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Estado de Minas FUTEBOL MINEIRO

Em crise, Atlético e Cruzeiro afundam juntos no Brasileiro

Derrotas em sequência, seca de gols, protesto de torcedores, má colocação na tabela do Brasileiro e dívidas, muitas dívidas. Esse é o atual cenário dos dois maiores times mineiros


postado em 17/09/2019 04:00 / atualizado em 16/09/2019 22:21

Ilustração: Marcelo Lelis
Ilustração: Marcelo Lelis


Resultados negativos em sequência, queda de rendimento técnico e dificuldades financeiras que prejudicam o desempenho dentro das quatro linhas. Os recentes problemas comuns a Atlético e Cruzeiro contribuíram para que a dupla mineira encerrasse o primeiro turno do Campeonato Brasileiro muito mal e com duras críticas de suas torcidas. Galo e Raposa não faziam campanhas tão ruins juntas na era dos pontos corridos desde 2011, ano em que os projetos não deram certo e ambos se salvaram do rebaixamento nas rodadas finais da competição.


Se o desempenho não ocorreu da forma esperada, os dois times refazem seus planos em busca da reação na segunda metade da Série A. Próximo dos líderes no começo, o time alvinegro despencou na classificação e está 15 pontos distante do líder, Flamengo, depois de perder as últimas cinco partidas. Embora tenham demonstrado recuperação nos primeiros compromissos sob o comando de Rogério Ceni, os celestes voltaram a cair de produção e voltaram à zona da degola.


Os erros das equipes nos jogos têm sido semelhantes. O problema mais grave de ambos é o sistema defensivo. A Raposa já havia cometido falhas de marcação e na cobertura na goleada sofrida para o Grêmio por 4 a 1, no Independência. No último fim de semana, foi a vez de a defesa atleticana dar muitos espaços aos reservas do Internacional no revés por 3 a 1, também no caldeirão do Horto. Ambos também tentam fazer o possível para corrigir o problema no meio-campo. No time alvinegro, Rodrigo Santana tenta conseguir um substituto para Jair, que sofreu lesão muscular na coxa direita. Na equipe celeste, Rogério Ceni não conseguiu encontrar o parceiro ideal de Henrique, que tem sido sobrecarregado na cobertura desde que o argentino Lucas Romero acertou com o Independiente.


As deficiências também estão no setor ofensivo. O Atlético passa por crise no setor de ataque e marcou somente dois gols nos últimos cinco jogos. Um retrato dessa queda de produção é o atacante Ricardo Oliveira, que marcou somente um gol nos últimos 19 jogos. O Cruzeiro vive drama parecido. Além de perder muitas chances, a equipe tem o terceiro pior ataque do Nacional, com 16 gols marcados, média inferior a um por jogo.


Depois de início promissor – a equipe liderou a competição na terceira rodada –, a gota d'água para que as críticas no Atlético aumentassem foi a derrota em casa para os reservas do Internacional, numa manhã em que praticamente nada deu certo. O Galo teve de mudar a escalação de última hora depois que o armador Cazares foi punido e retirado do time titular por se atrasar no treino de sexta-feira. O camisa 10 também se envolveu em confusão no qual é acusado de estupro e agressão por mulheres que foram a uma festa na semana passada, na casa do jogador.


Em virtude da fase desanimadora, o capitão Réver pede atenção e maior comprometimento dos companheiros: “Nem tudo está perdido. Precisamos nos cobrar ainda mais do que já somos cobrados para que a gente possa dar a volta por cima. A oscilação no Campeonato Brasileiro é natural. Mas, a partir do momento em que há uma oscilação tão grande como a que estamos tendo, tem que acender a luz amarela para que a gente possa estar atento”. O Galo só volta a campo pelo Brasileiro na segunda-feira, diante do Avaí, na Ressacada. Na quinta-feira, enfrentará o Colón, às 21h30, em Santa Fe, no jogo de ida das semifinais da Copa Sul-Americana.

 

 

Depois do líder, Raposa terá dois jogos fora

Não bastasse ter sido eliminado recentemente da Copa Libertadores e da Copa do Brasil e estar na zona de rebaixamento do Brasileiro, o Cruzeiro terá compromissos difíceis nas próximas rodadas: vai encarar o líder, Flamengo, sábado, às 17h, no Mineirão, e em seguida enfrentará duas partidas fora de casa, contra Ceará e Goiás. Nesse sentido, Rogério Ceni usará as semanas cheias para testar novas formações táticas e conhecer melhor os jogadores. Na derrota para o Palmeiras por 1 a 0, o treinador já havia escalado o zagueiro Cacá, o lateral-esquerdo Rafael Santos e o volante Éderson entre os titulares. O capitão Henrique mantém discurso otimista e pede concentração dos atletas: “Esse momento ruim já nos atormenta há algum tempo e essa nuvem tem que sair. Vai sair com nosso trabalho. Olhando coisas positivas. São desses momentos difíceis que a gente tira forças para reverter a situação, tirar o clube dessa situação. Só dentro de campo que vamos tirar. Temos que trabalhar para que isso aconteça”.


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