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Estado de Minas

Prova de fogo para Cleiton

Catarinense deve ser mantido no gol do Atlético amanhã, contra o Botafogo, no Rio, já que Victor está com tendinite no joelho esquerdo


postado em 23/07/2019 04:07

Na Cidade do Galo desde 2013, goleiro de 21 anos tem sua primeira sequência como titular do time principal alvinegro(foto: Bruno Cantini/Atlético)
Na Cidade do Galo desde 2013, goleiro de 21 anos tem sua primeira sequência como titular do time principal alvinegro (foto: Bruno Cantini/Atlético)


Com apenas 2,5 mil habitantes, a pequena cidade de Belmonte, no Oeste catarinense, testemunha de longe a ascensão de seu filho mais ilustre no gol do Atlético. De quarta opção a reserva imediato do titular alvinegro, Victor, o jovem Cleiton Schwengber, de 21 anos, vem tendo mais chances a cada temporada e pode ter sua prova de fogo amanhã, no importante confronto com o Botafogo, às 21h30, no Engenhão, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. Ele vive a expectativa – e talvez a pressão – de novamente substituir o dono da camisa 1 e um dos maiores ídolos da torcida do Galo, agora num mata-mata de competição internacional.

Victor teve confirmada ontem tendinite no joelho esquerdo e pode desfalcar o Galo no torneio cujo campeão garante vaga na Copa Libertadores de 2020. A tendência é que fique em tratamento nos próximos dias, abrindo espaço para o prata da casa, que chegou a BH em 2013 e participou de várias conquistas pela base alvinegra.

A provável ausência de Victor obriga o Atlético também a fazer uma mudança de última hora na lista de inscritos na Sul-Americana – o clube já fez uma alteração recentemente, com a substituição do zagueiro Matheus Mancini pelo armador Otero, que retornou do futebol árabe. Como está previsto no regulamento da Conmebol, o clube vai incluir Fernando (quarta opção para o gol) na vaga de Michael, que na semana passada passou por cirurgia no ombro direito. A mudança será permanente. O Galo já fez o pedido de inscrição, anexando o laudo que comprova a gravidade da lesão de Michael.

Em 2016, o alvinegro viveu situação parecida quando teve de adicionar à relação da Libertadores o recém-contratado Lauro. Na ocasião, Victor passou por cirurgia no ombro esquerdo e o reserva Giovanni sofreu fratura na face numa partida do Campeonato Mineiro – Uilson era o único goleiro disponível.

Enquanto isso, Cleiton curte com tranquilidade a sequência como titular do Galo. Ele já havia substituído Victor na vitória sobre a Chapecoense por 2 a 1, em Chapecó, quando o técnico Rodrigo Santana mandou time reserva a campo. Também foi escalado domingo, no empate com o Fortaleza por 2 a 2, pelo Campeonato Brasileiro.  Tímido, o goleiro atribui seu crescimento profissional à convivência diária com Victor: “Não tem experiência melhor do que conviver com ele no dia dia. Fora de campo, a gente conversa muito também. Ele me incentiva”, afirma o catarinense.

Os pais do goleiro, que vivem da lavoura no interior de Santa Catarina, estiveram no Horto no fim de semana para assistir ao jogo contra o Fortaleza: “Se pudesse, queria que eles estivessem sempre por perto. Minha mãe até brincou comigo, dizendo que ficou sem voz, pois gritou muito”.

TÍTULOS NA BASE Cleiton tem 20 jogos como profissional atleticano e 11 gols sofridos. Atuava pelo Marcílio Dias, de Itajaí (SC), quando foi levado por seu empresário para fazer teste na base alvinegra. Desde então, vem conquistando vários títulos pela base do clube, como a Copa do Brasil Sub-17 (2014) e Sub-20 (2017) e o Future Champions (2014). Foi promovido à equipe principal em 2017, com o técnico Roger Machado.

Ele valoriza o fato de atuar ao lado de jogadores experientes que compõem a zaga alvinegra: “Fico muito feliz por estar ao lado do Réver, que é um cara muito experiente. Todo mundo está me abraçando. Quero retribuir em campo. Fico feliz de estar em um grande clube como o Atlético, que é uma vitrine muito grande”.


Cleiton no Galo

20
Jogos:

11
Gols sofridos

Estreia: 1 x 0 Chapecoense, em Chapecó, em 2017


O QUE DIZ O REGULAMENTO 
É permitida a substituição de um goleiro lesionado durante qualquer etapa de disputa do torneio, uma vez que a gravidade da lesão seja comprovada pela Comissão Médica da Conmebol. Essa mudança será permanente. Para isso, o clube deverá preencher o formulário de substituição de goleiro por lesão e enviar juntamente a um informe médico do clube todos os exames que comprovem a lesão do jogador à Comissão Médica até as 14h (horário do Paraguai) do dia anterior à partida em questão.


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