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Estado de Minas

O futuro em ação nas pistas


postado em 04/08/2019 04:08

Mariana Frauches Chaves e outros três atletas de Minas estarão no Sul-Americano, que será disputado no Paraguai, em setembro (foto: Luís C Ruas/Divulgação)
Mariana Frauches Chaves e outros três atletas de Minas estarão no Sul-Americano, que será disputado no Paraguai, em setembro (foto: Luís C Ruas/Divulgação)


Desde os Jogos de Atlanta'1996, o Brasil sempre teve um representante no hipismo da Olimpíada, o que não ocorrerá no ano que vem, em Tóquio. Mas isso não quer dizer que a modalidade em Minas Gerais está muito aquém do restante do país. Pelo contrário. No fim de semana passado, no Campeonato Brasileiro de Salto, no Rio de Janeiro, quatro atletas do estado garantiram a classificação para o Sul-Americano, na categoria Young Riders, com obstáculos de até 1,50m de altura – a altura olímpica é 1,60m. André Moura, de 21 anos; Mariana Frauches Chaves, de 18;  Henrique Dias Rennó, de 13, e Nina Flausino, de 12, se tornam a esperança de um futuro promissor para o hipismo mineiro e, quem sabe, um deles possa estar nos Jogos de Paris'2024.


A atuação de Mariana chamou a atenção. O cavaleiro André Moura vinha liderando, depois de dois dias. No terceiro e último, no entanto, acabou ultrapassado pela amazona, que é estreante na categoria. Para os críticos da modalidade, ela vinha fazendo uma apresentação milimétrica desde o primeiro dia, o que a deixou sem penalidades e candidata ao título.


Depois da passagem final, e com quatro percursos sem faltas em todo o campeonato, Mariana se sagrou vice-campeã brasileira, se consolidando como uma das promessas do hipismo nacional. Ela afirma não haver rivalidade entre os mineiros que estarão no Sul-Americano em setembro, no Paraguai: “Entre a gente, prevalece o espírito da amizade. Até estudo com o André, fazemos engenharia no Ibmec. Torço para que todos se saiam bem e possam estar no pódio”.

EM BUSCA DO SONHO

 

Mariana entrou na disputa, segundo conta, sem grandes expectativas: “É meu primeiro ano na categoria. Sinceramente, não esperava um resultado como esse. Mas minha égua, La Divine WV, está em ótima forma e respondeu bem ao que foi preciso na pista. Ela foi fundamental para o resultado”.


A amazona diz que houve um adiantamento no seu planejamento de carreira: “Eu tinha feito um planejamento para chegar a uma competição internacional na Young Rider, em três anos. No entanto, consegui logo no primeiro ano. Estou empolgada e muito esperançosa”.


Ela conta que começou a montar aos 5 anos, na fazenda do avô em Caraíbas, no Norte de Minas. “Meus primos sempre montavam e eu os acompanhava. Quando fiz 10 anos, comecei a disputar o Mineiro. Em Brasileiros, na categoria mirim, foi a partir dos 13. Sou apaixonada por cavalos e pelo hipismo”, diz Mariana, cujo maior sonho, como não poderia deixar de ser, é chegar a uma Olimpíada: “É o mais alto que consigo pensar, mas sei que tenho muito a aprender”.


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