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Estado de Minas

MAIS VIVO DO QUE NUNCA

Pressionado no Monumental de Núñez, Cruzeiro segura o River e volta para BH com o empate sem gols. Vitória por qualquer placar no Mineirão, terça-feira, leva a Raposa às quartas


postado em 24/07/2019 04:10

Fábio fez boas defesas e ainda contou com a sorte: no último lance do jogo, Suárez cobrou pênalti para fora. Pratto (abaixo) disse não ter se oferecido para bater pelo fato de o goleiro celeste já conhecê-lo(foto: Fotos: JUAN MABROMATA/AFP)
Fábio fez boas defesas e ainda contou com a sorte: no último lance do jogo, Suárez cobrou pênalti para fora. Pratto (abaixo) disse não ter se oferecido para bater pelo fato de o goleiro celeste já conhecê-lo (foto: Fotos: JUAN MABROMATA/AFP)
 
Paulo Galvão

O desejo do Cruzeiro de ir para o Mineirão, terça-feira, com boas chances de classificação às quartas de final da Copa Libertadores foi alcançado com o empate sem gols com o River Plate, na noite de ontem, em Buenos Aires, pelo jogo de ida das oitavas. O resultado poderia ter sido melhor se a equipe celeste tivesse aproveitado ao menos um dos quatro contra-ataques que teve no segundo tempo, mas também poderia ter sido pior se Suárez não tivesse desperdiçado pênalti no último lance do duelo no Monumental de Núñez.

Os argentinos saíram de campo reclamando da marcação de outras duas penalidades máximas. Já os brasileiros, de gol anulado – mesmo com o auxílio do vídeo, não é fácil cravar se Marquinhos Gabriel estava impedido.

“Cumprimos bem o que foi determinado. Nosso time foi bem, tivemos alguns contra-ataques e eles tiveram o pênalti. Para um jogo fora de casa, pela Libertadores, tudo foi cumprido muito bem”, afirmou o zagueiro Dedé, um dos melhores em campo.

O problema maior da Raposa na etapa inicial foi a fragilidade defensiva pelo lado esquerdo e a falta de articulação. Uma das poucas boas chances foi aos 21min, mas Thiago Neves demorou para se decidir e acabou bloqueado. Três minutos mais tarde, Suárez obrigou Fábio a grande defesa e, para sorte dos cruzeirenses, Nacho Fernández completou o rebote para fora. O goleiro celeste voltou a trabalhar aos 40, quando Robinho tentou tirar e a bola bateu em De la Cruz.

MELHORA O técnico Mano Menezes mandou o Cruzeiro para o segundo tempo com o volante Ariel Cabral no lugar do armador Robinho. Isso melhorou a marcação e a armação. Tanto que com 1min Lucas Romero achou Marquinhos Gabriel, que venceu Armani. Depois de consultar o VAR, o árbitro chileno Julio Bascuñan anulou o gol, apontando impedimento.

Como os argentinos também seguiram buscando o gol, a partida ficou aberta. Os contra-ataques, porém, não foram aproveitados pelos cruzeirenses. Já os donos da casa só conseguiram incomodar no fim: aos 38min, Lucas Pratto cabeceou com perigo e, aos 40, Fábio fez grande defesa em bola cabeceada por Martínez Quarta que desviou em Orejuela.

No fim dos acréscimos, o árbitro recorreu ao VAR para marcar pênalti de Henrique em Lucas Pratto após escanteio da direita. Suárez cobrou por cima, levando à comemoração azul no Monumental de Núñez. Depois da partida, o ex-atleticano disse que um dos motivos para não ter se apresentado para a cobrança foi o fato de Fábio conhecê-lo bem.

“Futebol é completo, não podemos fazer só uma parte. Quando fizemos uma parte, sofremos muito, principalmente pelo lado esquerdo. Ajustamos para o segundo tempo, melhoramos a marcação e tivemos os contra-ataques, mas a tomada de decisão não foi a melhor, erramos o último passe”, disse Mano.

Para o comandante cruzeirense, o empate, pela forma que foi obtido, deixa o Cruzeiro mais forte para o duelo de volta. “Mesmo sofrendo como sofremos, com o assédio do adversário, a confiança que se ganha para decidir em casa se torna ainda maior. O grupo fica mais encorpado, acredita até o fim. Vamos respeitar o adversário, mas ambicionando a classificação. Acho que o jogo de hoje (ontem) vai influenciar positivamente.”
 
 
FICHA TÉCNICA
River Plate 0 x 0 Cruzeiro
River Plate: Armani; Montiel, Martínez Quarta, Pinola (Rojas 32 do2º) e Angileri; Enzo Pérez, Nacho Fernández, Palacios e De la Cruz (Ferreira 25 do 2º); Alvarez (Lucas Pratto 15 do 2º) e Suárez
Técnico: Marcelo Gallardo
Cruzeiro: Fábio; Orejuela, Dedé, Leo e Egídio; Henrique, Lucas Romero (Jadson 31 do 2º), Robinho (Ariel Cabral, intervalo), Thiago Neves (David 16 do 2º) e Marquinhos Gabriel; Pedro Rocha
Técnico: Mano Menezes
Jogo de ida das oitavas de final da Libertadores
Estádio: Monumental de Núñez
Árbitro: Julio Bascuñan (CHI)
Assistentes: Christian Schelmann e Claudio Urrutia (CHI)
VAR: Piero Maza (CHI)
Cartão amarelo: Alvarez, Pérez, De la Cruz, David e Leo

 
Outros jogos 
O Palmeiras arrancou empate por 2 a 2 com o Godoy Cruz-ARG, ontem, em Mendoza, no primeiro jogo entre as equipes valendo vaga nas quartas de final da Libertadores. Os argentinos chegaram a abrir 2 a 0 e ainda perderam um pênalti. Felipe Melo e Borja marcaram para os paulistas. Em Quito, no Equador, a LDU venceu o paraguaio Olimpia por 3 a 1. Hoje, às 19h15 (de Brasília), o Internacional visita o Nacional, em Montevidéu, enquanto San Lorenzo-ARG e Cerro Porteño-PAR se enfrentam em Buenos Aires. Às 21h30, o Flamengo joga contra o Emelec, em Guaiaquil, tentando voltar a vencer após dois empates, um pela Copa do Brasil (foi eliminado) e outro pelo Campeonato Brasileiro. No mesmo horário, o Athletico recebe o Boca Juniors, na Arena da Baixada.



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