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Estado de Minas

Noite no Independência foi de festa azul e orgulho alvinegro

Atlético foi melhor, venceu, mas não conseguiu superar vantagem da Raposa no primeiro jogo. No final, as duas equipes foram aplaudidas pelas torcidas e celestes seguem para quarta semifinal consecutiva em busca do hepta


postado em 18/07/2019 04:06 / atualizado em 18/07/2019 08:41

apesar da derrota, os jogadores e o técnico Mano Menezes fizeram a festa com os torcedores e comemoraram muito a sofrida classificação no Horto(foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
apesar da derrota, os jogadores e o técnico Mano Menezes fizeram a festa com os torcedores e comemoraram muito a sofrida classificação no Horto (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)

Se emoção é premissa de clássico, o Atlético x Cruzeiro de ontem à noite, pelo duelo de volta das quartas de final da Copa do Brasil, foi fiel ao conceito. Um jogo de tirar o fôlego, do primeiro ao último minuto.

Ao alvinegro, não restava outra opção que não fosse atacar. E lá estava o Galo Doido lutando, bravamente, pelos três gols de que precisava. À Raposa, cabia fazer valer a fama de seu comandante, Mano Menezes, estrategista reconhecido por armar eficientes esquemas defensivos.

E assim foi: o time celeste se fechou, amparado pela goleada por 3 a 0, conquistada na ida, no Mineirão. No fim, a festa foi azul no Independência, com a quarta classificação seguida da equipe para a semifinal do torneio, confirmando a tradição copeira dos cruzeirenses. Mas o lado alvinegro também saiu de campo com o peito estufado de orgulho, pela entrega do time, que acabou vencendo por 2 a 0. No fim, aplausos para os arquirrivais, cada um por seu motivo particular.

 

Na briga pelo sétimo título da Copa do Brasil, o Cruzeiro vai encarar, na próxima fase, o Internacional, que ontem confirmou a vaga ao vencer o Palmeiras na disputa de pênaltis, no Beira-Rio. As semifinais estão agendadas para as semanas dos dias 7 e 14 de agosto – as datas e horários ainda serão confirmados. 
 
O roteiro das quartas foi desenhado, essencialmente, a partir do que ocorreu no primeiro duelo. Virar um placar de 3 a 0, diante das circunstâncias, era missão inglória para o Galo. Por isso, o jogo de ontem foi um típico defesa contra ataque. O Cruzeiro pôde se dar ao luxo de abrir mão de uma postura ofensiva no reduto adversário. Retrancou-se sem a menor cerimônia. Já o alvinegro atuou francamente, correndo todos os riscos que táticas suicidas pressupõem. Perdido por um, perdido por mil. Àquela altura, não havia distinção.
 
A diferença era o que os times entregariam aos torcedores, o saldo do combate. Nesse prato, estava a honra. De vencer e até de convencer. Não foi um confronto tecnicamente perfeito, longe disso. Erros de passe dos dois lados interromperam jogadas e, a reboque, até sonhos. O VAR entrou em campo, anulando gol. Cada time teve um expulso. Mas foi uma batalha boa de ver. Decidida, sobretudo, na vontade de fazer um bom papel, ainda que isso significasse chutões, ligação direta para o ataque, chuveirinhos na área. A determinação de cada uma das equipes em cumprir sua missão deu o tom (por vezes tenso em demasia) que se espera de um clássico. Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. 


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