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Estado de Minas

"Armado para o Brasil"

Messi acusa a Conmebol de manobrar para garantir o título da competição à Seleção Brasileira. Expulso na vitória sobre o Chile, ele se recusou a receber a medalha


postado em 07/07/2019 04:06

O árbitro paraguaio Mario Díaz deu cartão vermelho a Messi e a Medel após troca de empurrões. Hermanos ficaram em terceiro com o 2 a 1 no Itaquerão(foto: EVARISTO SÁ/AFP)
O árbitro paraguaio Mario Díaz deu cartão vermelho a Messi e a Medel após troca de empurrões. Hermanos ficaram em terceiro com o 2 a 1 no Itaquerão (foto: EVARISTO SÁ/AFP)


São Paulo – Quarenta e quatro mil pessoas saíram de casa numa tarde fria na capital para ver Lionel Messi na Arena Corinthians e só faltaram invadir o gramado do estádio para expulsar o árbitro paraguaio Mario Díaz de Vivar na atuação mais patética da Copa América. Ele merecia... E deixou mais do que torcedores irritados. Um inconformado Messi nem sequer participou da premiação pelo terceiro lugar e, pior, acusou a Conmebol de manobrar para garantir o título ao Brasil.

“Brasil campeão? Creio que não haja dúvida. Lamentavelmente, creio que está armada para o Brasil. Tomara que os árbitros e o VAR não interfiram e que o Peru possa competir, porque tem time pra isso. Mas vai ser difícil”, acusou o camisa 10. E emendou, ao justificar a ausência entre os atletas que foram ao gramado para receber as medalhas: “Não fui à premiação porque nós não temos de ser parte desta corrupção. Nos faltaram com o respeito durante toda a Copa. Não nos deixaram chegar à final”. Os argentinos reclamam, particularmente, de dois lances de possíveis pênaltis não assinalados para a equipe na derrota por 2 a 0 para a Seleção Brasileira nas semifinais, no Mineirão.

Ontem, aos 36 minutos, o árbitro paraguaio expulsou o jogador eleito cinco vezes melhor do mundo injustamente. Até então, a exibição do astro valia o ingresso. Provocado pelo zagueiro Medel na linha de fundo, o camisa 10 não reagiu. Porém, ele e Medel receberam cartão vermelho. Houve expectativa pelo uso do VAR. No entanto, o juiz manteve a decisão e deu início a uma pressão inusitada pela permanência do craque em campo.

No único momento em que brasileiros, argentinos e chilenos falaram a mesma língua, todos xingaram Mario Díaz por quase um minuto e depois gritaram o nome do ídolo: “Messi, Messi, Messi”. Enquanto isso, o capitão deixava o gramado desconsolado. Castigado, talvez, pelas duras críticas feitas após a derrota para a Seleção na semifinal.

O craque então acusou o Brasil de mandar na Conmebol ao reclamar da não utilização do VAR em supostos pênaltis cometidos por Arthur e Daniel Alves. A indignação com o árbitro continuou no intervalo. Mais vaias e xingamentos. O protesto se repetiu na volta do trio ao gramado.

Messi não era expulso em um jogo da Argentina desde 17 de agosto de 2005 em um amistoso contra a Hungria, em Budapeste. Era o primeiro jogo dele na seleção principal. O astro entrou no lugar de Lisandro López, aos 17 minutos do segundo tempo, e foi expulso no minuto seguinte ao dar uma cotovelada depois de ser puxado pela camisa numa arrancada. O árbitro alemão Markus Merk puniu o então camisa 18 com cartão vermelho. Mesmo assim, a Argentina venceu a partida por 2 x 1.

Para desespero dos argentinos e indignação de quem não arredou o pé do Itaquerão nem depois da expulsão incorreta de Messi o lance foi revisado pelo árbitro de vídeo. “Não era lance para vermelho para nenhum dos dois. Foi um lance de jogo que termina ali, amarelo para cada um e pronto. Não sei, também estava o VAR, outra vez não se usou, poderia ser revisada a expulsão”, esbravejou Messi.

PROTAGONISTA Nos 36 minutos em que atuou no Itaquerão, o camisa 10 fez a diferença. Foi ele quem sofreu falta que originou o primeiro gol, em que cobrou rapidamente para deixar Agüero cara a cara com Arias. O atacante o driblou e abriu o placar. Autor de um gol nesta Copa América – de pênalti contra o Paraguai –, Messi quase marcou o segundo num chute de fora da área. Além do árbitro, Arias impediu ao espalmar a bola para escanteio. Deu também de ele deixar Dybala na cara do gol. O atacante disse um dia que era impossível atuar ao lado de Messi, mas desperdiçou gol feito.

Dybala, de qualquer forma, ampliaria para a Argentina ainda na primeira etapa. E Messi seguiria seu show. De brinde, enfileirou três chilenos e sofreu falta dura. Em um lance na defesa, foi cercado por quatro jogadores e conseguiu escapar da marcação. No segundo tempo, o Chile diminuiu o placar numa cobrança de pênalti de Vidal.

FICHA TÉCNICA
ARGENTINA 2 x 1 CHILE
ARGENTINA: Armani; Foyth, Pezzella, Otamendi e Tagliafico; De Paul, Paredes e Lo Celso (Funes Mori); Messi; Agüero (Matías Suárez) e Dybala (Di María)
Técnico: Lionel Scaloni
CHILE: Arias; Medel, Jara (Maripán) e Diaz; Pulgar; Isla, Aránguiz (Castillo)), Vidal e Beausejour; Sánchez (Da Silva) e Vargas
Técnico: Reinaldo Rueda
Disputa do terceiro lugar
Estádio: Itaquerão
Gols: Agüero 11, Dybala 21 do 1º; Vidal 13 do 2º
Árbitro: Mario A. Diaz de Vivar-PAR
VAR: Diego Haro-PER
Assistentes: Eduardo Cardozo-PAR Dario Gaona-PAR
Cartão amarelo: Lo Celso, Paredes, Foyth, Tagliafico, Beausejour, Vidal e Pulgar
Cartão vermelho: Messi e Medel.
Pagantes: 41.573
Renda: R$ 7.180.385


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