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Estado de Minas

Inglesas desafiam o poder dos EUA

Tricampeãs mundiais e tetra olímpicas, as norte-americanas enfrentarão hoje a Inglaterra na busca por vaga na final. Rapinoe e Bronze comandarão suas equipes dentro de campo


postado em 02/07/2019 04:09

Jogadora do Lyon, a lateral-direita inglesa Lucy Bronze é polivalente e marcou um dos gols mais bonitos da Copa(foto: Elsa/Getty Images/AFP - 27/2/19)
Jogadora do Lyon, a lateral-direita inglesa Lucy Bronze é polivalente e marcou um dos gols mais bonitos da Copa (foto: Elsa/Getty Images/AFP - 27/2/19)


Lyon – A Inglaterra, uma das seleções de melhor futebol do Mundial feminino disputado na França, tentará acabar hoje, às 16h, com o domínio das norte-americanas, atuais campeãs, na primeira semifinal do torneio. Na plano individual, Megan Rapinoe, estrela do ‘Team USA’, autora de quatro gols nas oitavas e quartas de final, medirá forças com o pilar da Inglaterra, a lateral-direita Lucy Bronze.

A aura de Rapinoe no torneio superou o mundo do futebol, com um embate público com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A atacante de 33 anos, famosa por sua luta contra a homofobia e pelos direitos humanos, insistiu que não aceitaria um convite para visitar a Casa Branca em caso de título para protestar contra as políticas de Trump.

O presidente norte-americano não demorou para responder, via Twitter: “Megan nunca deve faltar com o respeito ao nosso país, à Casa Branca ou à bandeira, especialmente porque muito foi feito por ela e pela equipe. Você tem que se orgulhar da bandeira que representa”.

“Admiro pessoas com personalidade forte. Admiro Megan Rapinoe, que diz o que pensa sobre vários temas, sobre o combate por igualdade, diversidade e inclusão”, elogiou o técnico da Inglaterra, Phil Neville.

No campo, Rapinoe soma cinco gols na Copa e foi decisiva ao marcar dois gols contra a Espanha (2 a 1) e contra a França (2 a 1). É, sem dúvida, a atacante que atravessa melhor momento na seleção norte-americana, além de se tornar um verdadeiro tormento para as zagas adversárias na ponta esquerda.
 
 
POLIVALENTE Seu próximo desafio se chama Lucy Bronze, que marcou um dos gols mais bonitos da Copa, um chutaço contra a Noruegua, nas quartas de final (3 a 0). Escalada como lateral, Bronze é capaz de jogar em todas as posições. “Ela faz parte do grupo de jogadoras excepcionais; imprime bom ritmo, sempre atacando. Como as jogadoras francesas, está muito focada em atacar”, afirmou a técnica dos Estados Unidos, Jill Ellis, que é britânica.

Bronze ainda terá a vantagem de jogar em casa, já que há dois anos veste a camisa do Lyon, uma cidade que adora e na qual espera poder disputar a final da Copa do Mundo, em 7 de julho.

Mas os Estados Unidos são a equipe mais dominante da história do esporte. Tricampeãs mundiais (1991, 1999, 2015) e quatro vezes ouro olímpico (1996, 2004, 2008, 2012), as norte-americanas são as grandes favoritas para chegar à final e conquistar o bicampeonato consecutivo.

“É a melhor equipe do mundo. É um dos jogos mais importantes do futebol feminino, com jogadoras fantásticas nas duas equipes”, comentou Phil Neville, ex-jogador do Manchester United e técnico inglês, afirmando que não renunciará ao estilo ofensivo de sua seleção.

Ao se classificar às semifinais, a Inglaterra já igualou seu melhor resultado em Copas do Mundo, que havia sido alcançado no Canadá, em 2015. Na quarta-feira, às 16h, será disputada a segunda semifinal da Copa, um duelo 100% europeu entre Holanda e Suécia.



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