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Estado de Minas COVID-19

Presidente da Fifa afirma que futebol só retorna com coronavírus controlado

Gianni Infantino disse que nenhuma partida de futebol ou qualquer outra competição merece colocar em risco uma vida


postado em 11/04/2020 04:00

Infantino anunciou o adiantamento de alguns pagamentos às federações para combater a crise(foto: Attila Kisbenedek/AFP)
Infantino anunciou o adiantamento de alguns pagamentos às federações para combater a crise (foto: Attila Kisbenedek/AFP)


O presidente da Fifa, Gianni Infantino, se mostrou cauteloso em relação à possível data de reinício das competições de futebol, afirmando ontem que "nenhuma partida merece colocar em risco uma vida". Infantino se esquivou de falar abertamente sobre o calendário do futebol, insistindo na importância de se focar primeiramente na saúde.

"Nenhuma partida, nenhuma competição, nenhum campeonato merece colocar em risco uma vida. Seria totalmente irresponsável retomar as competições caso a situação não esteja 100% segura", declarou o dirigente. Infantino anunciou o adiantamento de alguns pagamentos às federações para combater a crise econômica causada pela pandemia do coronavírus, além da criação no futuro de um fundo de ajuda para o futebol.

Desta forma, "o pagamento da segunda parte dos custos operacionais das associações-membro do programa Forward, prevista para o segundo semestre foram adiantados", explicou. O programa Forward, criado em 2016 por Infantino, estabelece ajudas financeiras que repartem entre as federações um valor de 1,746 bilhão de dólares no período de 2019-2022.

As federações "precisam saber que não vamos abandoná-las e encontraremos soluções juntos. Nunca estarão sozinhas. Todo mundo saberá para onde vai o dinheiro e, principalmente, saberá o porquê de tal valor ir para tal lugar", disse Infantino em vídeo enviado às 211 federações-membro da Fifa. O presidente da entidade explicou que consultas estavam sendo feitas para "preparar uma resposta adaptada, com ajuda de um fundo dotado de uma estrutura de governança independente".

No início da semana, a Fifa se mostrou "flexível" sobre as questões mais jurídicas e sociais, recomendando que sejam alcançados acordos salariais entre jogadores e clubes, debilitados economicamente, adiando a janela de transferência de verão e prolongando os contratos a expirar até que se possa concluir a temporada.

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