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Estado de Minas COVID-19

Saiba como o retorno do futebol está sendo tratado no Brasil e na Europa

Na Europa, alguns clubes tiveram a liberação para voltar às atividades, enquanto no Brasil a situação continua indefinida, aguardando posição da CBF


postado em 03/05/2020 04:00 / atualizado em 02/05/2020 23:11

Emerson afirma ter saudade da rotina, mas reconhece que é preciso ter consciência de que o mais importante neste momento é a saúde de todos(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Emerson afirma ter saudade da rotina, mas reconhece que é preciso ter consciência de que o mais importante neste momento é a saúde de todos (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
 
 
No momento em que o mundo divide opiniões em relação aos protocolos de segurança do coronavírus, o futebol não fica atrás e tem cartilhas distintas adotadas pelos países. Na Europa, os clubes alemães tiveram liberação das autoridades de saúde para voltar às atividades desde o mês passado, ainda que seguindo rígidas medidas nos trabalhos diários. Antes líder no ranking de mortes por COVID-19, a Espanha foi outro país que comunicou a volta do futebol a partir de amanhã, quando jogadores e comissões técnicas deverão se reapresentar em suas equipes. Na França, por outro lado, dirigentes comunicaram o encerramento do Campeonato Nacional, confirmando o título para o Paris Saint-Germain. Já a situação no Brasil está indefinida, sem qualquer decisão de retomar as competições. Nesse sentido, os atletas lutam arduamente para sobreviver em meio ao término dos contratos na última quinta-feira – data prevista para o fim dos Regionais em todo o país.

Depois de acordo entre o Ministério da Saúde local, os clubes e a federação de futebol do país, os jogadores que atuam na Espanha passarão por testes de COVID-19 a partir desta semana. A intenção é que as atividades recomecem em vários estágios, primeiramente em trabalhos individuais e, em seguida, com pequenos grupos.

O futebol na Espanha está suspenso desde 13 de março, faltando 11 rodadas para o fim do campeonato nacional da Primeira Divisão. Uma decisão está praticamente certa: as partidas que restam serão disputadas com estádios fechados a partir de três datas prováveis – 29 de maio, 7 ou 28 de junho. De acordo com a federação local, o retorno do futebol evitaria uma perda de quase R$ 6 bilhões com receitas de televisão.

“Tenho falado às vezes com o Rodrygo e com o Vinicius (ambos do Real Madrid). O sentimento é como o de quase todos os jogadores. Estamos com muita saudade da nossa rotina, mas temos a consciência de que o mais importante neste momento é a saúde de todos e precisamos ter paciência e seguir respeitando todas as orientações”, ressalta o lateral-direito Emerson, de 21 anos, que defendeu o Atlético em 2018.

O jogador está há um ano na Europa, presenciando de perto o caos na Espanha, que teve mais de 22 mil mortes desde o início da pandemia. Ainda que a situação cause medo e preocupação, ele considera que a proximidade com os familiares na Espanha o ajuda a superar o momento de tensão: “É uma situação bem complicada e triste, não somente para nós, jogadores, mas para todo mundo. Aqui na Espanha eu moro com a minha mãe, meu irmão e meu primo, e isso me ajuda a encarar esse período de uma maneira mais tranquila. Estamos em família e um faz companhia para o outro. Quando um está mais triste, o outro vem e tenta animar. E assim vamos levando”.

RESPONSABILIDADE 

Emerson diz que é preciso voltar aos trabalhos com responsabilidade e zelando pela saúde de todos: “A gente sabe que a nossa profissão envolve muita gente, não somente os atletas, mas toda a comissão técnica, a galera que fica por trás e ninguém vê, como o pessoal que cuida do campo, das instalações do CT, que prepara nossa comida etc. É muita gente e todos são extremamente importantes para o clube. Além disso, existe a paixão do torcedor e sabemos da nossa responsabilidade. Por isso, neste momento temos que pensar primeiro na saúde de todos, e não no esporte. A gente quer voltar a trabalhar o quanto antes, mas temos que ter responsabilidade e consciência, e saber que devemos respeitar as orientações das autoridades de saúde, porque a atitude de cada um reflete na vida do próximo. Devemos pensar na sociedade como um todo”.

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