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Estado de Minas

Dilema celeste

Cruzeiro terá que decidir se encara o clássico de domingo com o time titular e tenta a reabilitação no Brasileiro ou se preserva os principais jogadores para a semifinal da Copa do Brasil, quarta-feira


postado em 02/08/2019 04:07

"Vamos ver o que faremos para domingo, pois na quarta-feira teremos outro jogo muito importante. Temos de fazer o resultado aqui", Mano Menezes, técnico celeste, logo depois da desclassificação na Libertadores (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press - 6/4/19)
O técnico Mano Menezes vive dilema no Cruzeiro. Ele pode escalar reservas no clássico contra o Atlético, domingo, às 19h, no Independência, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, preservando os titulares para o jogo de ida das semifinais da Copa do Brasil, quarta-feira, às 21h30, no Mineirão, contra o Internacional. Ou colocar o que tem de melhor para tentar voltar a vencer justamente diante do maior rival, mas correndo risco de perder alguns dos titulares para o jogo decisivo do mata-mata, que passa a ser prioridade no ano, depois da eliminação nas oitavas de final da Copa Libertadores, diante do River Plate.

A decisão se torna ainda mais difícil quando o grupo atravessa turbulência. Desde a conquista do Campeonato Mineiro, em abril, quatro atletas deixaram o clube: o zagueiro Murilo, o volante Lucas Silva, o armador Rafinha e o atacante Raniel. Para completar, o volante Lucas Romero acertou sua saída do clube.

Nenhum dos citados era titular absoluto, mas certamente encorpariam um time alternativo. Ainda mais em um momento em que dois titulares, o lateral-direito Edílson e o armador Rodriguinho, estão se recuperando de problemas físicos e ainda não têm condições de jogo.

Ir ao Horto com uma equipe composta basicamente de jovens seria um risco grande. Ainda mais em momento de instabilidade, em que o treinador e toda a comissão técnica sofrem questionamentos pelos maus resultados – a equipe está perigosamente próxima da zona de rebaixamento no Brasileiro, não marca gol há seis jogos – pior jejum da história do clube – e ganhou apenas um dos últimos 16 jogos que disputou.

Por outro lado, o desgaste dos principais jogadores pode se fazer sentir na sequência. Desde a retomada das competições depois da Copa América, em 11 de julho, o time disputou sete jogos, sendo cinco com os titulares. Seriam sete em 28 dias, se eles forem escalados domingo e na quarta-feira.

“Vamos ver o que faremos para domingo, pois na quarta-feira teremos outro jogo muito importante. Temos de fazer o resultado aqui para ter uma situação melhor para o jogo de volta (na Copa do Brasil, em 4 de setembro)”, afirma Mano Menezes, que hoje deverá se reunir com os profissionais da fisiologia e também com os jogadores para saber quais as condições de cada um no momento.

CONFIANÇA Os próprios jogadores adotam cautela para falar do assunto. “Vamos ver o que a comissão técnica acha que é o melhor para domingo. É importante frisar que temos de fazer um bom jogo contra o Atlético. Tem de passar confiança para quem for jogar. E na quarta-feira tem semifinal de Copa do Brasil”, diz o zagueiro Dedé, ciente da situação difícil em que a equipe se encontra. “O jogo de domingo é muito importante para a gente, tem de ser o jogo da retomada. Contra o River, a gente ficou chateado pela forma como fomos eliminados. Agora é pensar no Brasileiro, no qual precisamos somar pontos.”

Caso os titulares não sejam escalados, ele vê os garotos em condições de fazer uma boa partida. Mesmo com a derrota para o Athletico, no Mineirão, e o empate com o Bahia, na Fonte Nova, ele acredita que é possível fazer bom papel no Independência.

“É verdade que perdemos peças importantíssimas, que nos trouxeram alegrias, nos deram conquistas. E a diferença dos que saíram para o elenco que está agora é a bagagem, a experiência. O time está menos maduro, mas quem estiver do meu lado terá a mesma importância dos que saíram. A mesma confiança que o Murilo me deu vou passar para o Fabrício e o Cacá. O Thiago Neves fará o mesmo com o Maurício, o (laterald-direito) Weverton já foi bem na estreia dele. Nós, mais experientes, temos de dar essa tranquilidade a eles, fazê-los evoluir, para serem decisivos como os que saíram”, argumentou o camisa 26.
 
 
Dois Cruzeiros

Contra o Contra 
Athletico o River

Rafael (30 anos) Fábio (38 anos)
Wéverton (20) Orejuela (23)
F. Bruno (23) Dedé (31)
Cacá (20) Leo (31)
Dodô (27) Egídio (33)
Éderson (20) L. Romero (25)
Ariel Cabral (31) Ariel Cabral (31)
Jadson (25) Henrique (34)
Maurício (18) Thiago Neves (34)
David (23) M. Gabriel (29)
Fred (35) Pedro Rocha (24)

Média 

24,72 anos 30,27 anos 


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