Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Publicidade

Estado de Minas ENTREVISTA

Bruna Honório:"Quero que vejam que estou forte"

Recuperada do problema que teve no coração, a oposta do Minas está ansiosa para voltar a jogar e sonha em disputar a Olimpíada


postado em 06/10/2019 04:00 / atualizado em 05/10/2019 20:25

Bruna Honório durante treino no Minas(foto: Orlando Bento/MTC)
Bruna Honório durante treino no Minas (foto: Orlando Bento/MTC)


Ela viveu um drama justamente quando estava prestes a realizar o sonho de jogar pela Seleção Brasileira feminina de vôlei, disputando a Liga das Nações, Pré-Olímpico, Jogos Pan-Americanos e Copa do Mundo, quatro degraus para o desejo maior, os Jogos Olímpicos Tóquio'2020. Um dos destaques do Minas na conquista do título da Superliga na temporada 2018/2019, ela foi convocada pelo técnico José Roberto Guimarães e se apresentou à Seleção, em Saquarema, em 6 de maio. Cinco dias depois, no entanto, a triste notícia de que tinha sido detectada uma anomalia no coração durante exames de rotina. Foi direto para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e lá o diagnóstico foi confirmado: tinha um tumor junto ao coração. Passou por cirurgia e exames comprovaram que era benigno. Seu maior medo era ter de largar sua maior paixão: o vôlei. Depois de receber alta, a oposta veio para Belo Horizonte e iniciou uma recuperação cardiorrespiratória numa clínica especializada, no Bairro Prado, com acompanhamento do Departamento Médico do Minas. Ela evoluiu e o risco desapareceu. Hoje, Bruna Honório, de 30 anos, se sente mais forte e diz que o momento é de recomeço.

 

A cirurgia

“Olha, nem me lembro de que passei por essa cirurgia tão delicada. Parece que não foi comigo. O que passa pela minha cabeça é que foi há muito tempo. Pra dizer a verdade, tudo aconteceu muito rápido. Eu não sentia dor, nem nada. A notícia foi impactante, principalmente por isso. Mas, felizmente, tudo passou.”

Esporão

“Voltei à minha rotina normal de treinos já faz um mês. O mais engraçado é que tive um outro problema. Apareceu um esporão e tive de dosar nos saltos. Sentia uma dor no pé esquerdo, que não senti no coração. Pensei: não é possível que depois de tudo por  que passei vou ter um problema que poderá me afastar das quadras. Mas foi só um susto. Já estou recuperada e participando, normalmente, dos treinos.”

"A disputa com a Sheilla pela condição de titular, pra mim, é uma coisa normal, saudável"


Ansiedade

“Estou realmente ansiosa para jogar novamente. Essa ansiedade, confesso, é maior do que antes da cirurgia. Quero mais. Quero mostrar a todos que torceram por mim, pela minha recuperação, que valeu a pena. Quero que vejam que estou forte, inteiramente recuperada. Que é como se não tivesse acontecido nada. Uma coisa mudou: estou mais dedicada.”

 

Cuidados

“Estou livre das medições! Eu estava treinando e lá vinha o pessoal do Departamento Médico fazer medições de pressão, batimentos cardíacos... Tinha de parar. Agora não preciso mais fazer isso. Vou fazer, sempre, um acompanhamento mensal. Mas essa parte é muito mais tranquila. Aquelas medições diárias, de certa forma, causam preocupação. Tinha medo de aparecer alguma alteração.”

Disputa sadia

“A disputa com a Sheilla pela condição de titular, pra mim, é uma coisa normal, saudável. Eu sempre, em todos os times em que joguei, disputei muito para ser titular. É um desafio constante. Vejo uma semelhança em nós duas. Eu passei por uma cirurgia delicada e ela estava sem jogar desde que ficou grávida. De uma coisa tenho certeza: quem estiver em quadra vai se desdobrar para ajudar o time a conquistar vitórias e títulos.”

"Tem uma coisa que quero muito, ser convocada novamente para a Seleção Brasileira e disputar os Jogos Olímpicos"


Temporada 2019/2020

“Vamos rumo ao bicampeonato da Superliga. Penso sempre nisso. E acho que minhas companheiras também. O nosso elenco é forte e tem condições para isso. Vamos brigar lá em cima, pelas primeiras posições e por títulos, em todas as competições.
Temos também o Campeonato Mineiro, o Sul-Americano, a Copa do Brasil e o Mundial Interclubes. Este último é mais difícil. Somos considerados ‘peixe pequeno’. Vamos para brigar, para surpreender, como no ano passado. Ninguém dava nada pelo nosso time e chegamos à final. Ficamos com o vice-campeonato. Agora, queremos mais.”

Seleção Brasileira

“Depois de pensar em deixar a Seleção de lado, mudei e passei a acompanhar tudo. A Seleção passa por um momento delicado, de renovação. O Brasil tem um time novo em relação às demais seleções e isso pesa. Mas as meninas foram bem. O brasileiro sempre quer mais, quer títulos. Mas temos de entender o momento, e o time conseguiu resultados importantes. Classificou-se para a Olimpíada. Foi terceiro na Liga das Nações e quarto na Copa do Mundo. Isso tudo com o time renovado. Considero esses resultados, pelo momento atual, importantíssimos.


Eu quero voltar a jogar bem, fazer uma ótima temporada, ajudar o Minas a conquistar títulos, como o bi da Superliga, o título Sul-Americano e o Mundial. Mas tem uma coisa que quero muito, ser convocada novamente para a Seleção Brasileira e disputar os Jogos Olímpicos. Esse é um sonho que tenho e que quero, muito, realizar.”


Publicidade