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Estado de Minas

Clássico das diferenças

Enquanto o Galo vem de classificação na Sul-Americana e há três jogos não sofre gol, Raposa amarga a saída da Libertadores e sequência de seis partidas sem marcar


postado em 04/08/2019 04:07

Em situação confortável no Brasileiro e sem se preocupar com jogos durante a semana, Atlético busca a vitória para se aproximar dos líderes na tabela(foto: Bruno Cantini/Atlético)
Em situação confortável no Brasileiro e sem se preocupar com jogos durante a semana, Atlético busca a vitória para se aproximar dos líderes na tabela (foto: Bruno Cantini/Atlético)


Dezoito dias depois do último embate, Atlético e Cruzeiro voltam ao Independência hoje, às 19h, para mostrar evolução. Se no jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil o Galo ganhou (2 a 0), mas a Raposa se classificou (por ter feito 3 a 0 na ida), agora, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, os rivais mais uma vez vivem situações distintas, com o time alvinegro tendo defesa sólida, que passou incólume nas três últimas partidas, e a equipe celeste precisando voltar a marcar gol depois de seis jogos seguidos, a pior sequência de sua história.


Para completar, os alvinegros vêm embalados pela classificação às quartas de final da Copa Sul-Americana, tendo batido o Botafogo por 2 a 0, no Horto, quarta-feira. Um dia antes, os celestes foram eliminados em pleno Mineirão lotado pelo River Plate, tendo perdido a disputa de pênaltis por 4 a 2, depois de empate sem gols no tempo regulamentar.


Os jogadores do Atlético e o técnico Rodrigo Santana consideram que a sequência sem levar gol é resultado direto da evolução tática da equipe nas últimas partidas, com melhor compactação defensiva e maior poder de marcação. O treinador encontrou a melhor formação que permite chegar ao equilíbrio, com Patric, Igor Rabello, Réver e Fábio Santos – somente Rabello não completou 30 anos. A presença do volante Jair no time titular também contribuiu diretamente para o crescimento da retaguarda. Ele ganhou a vaga de titular depois de boa atuação na vitória sobre a Chapecoense por 2 a 1, em Chapecó, em 14 de julho, e só saiu da equipe quando foi poupado no domingo passado, diante do Goiás (empate por 0 a 0), fora de casa.


O zagueiro Igor Rabello elogia a participação de Jair e de todo o time no processo defensivo da equipe: “A torcida está vendo que ele está sendo fundamental na roubada de bola, na tranquilidade de sair jogando. Ele está sendo crucial para nos ajudar na frente da área. Desde o setor ofensivo, com o Ricardo ou com o Alerrandro, todos têm contribuído e descido para marcar os volantes adversários. Esses três jogos em que a gente não levou gol têm muito a ver com todo o papel que o time tem feito. Os números têm muito a ver com o conjunto”.


Outro que tem participação importante na atual fase alvinegra é o goleiro Cleiton, que nos últimos jogos vem substituindo o ídolo Victor, em tratamento de tendinite no joelho esquerdo e ausente nas quatro partidas anteriores. Com defesas importantes, o catarinense de Belmonte, de apenas 21 anos, fez a torcida esquecer momentaneamente o goleiro titular, herói da conquista da Copa Libertadores de 2013. “Cleiton trabalha demais, tem um exemplo como o Victor e que faz com que o profissional almeje algo mais a cada dia. É muito seguro e está passando muita segurança, com reposição de bola interessante”, ressalta Rodrigo Santana.


Ataque em baixa

 

Pelo lado celeste, a defesa vem se saindo bem quando o time atua com os titulares. Foi assim, por exemplo, nos dois jogos contra o River Plate, cujo ataque é considerado muito forte. Mas quando o assunto é o ataque, o desempenho é sofrível. Nos sete jogos depois da parada para a Copa América, foram apenas três gols marcados, todos no clássico contra o Atlético, na ida das quartas de final da Copa do Brasil.


Agora, precisa voltar a marcar para acabar com o jejum de vitórias no Brasileiro, que já chega a nove jogos. “A gente vem buscando o equilíbrio, nossa defesa está bem porque tem participação do meio e do ataque. Temos de continuar assim, pois defendendo melhor poderemos dar mais condições para que nossos atacantes possam finalizar”, afirma o goleiro Fábio. “É um jogo muito importante para nós, tem de ser o jogo da retomada. Contra o River, a gente ficou chateado pela forma como fomos eliminados. Agora é pensar no Brasileiro, no qual precisamos somar pontos. Temos de ser inteligentes. Não podemos perder a confiança pela desclassificação, pois derrota no tempo regulamentar não teve. É jogo que exige muita entrega e atenção, pois um detalhe pode decidir”, diz o zagueiro Dedé.

FORMAÇÕES Para fazer a balança do favoritismo pender mais para um lado, os atleticanos entrarão em campo praticamente com o que têm de melhor. A ponto de o técnico Rodrigo Santana poder escolher volantes, armadores e atacantes. Afinal, não tem problemas físicos nem compromisso na próxima semana – a única ausência é o goleiro Victor.


Já no Cruzeiro, Mano Menezes deve apostar em uma equipe mista, pois na quarta-feira receberá o Internacional, no jogo de ida das semifinais da Copa do Brasil. Assim, quem estiver mais desgastado provavelmente não irá a campo hoje.


Para completar, o lateral-direito Edílson começou esta semana o trabalho de recondicionamento físico depois de dois meses tratando estiramento na coxa esquerda. E o armador Rodriguinho, que passou por cirurgia na região lombar, ainda está em recuperação.


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