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Estado de Minas

Lições da derrota

Apesar da desclassificação, os dois jogos do Atlético contra o Cruzeiro pela Copa do Brasil serviram para alguns jogadores alvinegros mostrarem serviço ao técnico Rodrigo Santana


postado em 19/07/2019 04:07

Um dos destaques do jogo de quarta-feira, no Independência, e foi premiado com um golaço no final(foto: Bruno Cantini/Atlético)
Um dos destaques do jogo de quarta-feira, no Independência, e foi premiado com um golaço no final (foto: Bruno Cantini/Atlético)


A eliminação para o Cruzeiro nas quartas de final da Copa do Brasil tirou qualquer possibilidade de o Atlético conquistar um título com forte apelo financeiro, mas pelo menos serviu para que o técnico Rodrigo Santana possa detectar os pontos fortes e fracos da equipe. O objetivo agora é reunir forças para que o Galo se dê bem no Campeonato Brasileiro e nas oitavas de final da Copa Sul-Americana, cujos confrontos com o Botafogo estão marcados para quarta-feira que vem (no Rio) e dia 31 (em Belo Horizonte).

Nesse sentido, a boa atuação nos 2 a 0 sobre os celestes foi fundamental para que vários atletas ganhassem prestígio no clube e outros tenham que repensar suas situações no atual grupo. De agora em diante, a equipe levará como exemplo as lições que ocorreram diante do Cruzeiro para obter sucesso daqui até o fim da temporada na expectativa de dar uma conquista à torcida – o que não ocorre desde o Campeonato Mineiro de 2017.

Pelo menos três jogadores terminaram os confrontos com o Cruzeiro com saldo positivo: o lateral-direito Patric, o volante Jair e o armador venezuelano Otero. O trio imprimiu intensidade na marcação e no apoio ao ataque no jogo do Independência e terminou aplaudido pelos torcedores, assim como o restante da equipe. Enquanto o lateral tem sido titular desde antes da Copa América, os demais começam a cavar espaço para ser usados com mais frequência a partir de agora.

“Aos poucos, venho pegando confiança, ritmo de jogo. Essa parada para a Copa América que tivemos foi boa para mim, por ter treinado bastante, ter me condicionado bem. A gente está na evolução. Aos poucos, vamos melhorando o entrosamento com os companheiros”, avalia Jair, que estava no Sport até o ano passado, mas deixou o clube do Recife e assinou com o Atlético em virtude de problemas na Justiça.

Antes de pensar na Copa Sul-Americana, o Atlético volta a campo pelo Campeonato Brasileiro, diante do Fortaleza, domingo, às 16h, no Independência, pela 11ª rodada. Na competição internacional, também de mata-mata, Jair espera que o Atlético não passe a mesma decepção que teve contra o Cruzeiro no momento de encarar o Botafogo: “É vida que segue. Não queríamos ter saído da Copa do Brasil, mas teremos de pensar na frente. Nos mata-matas temos que entrar mais ligados. São sempre dois jogos e, como o Rodrigo (Santana) nos disse, o primeiro deles é muito importante. Temos de entrar ligados para não nos complicar”.

Ciente de que o Atlético precisa de equilíbrio, Fábio Santos pede atenção no jogo do Rio: “Vamos enfrentar um mata-mata na semana que vem, não podemos fazer um jogo tão abaixo. Porque depois, para recuperar, fica muita coisa. Mas, sem dúvida nenhuma, a gente sai fortalecido para as competições que restam, tanto a Sul-Americana quanto o Brasileiro”.

MAIS COMPROMETIMENTO Outros atletas terminaram os clássicos com motivo a mais para se doar um pouco mais daqui para a frente. Com erros bisonhos que comprometeram a atuação na derrota no primeiro jogo, o capitão Réver e o volante Elias precisarão de mais regularidade para continuar vno time titular. Depois de perder posição para Otero, o meia-atacante Luan terá de se livrar dos problemas físicos para jogar com intensidade durante os 90 minutos.

O mesmo caso se aplica ao atacante Alerrandro, que arranhou sua imagem ao ser expulso na quarta-feira, depois de confusão com o atacante celeste David. Nas duas partidas, o centroavante pouco incomodou a zaga adversária. Antes da parada para a Copa América, ele havia conquistado a posição, vencendo a disputa com Ricardo Oliveira.


EM ALTA
Patric
Além do belo gol no Horto, ganhou crédito com a torcida pela determinação em campo

Jair
Fez boa partida, se destacando na marcação, quando foi escalado no lugar de Zé Welison

Otero
De volta ao Brasil, mostrou que pode ser boa opção no jogo individual e na construção de jogadas

EM BAIXA
Elias
Errou feio no primeiro jogo, tendo interferência no terceiro gol. E foi pouco efetivo no segundo

Luan
Em má condição física, vive oscilação técnica e perdeu a condição de titular no jogo de volta

Alerrandro
Não incomodou os zagueiros do Cruzeiro em 180 minutos e ainda foi expulso no segundo jogo

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