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Estado de Minas

Zebra laranja desafia OS EUA

Em sua segunda participação em mundiais, Holanda despacha a Suécia na prorrogação e vai encarar as tricampeãs na final. Equipe tenta quebrar jejum europeu de 12 anos


postado em 04/07/2019 04:06

Groenen marcou o gol holandês no tempo extra diante das suecas: duelo de domingo em Lyon será com as favoritas(foto: FRANCK FIFE/AFP)
Groenen marcou o gol holandês no tempo extra diante das suecas: duelo de domingo em Lyon será com as favoritas (foto: FRANCK FIFE/AFP)


Com apenas duas participações em Copas do Mundo femininas, a Holanda será a seleção que tentará impedir o tetracampeonato mundial dos Estados Unidos, apontados como favoritos na decisão de domingo, às 12h (de Brasília), em Lyon. As holandesas precisaram da prorrogação para bater a Suécia por 1 a 0, ontem, com gol de Groenen de fora da área. Será a primeira vez da equipe numa final de Mundial.

A Laranja Mecânica tenta levar o título para a Europa depois de 12 anos. A última seleção do continente a vencer o torneio foi a Alemanha, em 2007, depois de ganhar do Brasil por 2 a 0, na China. A estreia das holandesas no Mundial foi na edição passada, no Canadá, em 2015, sendo eliminadas na fase inicial. Agora, o desempenho foi diferente. O time dirigido por Sarina Wiegman terminou na liderança do Grupo E, que contava também com Canadá, Camarões e Nova Zelândia. Em seguida, passou pelo Japão (atual vice-campeão mundial), nas oitavas, e pela Itália, nas quartas de final.

O jogo de ontem foi muito equilibrado. Em busca da presença numa segunda final, repetindo o desempenho de 2003, a Suécia partiu para cima no primeiro tempo e criou as melhores chances de gol. Mesmo com a pressão, a equipe escandinava não conseguiu abrir o placar da semifinal. A goleira Van Veenendaal salvou com boas defesas nas duas etapas.

Na prorrogação, melhor para a Holanda. Aos 9min, a armadora Groenen se beneficiou de corte errado da defesa sueca para avançar rumo à área adversária e acertar belo chute no canto direito da goleira Lindahl. As escandinavas não tiveram força para reagir no segundo tempo.
 
 
À ESPERA DA CAPITÃ A comissão técnica dos Estados Unidos aguarda a palavra dos médicos para definir a escalação da capitã Rapinoe na final de domingo. A jogadora desfalcou sua seleção contra a Inglaterra, nas semifinais, em virtude de incômodo na coxa esquerda. Amanhã, Rapinoe passará por exames para saber se poderá atuar contra a Holanda. Ativista LGBT, ela se envolveu em polêmica depois da vitória contra a França (marcou os gols do triunfo por 2 a 1), nas quartas, ao fazer críticas contundentes ao presidente Donald Trump e descartar a presença na Casa Branca em caso de título das norte-americanas.

Rapinoe defendeu a atacante Alex Morgan, que comemorou o gol contra a Inglaterra simulando ingerir um chá (tradição inglesa), negando que a manifestação tivesse passado dos limites. “É Copa do Mundo, o que vocês esperam que a gente faça? Eu não acho que alguém realmente acredite que nós desrespeitamos o jogo ou nossas adversárias por causa daquele gesto. Nós temos todo o respeito pela Inglaterra, por todos os times que enfrentamos e por todos que ainda vamos enfrentar. Treinar duro, jogar duro e se divertir o máximo está no DNA desse time”. Morgan explicou que a comemoração foi uma resposta às críticas de suposta arrogância feitas aos Estados Unidos.


TODAS AS FINAIS

Edição Sede Final
1991 China Estados Unidos 2 x 1 Noruega
1995 Suécia Noruega 2 x 0 Alemanha
1999 EUA (*)Estados Unidos 0 x 0 China
2003 EUA Alemanha 2 x 1 Suécia
2007 China Brasil 0 x 2 Alemanha
2011 Alemanha (**)Japão 2 x 2 Estados Unidos
2015 Canadá Estados Unidos 5 x 2 Japão
2019 França Estados Unidos x Holanda
(*) 5 a 4 nos pênaltis    –  (**) 3 a 1 nos pênaltis


Técnica vê Fifa ignorando abusos

A técnica da seleção feminina do Afeganistão se declarou “enojada” com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, em razão do tratamento ao caso de suposto abuso sexual no futebol do seu país, e defendeu a renúncia do dirigente. Recentemente, a entidade máxima desse esporte baniu o então presidente da Federação de Futebol do Afeganistão, Keramuudin Karim, após várias acusações de ter abusado de jogadoras. Mas a técnica da equipe nacional, Kelly Lindsey, manifestou a sua revolta por apenas o dirigente ter sido punido. “Eles não investigaram ninguém, apenas o presidente. Eles não foram além da camada superior”, criticou Lindsey, avaliando que a responsabilidade por esse desfecho é de Infantino.

“Eu estou enojada com ele como ser humano, como líder do nosso esporte. Na minha opinião, ele não deveria ser presidente da Fifa. Eu respeito o Mundial Feminino, eu respeito o que a Fifa faz pelo futebol. Mas eu não respeito o jeito como eles estão governando agora. Nós demos a eles uma oportunidade clara de fazer a coisa certa e mostrar que eles têm integridade. Nós lhes demos a clara oportunidade de ousar e brilhar”, acrescentou.

Bastante emocionada durante evento realizado em Lyon, palco da final do Mundial Feminino no domingo, Lindsey enfatizou os ataques ao cartola. “Não é o que precisamos como líder da Fifa.Você não está respeitando o futebol feminino, não respeita os jogadores, treinadores, os dirigentes, a arbitragem”.


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