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Estado de Minas

Atenção nas alturas

Gols oriundos de jogadas de escanteios, que já foram uma das armas do Galo, estão raros neste ano. Lance tem sido trabalhado por Rodrigo Santana para que a efetividade volte


postado em 20/07/2019 04:13

Alvinegro treina para tentar aproveitar melhor a boa estatura dos zagueiros Réver (1,92m) e Igor Rabello (1,91m)(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Alvinegro treina para tentar aproveitar melhor a boa estatura dos zagueiros Réver (1,92m) e Igor Rabello (1,91m) (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)


Uma jogada que já foi mortal tem sido pouco efetiva para o Atlético nesta temporada: as cobranças de escanteios. Mesmo que conte com jogadores especialistas em bater na bola com efeito e zagueiros altos para a conclusão, os gols nesse tipo de jogada rarearam: foram apenas cinco de 68. A carência, inclusive, tem sido trabalhada pelo técnico Rodrigo Santana nos últimos treinos.

Na vitória sobre o Cruzeiro por 2 a 0, quarta-feira, pela Copa do Brasil, por exemplo, o Atlético teve a seu favor 12 escanteios, porém, não concluiu bem as oportunidades. As falhas foram atribuídas às cobranças dos estrangeiros Cazares e Otero, que quase sempre chegaram às mãos do camisa 1 celeste ou foram aliviadas pela zaga celeste. Desta forma, os defensores atleticanos, que estão entre os mais altos do país – Réver tem 1,92m e Igor Rabello, 1,91m – não tiveram a possibilidade de finalizar.

Rodrigo Santana vê necessidade de o problema ser resolvido o mais rápido possível para que o Galo tenha uma jogada forte para chegar aos gols: “Temos dois bons batedores. Treinamos bastante as jogadas ensaiadas de escanteios, mas eles preferem colocar direto no gol adversário. Temos o Leo e o Réver, que são os nossos melhores cabeceadores. Precisamos explorar mais isso. É uma cobrança que fazemos há muito. Precisamos ser mais decisivos”.

Nesta temporada, o Galo marcou diretamente de escanteio apenas uma vez no Brasileiro, sob o comando de Santana: Jair fez de cabeça na vitória sobre o Ceará por 2 a 1, em 4 de maio, depois de cobrança de Cazares. Os demais saíram no Campeonato Mineiro, com Levir Culpi no banco – Ricardo Oliveira, Leonardo Silva, Alerrandro e Réver balançaram as redes.

Além de Réver e Igor Rabello, o Galo conta com zagueiros reservas altos, como o próprio Leonardo Silva (1,92m) e Maidana (1,96m), além do atacante Ricardo Oliveira (1,86m). A falta de boas finalizações nessas jogadas, muitas vezes, acaba por irritar os torcedores no Independência. Esse tipo de lance foi muito explorado pelo Galo de 2012 a 2014, tempos em que Ronaldinho Gaúcho cobrava os escanteios na medida para que Réver e Leonardo Silva mandassem para o fundo das redes.

BRASILEIRO Uma chance de a equipe se sair bem novamente nos escanteios será na partida contra o Fortaleza, amanhã, às 16h, no Independência, pela 11ª rodada do Brasileiro. Depois de vencer a Chapecoense por 2 a 1, na rodada passada, o Galo tenta se manter no grupo dos primeiros colocados, que garantem vaga na Libertadores de 2020.

Mesmo que ainda tenha a Copa Sul-Americana, Rodrigo Santana afirma que é possível pensar em papel de destaque no Nacional: “Não podemos desperdiçar pontos em casa. Os clubes que estão acima precisam focar simultaneamente a Libertadores e o Brasileiro. E nós temos de focar a zona dos primeiros. Temos de entrar firmes e fortes. Acredito que, com as semanas cheias, depois da saída da Copa do Brasil, podemos ter atenção melhor no Brasileiro”.

O treinador sabe que, diante do Fortaleza, a equipe terá de imprimir a intensidade mostrada contra o Cruzeiro: “Não pode ser diferente. Temos que nos manter na zona de classificação, fazer grande jogo, cobrar, correr o que corremos diante do Cruzeiro. A intenção é estar motivado em todas as partidas. Este é o Atlético, que corre, briga, acredita até o fim”.


Homenagens a Adilson
O Atlético fará uma série de homenagens ao ex-volante Adilson, que anunciou a aposentadoria dos gramados na semana passada em decorrência de problema cardíaco. Antes da partida contra o Fortaleza, ele receberá uma camisa personalizada e uma placa de agradecimento do clube, destacando o profissionalismo e a raça dedicados ao Galo. Adilson entrará em campo com os ex-companheiros, perfilará para o Hino Nacional e vai dar o pontapé inicial do jogo. Os integrantes da comissão técnica usarão camisas com o nome do ex-jogador e o número 21 às costas. Desde segunda-feira, Adilson faz parte da comissão técnica do alvinegro.

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