Lançado por Niginho, em 1963, com apenas 16 anos, Tostão tomaria o lugar do mestre como maior ídolo da história do clube celeste. Até hoje, o ‘Fera de ouro’ é o maior artilheiro do centenário clube, com 245 gols em 383 jogos.
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Na volta da Inglaterra, Tostão comandou o Cruzeiro, ao lado de tantos outros craques, na conquista da Taça Brasil de 1966. O título sobre o Santos, de Pelé, colocou o clube definitivamente como força no cenário nacional. O craque cruzeirense fez quatro gols na campanha, sendo dois na decisão: um na goleada por 6 a 2, no Mineirão, e outro no triunfo por 3 a 2, no Pacaembu, que sacramentou o primeiro título nacional celeste.
Com a camisa celeste, Tostão foi ainda pentacampeão mineiro entre 1965 e 1969, maior série hegemônica do Cruzeiro no estado. Foi artilheiro do Estadual em 1966 (18 gols), 1967 (20 gols) e 1968 (20 gols).
Já batizado como “Rei branco do futebol”, Tostão foi artilheiro do Brasil nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1970, no México, com 10 gols. A coroação máxima como jogador veio em terras mexicanas, onde se sagrou campeão do mundo com a Seleção Brasileira. Com a camisa canarinha, foram ao todo 65 jogos (55 oficiais) e 36 gols.
Mas o caminho de Tostão até aquela Copa também teve obstáculos. Em setembro de 1969, o craque teve deslocamento da retina do olho esquerdo depois de levar uma bolada no jogo contra o Corinthians, no Pacaembu. O ídolo cruzeirense passou por cirurgia em Houston, nos Estados Unidos, e só retornou ao futebol no ano seguinte. Sofreu com derrames no local operado, mas se recuperou a tempo de ir ao México e dar show ao lado de Pelé e companhia. No Mundial, Tostão jogou seis partidas, marcou dois gols e participou ativamente de outros.
Na volta a Belo Horizonte, Tostão precisou de um mês para voltar a defender o Cruzeiro em função de demorada negociação para renovar o seu contrato, vencido desde o início de 1970. Quando voltou a campo, matou a saudade dos cruzeirenses com quatro gols na goleada por 5 a 0 sobre o Tupi, pelo Campeonato Mineiro. Também terminou a Taça de Prata como artilheiro, com 12 gols.
Em abril de 1972, Tostão foi negociado com o Vasco por Cr$ 3,5 milhões, maior transação do futebol brasileiro à época. E assim se despediu do clube que ajudou a projetar e do qual é o maior artilheiro, com 245 gols.