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Estado de Minas SÉRIE B

Torcida do América não acompanha evolução do time

Sequência invicta de 12 partidas do Coelho e arrancada da zona de rebaixamento para colar no G-4 contrastam com arquibancadas vazias no Independência, com segundo pior público da Série B do Brasileiro


postado em 26/09/2019 04:00 / atualizado em 25/09/2019 21:28

Detalhe da presença de americanos na vitória por 2 a 1 sobre o Criciúma: clube tem feito até ações promocionais, mas com pequeno efeito(foto: RAMON LISBOA/EM/D.A PRESS %u2013 10/9/19)
Detalhe da presença de americanos na vitória por 2 a 1 sobre o Criciúma: clube tem feito até ações promocionais, mas com pequeno efeito (foto: RAMON LISBOA/EM/D.A PRESS %u2013 10/9/19)
 

O América tem vivido na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro uma das reações mais espetaculares da história da competição. Depois de permanecer na lanterna por três rodadas – 12ª, 13ª e 14ª – o time mineiro começou sua arrancada e, 10 jogos depois, está na oitava posição. Tem o mesmo total de pontos que o sétimo, o Cuiabá, ambos com 35, mas perde no saldo de gols – seis contra dois. Agora a apenas dois pontos da zona de classificação para a Série A, o Coelho experimenta um contraste entre sua performance e a falta de apoio da torcida, ainda que esteja há 12 partidas invicto. O time mineiro tem o segundo pior público e renda da competição. Supera somente o Oeste.


Para se ter ideia, a média de torcedores do alviverde nas 12 rodadas no Independência é de apenas 2.247. Somado, o público representaria 26.965 presentes, pouco acima da capacidade total do estádio, de 23.950 espectadores. A renda total é de R$ 159.869, o que dá a média de R$ 13.155,75 por jogo.


Os números se mostram ainda mais alarmantes, se comparados com os do líder de público e renda da Série B, o Coritiba, que já arrecadou R$ 3.615.816, em igual número de partidas no Couto Pereira. A média de bilheteria do time paranaense é de 26.177, muito próxima da presença completa em compromissos do Coelho em casa.


Nos 10 duelos de menor público e renda da competição deste ano, o América aparece duas vezes: contra Oeste (1.085 entradas) e Atlético Goianiense (1.241). Completando esse ranking, o Oeste tem sete dos jogos mais deficitários, e o Brasil de Pelotas, um.

 

(foto: Arte: Janey Costa/EM/D.A Press)
(foto: Arte: Janey Costa/EM/D.A Press)
 

 

Já nem sei mais o que fazer para levar mais público ao Independência, pois fazemos promoções de todos os tipos em todos os jogos”, lamenta o presidente Marcus Salum. Ele se diz ainda mais intrigado com a situação, se comparada a fase crítica e a atual. “Quando estávamos na lanterna, era compreensível, pois havia um desgaste, um desinteresse por conta da campanha ruim. Mas agora o América se reergueu e briga para subir para a Série A”.

 

Logo após o rebaixamento para a Série B no ano passado, o dirigente havia dito que, para o clube se manter como equipe de Primeira Divisão, precisaria ter um parceiro forte. Segue pensando da mesma maneira. “O América está na briga para subir, mas não quero passar o carro na frente dos bois. Precisamos, sim, conseguir a vaga para a Série A. Mas seja na Primeira Divisão ou na Série B, será fundamental ter um parceiro forte. Estou conversando com uma série de empresas e de possíveis parceiros. Estamos negociando. Sigo em contato com os chineses. Tenho esperança de que ainda nesse ano teremos novidades.”

 

Muito marketing, pouco resultado

Se dependesse de promoções, não faltaria torcedor ao América. Responsável pela área, Erlei Lemos, diretor de Marketing e Negócios chama a atenção para os baixos valores cobrados por ingressos e ações que garantem acesso até gratuito. “Cobramos preço popular, R$ 10 para ir aos jogos. Além disso, em todos, mulheres e crianças entram gratuitamente”, observa. Há outros trabalhos promocionais. O sócio-torcedor, por exemplo, tem direito a levar um convidado às partidas. Eventualmente, até três acompanhantes.


Um outro formato, detalha o dirigente, está ligado ao apoio dos patrocinadores do clube, como Fiat, MRV, Consórcio Multimarcas, Premium Saúde e Century Telecom. “No Campeonato Mineiro, sorteamos carros entre os torcedores que foram a todos os jogos. Distribuímos brindes através de promoções, como o pênalti em que, no intervalo, o escolhido tenta vencer o goleiro, o Coelhão. Também distribuímos camisas oficiais, arremessadas para a arquibancada”.


Há ainda os programas de cunho social envolvendo várias escolas municipais de Belo Horizonte, Contagem e Mariana, com estudantes entrando gratuitamente no Independência. O mesmo vale para jogadores das escolinhas de futebol do alviverde.


Até mesmo um aplicativo de transporte foi integrado ao esforço para tentar encher as arquibancadas do Horto. No ano passado, uma parceria dava desde desconto de 30% a viagem gratuita nas idas e vindas para os jogos do Coelho.

 

Berola só em 2020

O atacante Neto Berola está fora da temporada no América. Ele rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito na vitória por 2 a 0 sobre o Brasil de Pelotas, quarta-feira, no Independência. A lesão ocorreu no segundo tempo. Estimativas otimistas projetam retorno em torno de seis meses em casos como esse. A cirurgia para reconstituição ligamentar deve ocorrer em até 20 dias. O jogador participou de 17 das 24 partidas do time na Série B e marcou um gol – no triunfo sobre o Cuiabá por 2 a 1, no Horto, pela 16ª rodada. Nesta temporada, foram quatro gols em 29 jogos.

 

 

 


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