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Estado de Minas

Estreia de ouro

No primeiro dia de disputa de medalhas em Lima, Brasil conquista três, duas no lugar mais alto do pódio. País teve dobradinha no triatlo feminino e surpresa na patinação


postado em 28/07/2019 04:21

Luisa Baptista (C), conquistou o primeiro ouro do Brasil no Peru, e Vittoria Lopes (E) levou a prata no triatlo(foto: Wander Roberto/COB)
Luisa Baptista (C), conquistou o primeiro ouro do Brasil no Peru, e Vittoria Lopes (E) levou a prata no triatlo (foto: Wander Roberto/COB)


Em um Pan-Americano que começou histórico por ter pela primeira vez duas mulheres como porta-bandeiras do Brasil na cerimônia de abertura – as velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze –, coube à delegação feminina as medalhas de ouro que iniciaram a campanha do país em Lima. Na prova do triatlo individual, Luisa Baptista levou o ouro, terminando à frente da também brasileira Vittoria Lopes. Já na patinação artística, Bruna Wurts desbancou a favorita Giselle Soler para subir no degrau mais alto do pódio.

O Brasil tem nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, sua maior proporção de mulheres dentro da delegação de atletas. Entre os 484 competidores, 249 são homens e 236 são mulheres, que equivalem a 48,7% do total.  No Pan de Toronto, em 2015, elas representaram cerca de 47% do grupo. Quatro anos antes, no Pan de Guadalajara, esse número era 45%, superior aos do Rio’2007 (43%).

Ontem, com o tempo de 2h00min55, a paulista Luisa Baptista, de Araras, fez a dobradinha com a cearense Vittoria Lopes (2h01min27), seguidas pela mexicana Cecilia Perez (2h02min07). Outra brasileira, a santista Beatriz Neres, do Pinheiros, terminou em nono, com o tempo de 2h04min49. Com o resultado, o país marca presença no pódio nesta modalidade após um jejum que vinha desde o Pan de 2011, em Guadalajara.

“O triatlo é um esporte individual, mas se a gente está trabalhando em equipe, é uma vantagem tremenda. Na hora em que vi que tinha uma boa vantagem para a mexicana, falei para segurarmos um pouquinho a corrida, para podermos ser primeira e segunda. Acabou dando tudo certo”, disse Luisa, atleta do Sesi-SP.

Já na patinação artística, em apresentação segura, a carioca Bruna Wurts superou a argentina Giselle Soler, que defendia o título vencido no Pan de Toronto’2015 para ficar com o ouro. A argentina caiu durante sua apresentação. Eduarda Fuentes, do Equador, ficou com o terceiro posto.

APREENSÃO Em uma das provas que o Brasil tem conseguido bons resultados, a C2 1000 da canoagem, a dupla Isaquias Queiroz e Erlon de Souza não completou a prova ontem. Erlon se sentiu mal quando passava dos 500m de disputa e precisou ser retirado de cadeira de rodas. Ele se recupera de um resfriado e passa bem. Isaquias compete na final da C1 1.000 amanhã, às 9h45 (horário de Brasília).
A experiente ginasta Jade Barbosa está fora do Pan por causa de lesão no joelho esquerdo. Ela se machucou quarta-feira, voltou aos treinos na sexta, mas a delegação brasileira preferiu preservá-la para o Mundial de Stuttgart, em outubro. A competição é classificatória para os Jogos Olímpicos de Tóquio’2020.


BRASIL NO PAN
Hoje
Basquete 3 x 3
16h30 Brasil x Venezuela (masculino)
18h30 Brasil x Argentina (feminino)
21h Brasil x Porto Rico (masculino)
22h Uruguai x Brasil (feminino)
23h Brasil x Argentina (masculino)

Boliche
11h individual masculino (Marcelo Stuartz, Bruno Costa)
18h individual feminino (Stephanie Martins, Roberta Rodrigues)

Boxe
17h quartas de final 91kg
(Abner Texeira)
18h quartas de final 60kg
(Beatriz Ferreira)

Canoagem
11h K4 500m (final)
12h K1 200m (Ana Paula Vergutz)
13h10 C1 200 (Valdenice Conceição)

Ciclismo
11h Cross Country feminino (Jaqueline Mourão)
13h30 Cross Country masculino (Henrique Avancini e Guilherme Muller)

Ginástica artística
18h30 Equipe masculina

Hipismo
11h Adestramento (individual e equipes)

Pentatlo
13h Felipe Nascimento e Danilo Fagundes

Tae kwon do
16h10 68kg (Edival Pontes) e 57kg (Rafaela Araújo)



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