de jogadores”.

PARADA COMPLICADA 

Os atletas já estão com a cabeça voltada para o commpromisso diante do Corinthians, domingo, às 16h, no Independência. O Coelho vai enfrentar um adversário em crise, depois de derrotas seguidas para o Atlético-GO, sendo uma pelo Brasileiro e outra pela Copa do Brasil.

O lateral-esquerdo João Paulo e os atacantes Marcelo Toscano e Leo Passos ficam novamente de fora, pois ainda se recuperam de lesões. (RD)
 
 

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