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Estado de Minas

À espera de 5 mil argentinos


postado em 01/07/2019 04:09

Anfredo Coria e o filho Andrés decidiram vir para BH depois de aprovar a atuação contra a Venezuela (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D. A Press)
Anfredo Coria e o filho Andrés decidiram vir para BH depois de aprovar a atuação contra a Venezuela (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D. A Press)

A chegada da Seleção Argentina a Belo Horizonte ainda não atraiu à capital mineira torcedores de outras cidades do Brasil ou turistas do país vizinho. Nem que seja por poucos segundos, o desejo de todos é ver de perto Messi, Agüero ou Di María, que estarão em campo pela segunda vez no Mineirão nesta Copa América, agora para encarar o Brasil.

Por enquanto, os mineiros são maioria na tietagem aos jogadores da seleção alviceleste. A expectativa é de que, a partir de hoje, esse cenário comece a mudar – são esperados pelo menos cinco mil argentinos na cidade, de acordo com integrantes da AFA. Eles vão se juntar a Anfredo Coria, de 53 anos, e o filho Andrés Coria, de 21, que decidiram pegar um voo para BH de última hora, empolgados com a evolução da equipe sob o comando de Scaloni. “Depois da partida contra a Venezuela, a gente passou a acreditar que nossa seleção poderia melhorar. Por isso, decidimos vir para Belo Horizonte assistir ao jogo. Scaloni fez mudanças que deram outro sentido à equipe. Esperamos que a seleção possa passar (de fase)”, diz Andrés, que vestia uma camisa do Desamparados de San Juan, time que disputa a Terceira Divisão do país.

À espera de Messi também estava o casal de estudantes Raphael Ferreira, de 23, e Gabriella Queiroz, de 21, ambos vestidos com a camisa 10 do Barcelona, usada pelo craque. “A gente já sabia que estaria bem cheio. Conseguimos ver o Messi no outro hotel em que a Argentina se hospedou. Nós o vimos também no jogo contra o Paraguai. É melhor vê-lo no estádio”, afirma Gabriella, que falou sobre a atual fase do ídolo: “Ele está um pouco aquém do que sempre vimos dele. Mas o Messi nunca deixará de ser o que é. Ele mesmo disse que não era sua melhor Copa América, mas nunca vamos deixar admirá-lo”.

AMOR Acompanhada do neto Pablo Antônio, a aposentada Ignácia de Pádua, de 73, alimentava a esperança de ver os jogadores argentinos de perto, mas o tumulto na chegada do ônibus ao hotel foi tão grande que ela não conseguiu. Ignácia admite torcer pelo Brasil em vários esportes, porém, afirma ter paixão pela Seleção Argentina de futebol desde a Copa do Mundo de 1998. “Já admirava a Argentina há muito tempo. Eles podem não vencer tanto quanto o Brasil, mas demonstram garra e amor ao país. Ver que os argentinos estão na minha terra, perto de casa, é um prazer muito grande”.

O amor pela seleção alviceleste é tão grande que ela se coloca do lado oposto quando é perguntada sobre um assunto polêmico. “Maradona é muito melhor do que Pelé. Ele tem muito mais determinação e é mais líder”. (RD)


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