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Estado de Minas

Era tudo que a raposa precisava

Vindo de sequência de nove jogos sem vencer e de dias tumultuados no âmbito administrativo, Cruzeiro dá a volta por cima dentro de campo, goleia um apático Atlético e fica perto da vaga


postado em 12/07/2019 04:07

Pedro Rocha foi a grande surpresa e o maior destaque da noite, ao marcar o gol que abriu o placar e dar assistência para Thiago Neves fazer o segundo da equipe cruzeirense(foto: Fotos: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Pedro Rocha foi a grande surpresa e o maior destaque da noite, ao marcar o gol que abriu o placar e dar assistência para Thiago Neves fazer o segundo da equipe cruzeirense (foto: Fotos: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)


Com grande atuação do elemento surpresa, o atacante Pedro Rocha, o Cruzeiro goleou o Atlético por 3 a 0, no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, ontem à noite, no Mineirão. O resultado deixa a equipe celeste muito perto das semifinais, pois pode perder o jogo de volta, quarta-feira, no Independência, por até dois gols de diferença. Ao Galo só resta devolver goleada ainda maior, pois se o fizer por três gols a vaga será decidida nos pênaltis.

O resultado fez juz ao bom futebol apresentado pela Raposa, que pareceu ter aproveitado bem melhor os quase 30 dias de parada das competições de clubes em função da Copa América. Assim, finalmente colocou fim à série de nove jogos sem vitória que tanto irritava os cruzeirenses.

Para completar, joga um pouco de água fria na fervura que tomou conta da sede administrativa do Barro Preto. Na véspera da partida, o vice-presidente de futebol Itair Machado foi afastado por decisão judicial provisória – ele, o presidente Wagner Pires de Sá e o diretor-geral Sérgio Nonato foram visitados pela Polícia Civil, que também recolheu e periciou computadores e telefones celulares na Toca da Raposa I e II e na sede da torcida organizada Máfia Azul, além da casa de empresário que fez empréstimo ao clube e recebeu percentual de direitos de jogadores, inclusive crianças, como garantia.

“Claro que a turbulência administrativa influencia. Felizmente, hoje jogador vive em um mundo à parte, o que, neste caso, fez bem. Só não acho que eles terem feito as buscas e afastado o vice-presidente às vésperas de um jogo tão importante tenha sido só coincidência. Mas vamos nos unir para resolver tudo que tem de ser resolvido. E vamos procurar fazer nossa parte dentro de campo”, afirmou o técnico Mano Menezes.

Pelo lado atleticano, ficou claro que o técnico Rodrigo Santana não conseguiu corrigir um dos principais problemas do time no primeiro semestre: a saída de bola. Foi assim que nasceram os três gols da partida, que o adversário aproveitou muito bem.

O zagueiro Igor Rabello garantiu confiar na simbiose entre torcida e equipe no Horto e pede mais vontade ao time: “Não tem nada resolvido. Sabemos que somos fortes no Independência. O jogo foi um pouco complicado. Em três lances, eles fizeram os gols, Agora é descansar, pensar no Brasileiro e depois concentrar na Copa do Brasil”. Para o defensor de 23 anos, o Galo permitiu de forma exagerada que o Cruzeiro tivesse a bola: “Controlamos mais o jogo no primeiro tempo, mas ficou faltando pegada. Se tivéssemos entrado com mais atenção, eles não teriam facilidade para tocar a bola”.

FALHAS E GOLS Ontem, Pedro Rocha titular no lugar de Fred foi a surpresa preparada por Mano para o clássico. E foi o jogador revelado pelo Grêmio quem abriu o placar, com golaço aos 12min, fazendo a torcida celeste explodir de alegria. Ele deu corte em Elias na entrada da área e de canhota acertou o ângulo superior esquerdo de Victor, que saltou, mas não conseguiu defender. Em 2016, já havia marcado duas vezes contra o próprio Galo na final da Copa do Brasil, também no Gigante da Pampulha. E também roubou a bola no meio, arrancou até a área atleticana passando por Igor Rabello e driblou Victor antes de tocar para Thiago Neves, livre, marcar o segundo.

Para tentar ter mais poder ofensivo, Rodrigo Santana mandou o time de volta para o segundo tempo com Otero no lugar de Luan. Mas quem voltou a balançar a rede foi o Cruzeiro, em nova saída de bola errada do alvinegro. Marquinhos Gabriel roubou de Elias e serviu Robinho, que foi barrado na primeira finalização por Réver, mas teve calma para tocar para a rede ao pegar o rebote com Victor batido. Mais consciente em campo, ainda que sem o mesmo ímpeto do primeiro tempo, o Cruzeiro administrou o resultado. A torcida passou a gritar “olé”, o que fez Mano se virar e pedir para parar. (Com Roger Dias)


FICHA TÉCNICA
Cruzeiro 3 x 0 Atlético
Cruzeiro: Fábio; Lucas Romero, Dedé, Leo e Egídio; Henrique e Ariel Cabral; Robinho (Fred 27 do 2º), Thiago Neves (David 46 do 2º), Pedro Rocha (Jadson 31 do 2º) e Marquinhos Gabriel
Técnico: Mano Menezes
Atlético: Victor; Patric, Réver, Igor Rabello e Fábio Santos; Zé Welison (Jair 30 do 2º), Elias, Luan (Otero, intervalo), Cazares (Geuvânio 20 do 2º) e Chará; Alerrandro
Técnico: Rodrigo Santana
Jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil
Estádio: Mineirão
Gols: Pedro Rocha 12 e Thiago Neves 26 do 1º; Robinho 9 do 2º
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse e Danilo Simon Manis (SP)
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)
Público: 46.113
Renda: R$ 2.190.896




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