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Estado de Minas

Fim do Calvário do atacante

Depois de 15 partidas, Ricardo Oliveira volta a marcar e ajuda o Atlético a derrotar o Fluminense, no Horto. Foi o oitavo jogo sem derrota do Galo, o sexto pelo Brasileiro


postado em 11/08/2019 04:00 / atualizado em 11/08/2019 01:22


O futebol é apaixonante porque um personagem pode ir do céu ao inferno (e vice-versa) em questão de minutos. O atacante Ricardo Oliveira viveu um misto de sensações ontem, e deixou o gramado do Independência ovacionado pelos torcedores e companheiros de Atlético depois da vitória sobre o Fluminense por 2 a 1, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Após várias tentativas frustradas, terminou o longo jejum de quase quatro meses – e 15 jogos – do camisa 9 sem balançar as redes. Cazares abriu o marcador.
Ricardo Oliveira não desperdiçou a oportunidade de coroar sua noite quando, no começo do segundo tempo, o tricolor carioca errou saída de bola na defesa. Na comemoração, ele foi abraçado por todos os companheiros, inclusive os do banco, em sinal de apoio, numa cena que chamou a atenção. Com o gol, o experiente atacante reassumiu a artilharia do Galo na temporada, com 14 gols, um a mais que Alerrandro. Seu último gol havia sido contra o Avaí, em 27 de abril, pelo Brasileiro.
Mas, até balançar a rede, o centroavante atleticano sofreu. Teve três boas chances, porém, a bola sempre parava no goleiro Muriel ou ia pela linha de fundo. O mérito de Ricardo Oliveira foi não ter desistido de nenhuma bola e ainda ter participado da pressão na defesa Flu, que sob o comando de Fernando Diniz tem por hábito não rifar as bolas para o setor ofensivo.
O camisa 9 admitiu ter ficado emocionado quando a torcida e todo o time vibrou com seu gol: “Vou para casa muito feliz. Apesar de a gente ter sempre a fé e perseverança, sempre temos nossos temores. Minha emoção maior foi ver todos celebrando o gol. Foi um grito positivo que mandou uma mensagem dizendo 'você trabalha muito'. É muito gostoso receber esse carinho. Fico feliz por ter ajudado na vitória, mas também pelo gol. O gol saiu num momento importante, porque o Fluminense vinha nos atacando”.
O armador Vinícius enalteceu a vitória alvinegra e destacou a importância de Ricardo Oliveira para o grupo: “O time adversário tem muita qualidade, mas sabíamos que, se roubássemos a bola perto da área, a gente poderia fazer o gol. Foi o que ocorreu com o Ricardo. Ele pôde acabar com o jejum. É um ídolo, um exemplo para todos. Fico muito feliz por ele. Mas o importante é exaltar o grupo, a entrega que foi importante para conseguir os três pontos”.

CRESCIMENTO Foi o quinto triunfo do Atlético no Independência, neste Brasileiro. O Galo não só mantém a invencibilidade em casa como ganha força para a sequência da competição. Sem perder há oito jogos, se mantém entre os quatro primeiros colocados (tem 27 pontos como o Flamengo) e diminui a diferença para o líder Santos. Agora, terá um confronto difícil como visitante diante do Athletico, sábado, em Curitiba.
O ponto negativo é que, depois de quatro partidas, a equipe voltou a sofrer gol, e ainda na reta final, angustiando a torcida. “Infelizmente, tomamos um gol e fiquei chateado. Foi uma jogada com um pouco de desatenção. Isso serve de lição para que tenhamos concentração”, afirmou o técnico Rodrigo Santana.
 
Atlético 2 x Fluminense 1
Atlético
Cleiton; Patric, Igor Rabello, Réver e Fábio Santos; Martínez, Elias, Cazares (Geuvânio 15 do 2º), Vinícius e Chará (Otero 28 do 2º); Ricardo Oliveira (Alerrandro 36 do 2º)
Técnico: Rodrigo Santana
Fluminense
Muriel; Igor Julião, Nino, Digão e Caio Henrique; Allan, Daniel (Wellington Nem 27 do 2º) e Paulo Henrique Ganso; Marcos Paulo (João Pedro, intervalo), Yony González e Pedro (Nenê, intervalo)
Técnico: Fernando Diniz
14ª rodada do Campeonato Brasileiro
Estádio: Independência
Gols: Cazares 42 do 1º; Ricardo Oliveira 5 e Nenê 42 do 2º
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva e Bruno Raphael Pires (GO)
VAR: Héber Roberto Lopes (SC)
Cartão amarelo: Vinícius, Patric*, Geuvânio, Wellington Nem, Otero e Digão
Cartão vermelho: Nenê
Público: 19.081
Renda: R$ 352.497
Próximos jogos: Athletico (f), Bahia (c) e Corinthians (f) 


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