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Estado de Minas

Festa pela igualdade

Tetracampeãs mundiais, jogadoras da Seleção dos EUA transformam recepção calorosa em Nova York em ato por paridade salarial com atletas masculinos. Equipe foi à Justiça


postado em 11/07/2019 04:06

Com o troféu da Copa da França, as vencedoras foram seguidas por uma multidão nas ruas e recebidas na prefeitura da cidade(foto: Michael HEIMAN/AFP)
Com o troféu da Copa da França, as vencedoras foram seguidas por uma multidão nas ruas e recebidas na prefeitura da cidade (foto: Michael HEIMAN/AFP)


Entre gritos de “USA”, apelos pela igualdade salarial e sob uma chuva de papel picado, a Seleção Feminina de Futebol dos Estados Unidos, campeã do mundo pela quarta vez, foi recebida com festa ontem por milhares de pessoas em um desfile em Nova York.

As jogadoras, que vestiam camisetas pretas idênticas com a inscrição “Campeãs do mundo” em dourado, saudaram a multidão em um desfile em carro aberto pelas ruas do Sul da cidade, desde o Battery Park até a prefeitura.

A jogadora mais conhecida da equipe, Megan Rapinoe, reproduziu durante o desfile a icônica pose da comemoração de seus gols e que repetiu quando recebeu o troféu da Copa do Mundo. “Esta equipe é tão forte, tão dura, tem tanto senso de humor, é tão fantástica”, disse Rapinoe à multidão reunida na prefeitura. “Temos o cabelo rosa e violeta. Temos tatuagens, cabelos rastas. Tem meninas brancas, negras e tudo no meio. Meninas heterossexuais e gays”, acrescentou.

“Megan para presidente”, dizia o cartaz de um fã, Jeff Strong. A equipe voltou da França na segunda-feira, 24 horas depois de vencer a Holanda na final por 2 a 0, conquistando assim sua quarta Copa do Mundo (1991, 1999, 2015 e 2019), um recorde histórico.

“Adoro a personalidade e a impressão que deixam juntas no campo”, disse Gracie Taylor, uma menina que participou do desfile com seu pai. “Para estas meninas, ter um modelo, ver as jogadoras na televisão fazendo grandes coisas ou estar aqui é algo enorme”, avaliou Scott Neverett, ex-jogador de futebol na universidade, que assistiu ao desfile com sua filha, Olivia.

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, pré-candidato democrata à Presidência dos EUA nas eleições de 2020, se juntou às jogadoras no desfile, e em seguida foi o anfitrião na prefeitura, onde entregou a elas as chaves da cidade.

“Igualdade salarial!”, gritava a multidão às jogadoras, sendo que um dos caminhões carregava um grande letreiro onde se lia “Os desfiles são maravilhosos, mas a igualdade salarial é mais maravilhosa ainda”. De Blasio entrou na onda, gritando para a multidão: “Quero ouvir vocês: USA! Igualdade de salários!”.

A seleção, festejada em todo o país, se tornou também uma grande defensora da igualdade salarial entre homens e mulheres, um assunto que ganha força na era do #MeToo. E, na Justiça, está pedindo à Federação Americana de Futebol que as jogadoras sejam pagas da mesma maneira que os homens. “Ver todas estas meninas gritando ‘igualdade salarial!’ é realmente incrível”, disse, encantada, Bianca Sherr, uma torcedora que vestia a camisa branca da seleção. O desfile, que durou cerca de uma hora, é uma tradição de 130 anos de Nova York para homenagear grandes personalidades.

Nos próximos meses a seleção nacional feminina de futebol vai percorrer várias cidades do país, começando ontem mesmo por Los Angeles, para participar da versão esportiva do Oscar, os prêmios ESPYS.

TRUMP NÃO Uma escala improvável nessa excursão é a Casa Branca. Rapinoe não poupou críticas ao presidente republicano Donald Trump, e no mês passado disse que não aceitaria um convite do mandatário para visitar a Casa Branca se a seleção ganhasse a Copa do Mundo. “Eu não iria (à Casa Branca) e tampouco todas as companheiras de equipe com as quais conversei abertamente”, disse Rapinoe. Trump respondeu que Rapinoe deveria “primeiro ganhar antes de falar”.


DAQUI PARA O FUTURO
Sueca na mira
Eliminada pela França nas oitavas de final da Copa do Mundo, a Seleção Brasileira deve mudar de técnico. E o primeiro nome para substituir Vadão seria o da sueca Pia Sundhage, bicampeã olímpica com os Estados Unidos e atual comandante da categoria sub-16 da Suécia. A informação foi antecipada pelo blog da jornalista Gabriela Moreira. Disposta a ouvir uma proposta, ela já teria sido procurada pelo presidente da CBF, Rogério Caboclo, depois do Mundial. A entidade defende projeto de reformulação. A treinadora é responsável, além do bicampeonato com as americanas, pela presença da Suécia na final Olímpica da Rio’2016, passando pelos EUA e sendo batida pela Alemanha na decisão do título.


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