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Estado de Minas

Dia de decisão em Uberlândia


postado em 03/08/2019 04:07

A meio de rede Mara foi um dos destaques da Seleção Brasileira contra o Azerbaidjão, principalmente no saque(foto: FIVB/Divulgação)
A meio de rede Mara foi um dos destaques da Seleção Brasileira contra o Azerbaidjão, principalmente no saque (foto: FIVB/Divulgação)

Dos males o menor. Foi difícil, mas o Brasil conseguiu vencer o Azerbaidjão ontem, no Ginásio Sabiazinho, em Uberlândia, por 3 a 2, (25/13, 23/25, 21/25, 25/19 e 15/11) mantendo vivas as chances de classificação para o torneio de vôlei feminino dos Jogos Olímpicos de Tóquio’2020. Para ficar com a única vaga do Grupo D do Pré-Olímpico, a Seleção Brasileira precisa vencer hoje, às 10h, a República Dominicana – que ontem bateu Camarões por 3 a 0 (25/20, 25/19 e 25/14). Com os resultados de ontem, azerbaidjanas e camaronesas estão eliminadas.
 
Antes da competição começar, Uberlândia seria um atalho para a capital japonesa. Seria como avançar por uma estrada tranquila. No entanto, o caminho se mostra muito mais turbulento do que se imaginava. Ontem, o Azerbaidjão, que tinha sido um adversário fácil para a República Dominicana na estreia, quando perdeu por 3 a 0 (25/15, 25/22 e 25/18), por pouco não venceu o jogo contra o Brasil.
 
Graças a uma instabilidade das brasileiras, em especial na relação defesa e bloqueio, e fruto, ainda, de um saque ruim, as azerbaidjanas estiveram muito próximas da vitória. Depois de sair de um primeiro set negativo, viraram para 2 a 1. No quarto set, o placar esteve empatado até o 12º ponto. Só aí o Brasil recuperou seu jogo e conseguiu, enfim, passar à frente para forçar o tie break, que foi equilibrado até o sétimo ponto, quando novamente a maior categoria das brasileiras prevaleceu.
 
O resultado acendeu o sinal de alerta para o jogo de hoje, uma vez que a República Dominicana faz parte do primeiro escalão do vôlei mundial. Além disso, é uma seleção que está muito próxima do esporte no Brasil, a começar pelo treinador, o brasileiro Marcos Kwiek, que trabalhou como auxiliar técnico da Seleção Brasileira de 2003 a 2007, indo em 2008 para a República Dominicana, onde permanece.
 
Não bastasse isso, cinco jogadoras da equipe que entrará em quadra hoje atuaram no Brasil. A primeira foi Annerys Vargas, meio de rede do Minas na temporada 2009/2010. Gina Manbru defendeu o extinto Vôlei Futuro-SP, no mesmo período. Na temporada 2016/2017, Piscilla Rivera e Brenda Castilho atuaram no Bauru. Na próxima Superliga, duas dominicanas estão confirmadas: Yonkaira Peña, que joga no Rio desde 2016, e Brayelim Vargas, que vai atuar pelo Praia.
 
Ontem, uma mineira se destacou: a meio de rede Mara, que começou a carreira no Mackenzie e foi campeã pelo Minas na última temporada. Ela marcou 15 vezes e foi a segunda maior pontuadora do Brasil, com três a menos que Gabi. Além disso, foi fundamental no saque. “Não tem jogo fácil. Não mesmo. Pegamos um adversário difícil e fazer um jogo assim, antes de uma decisão, é importante, pois nos deixa ligadas. Sinceramente, estive muito preocupada hoje (ontem), pois não comecei bem. Fui para o banco, mas na volta consegui dar a volta por cima. Estou muito feliz por ter ido bem, principalmente no saque”, afirmou Mara.
 
fique ligado
Pré-Olímpico 
l Brasil x República Dominicana
l 10h, Globo e SporTV 


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