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Estado de Minas COVID-19

Em meio à pandemia, Barcelona lida com renúncias em massa de dirigentes

Seis diretores do clube espanhol renunciam, acusando o presidente, Josep Maria Bartomeu, de corrupção, o que foi negado pelo clube


postado em 11/04/2020 04:00

O presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, anunciou uma auditoria interna para averiguar qualquer irregularidade(foto: Franck Fife/AFP)
O presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, anunciou uma auditoria interna para averiguar qualquer irregularidade (foto: Franck Fife/AFP)

Em meio à suspensão do futebol causada pela pandemia do coronavírus, o Barcelona encara uma crise no alto escalão de sua diretoria com a renúncia de seis dirigentes, um dos quais acusou o presidente, Josep Maria Bartomeu, de corrupção, o que foi negado pelo clube. "Chegamos a este ponto (de entregar os cargos) ao não nos vermos capazes de reverter os critérios e as formas de gestão do clube diante dos importantes desafios do futuro e, em especial, a partir do novo cenário pós-pandemia", explicaram os dirigentes de saída, em carta enviada aos sócios do clube.

"O que queríamos era sair juntos para mandar uma mensagem aos sócios", declarou ontem à rádio Rac1 o agora ex-vice-presidente Emili Rousaud, um dos dirigentes a entregar o cargo e considerado até então um dos possíveis substitutos de Josep Maria Bartomeu nas próximas eleições presidenciais, previstas para o ano que vem. Estes dirigentes, entre eles Enric Tombas, tesoureiro do Barcelona, afirmam estar principalmente decepcionados com o escândalo conhecido como “Barçagate”.

"Também devemos apontar nosso desencanto com o infeliz episódio das redes sociais, conhecido como “Barçagate”, do qual ficamos sabendo através da imprensa", afirmam. O “Barçagate” se consistiu no uso da empresa I3Ventures para supostamente influenciar as redes sociais no intuito de desprestigiar adversários políticos e críticos do presidente Bartomeu e melhorar a imagem pública da administração do clube.

"Para os questionamentos de que tentamos desprestigiar pessoas ou entidades através das redes sociais, a resposta é não", afirmou em fevereiro Bartomeu, quando explodiu o caso, explicando que a I3Ventures foi contratada apenas para monitorar a internet para o Barcelona.

MÃO NO CAIXA

A rádio Cadena Ser havia informado na época que o Barcelona desembolsou um milhão de euros para contratar os serviços da empresa, pagos em diversas parcelas para que o dinheiro não fosse notado pelos controles financeiros internos. Após estas acusações, Bartomeu anunciou uma auditoria interna para averiguar qualquer irregularidade.

"Se os auditores nos dizem que o custo destes serviços é de 100 mil euros e pagamos um milhão, é porque alguém meteu a mão no caixa", acusou ontem Rousaud. "O FC Barcelona nega categoricamente qualquer ação suscetível de ser classificada de corrupção e se reserva a interposição de ações penais que possam corresponder", se defendeu o clube em comunicado. Rousaud se mostrou convencido de que Bartomeu cumprirá todo o mandato, que termina no ano que vem. O Barcelona afirmou ontem que as demissões fazem parte da "remodelação da diretoria impulsionada pelo presidente Bartomeu esta semana e que será completada nos próximos dias".

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