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Estado de Minas

Sem nervosismo e sem acomodação

Galo e Raposa fazem os últimos ajustes para a decisão que vai lotar o Horto. O alvinegro precisa de calma para buscar o resultado e os celestes têm que manter o ritmo do jogo de ida


postado em 16/07/2019 04:09

O Independência foi palco da final do Mineiro, em 20 de abril, e agora verá Atlético e Cruzeiro decidirem quem segue na Copa do Brasil. A maioria da torcida será alvinegra(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press - 4/3/18)
O Independência foi palco da final do Mineiro, em 20 de abril, e agora verá Atlético e Cruzeiro decidirem quem segue na Copa do Brasil. A maioria da torcida será alvinegra (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press - 4/3/18)


Aquele famoso dito popular “o futebol é uma caixinha de surpresas” é perfeito para que Atlético e Cruzeiro tenham mais atenção e possam se preparar da melhor forma para o segundo clássico entre as equipes em menos de uma semana, amanhã, às 19h15, no Independência, no jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Goleado por 3 a 0 no primeiro confronto e com a obrigação de devolver a diferença no placar para, no mínimo, levar a decisão para os pênaltis, o Galo mantém o discurso de que é possível uma reviravolta em casa, já que contará com o apoio de 20 mil torcedores no caldeirão do Horto. Já a Raposa, embora esteja tranquila e com vantagem considerável para atuar como visitante, não pode se dar ao luxo de errar em demasia para não colocar a classificação à fase seguinte em risco.

O Atlético tenta se apoiar em todos os aspectos que norteiam o clássico para se motivar ainda mais. A vitória de virada dos reservas sobre a Chapecoense por 2 a 1, em Chapecó, pela 10ª rodada do Brasileiro, domingo, foi muito comemorada por todo o grupo e valorizada pelo técnico Rodrigo Santana como forma de colocar um basta no ambiente ruim no clube desde a derrota para o rival. O time alvinegro apostará na habitual estratégia de sufocar o adversário desde os primeiros minutos na tentativa de fazer um gol rápido e jogar a pressão para o lado celeste.

Os últimos dias para o Galo foram de conversas e reflexões acerca dos erros no primeiro jogo, sobretudo nas saídas de bola – o zagueiro Réver e o volante Elias perderam a bola no campo defensivo no segundo e no terceiro gol celeste. Antes de pensar na obrigação de marcar gols, o objetivo da comissão técnica é trabalhar para que a defesa sofra menos.

Apesar da enorme vantagem do adversário, Réver crê que o Galo pode superar o ambiente de desconfiança e lutar pela classificação: “O que me faz acreditar na classificação é a confiança no grupo, no trabalho do treinador e na força da arquibancada. Isso nos motiva ainda mais, porque é o jogo mais importante da temporada. Não precisamos de motivação maior por se tratar de um clássico. Vem da essência de cada um. Temos que cada um motivar o companheiro e quem gosta de perder um jogo como esse está na profissão errada”.

O capitão sabe que o primeiro passo é a equipe jogar com segurança: “Controlar o nervosismo será a parte crucial para nós. Por mais difícil que seja, quem tem de estar mais tranquilo na partida somos nós, mesmo com a adversidade que temos, como o placar, a qualidade do rival. Não podemos passar por esse nervosismo, porque o outro lado vai aproveitar, podendo nos arrumar tumulto, brigas, talvez fazer cera, que fazem parte do futebol. Mas a equipe que tiver maior equilíbrio terá maior vantagem. Se entrarmos no jogo deles, o jogo vai esfriar, o tempo vai passar e quem está atrás no placar será prejudicado. Temos de ser frios e calculistas”.

SEM ACOMODAÇÃO Pelo lado do Cruzeiro, a promessa é de encarar a decisão como se não houvesse vantagem. Afinal, o adversário tem qualidade e pode dificultar as coisas se tiver a chance.

“Nossa postura vai ser a mesma do primeiro jogo, marcando de forma muito agressiva, até porque vai ter pressão da torcida. Nossa vontade é ganhar lá. Não é porque temos vantagem que vamos só nos defender. Qualidade para atacar nós temos também e queremos ganhar de novo”, afirma o armador Thiago Neves, autor do segundo gol no jogo de ida.

Os cruzeirenses se apegam a alguns fatos, além da vantagem construída no primeiro jogo. Uma delas é justamente alcançar o objetivo quando consegue ganhar a partida de ida da Copa do Brasil. Foi assim, nas oitavas de final de 2017, diante da Chapecoense, tendo feito 1 a 0 no Mineirão e empatado sem gols em Chapecó. Já no ano passado, fez 2 a 1 no Athletico, em Curitiba, e se classificou às quartas de final com 1 a 1 em casa. Para ir às semifinais, fez 1 a 0 no Santos, no litoral paulista, e precisou dos pênaltis na volta, depois de perder por 2 a 1. Já para chegar à decisão, fez 1 a 0 no Palmeiras em São Paulo e empatou por 1 a 1 no Mineirão. Já o título veio de forma mais tranquila, com duas vitórias sobre o Corinthians.


MOTIVOS PARA ACREDITAR

ATLETICANOS
Nunca ter sido eliminado pelo Cruzeiro em mata-matas nacionais
A mística do Horto, onde conseguiu resultados excelentes
A boa fase de estrangeiros como Cazares e Otero
A experiência de atletas como Victor e Rever, acostumados a pressão
O desejo da equipe de dar o troco, depois de perder o Mineiro e o jogo de ida

CRUZEIRENSES
Não perder de quatro gols de diferença para o rival há 60 jogos e 12 anos
Não perder de quatro gols de diferença desde 3/11/2012
Ter sido campeão Mineiro de 2019 no Independência
A equipe ser cascuda, com jogadores como Thiago Neves, Fábio, Henrique e Dedé
Técnico Mano Menezes sabe montar times que exploram contra-ataques


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