Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Publicidade

Estado de Minas

Vivo na luta pelo tri

Chile bate a Colômbia nos pênaltis e aguarda na semifinal o vencedor do duelo entre Uruguai e Peru. Os dois títulos chilenos também vieram em penalidades


postado em 29/06/2019 04:10

Jogadores festejam no Itaquerão a classificação da Seleção Chilena, que ainda teve dois gols anulados pelo VAR(foto: NELSON ALMEIDA/AFP)
Jogadores festejam no Itaquerão a classificação da Seleção Chilena, que ainda teve dois gols anulados pelo VAR (foto: NELSON ALMEIDA/AFP)
 
São Paulo – Sim, o velhinho futebol sobrevive na América do Sul. Principalmente, quando duas seleções estão dispostas a praticá-lo com o mínimo de excelência. Não, não estamos falando do pentacampeão mundial Brasil e dos bis Argentina e Uruguai. Colômbia e Chile fizeram ontem, no Itaquerão, o melhor jogo das quartas de final desta pálida Copa América. Houve apenas um pecado. A condenação da partida ao 0 a 0 e à decisão por pênaltis. Bicampeão ao triunfar na marca da cal contra a Argentina nas finais de 2015 e 2016, o Chile desbancou mais um rival nas penalidades máximas (5 a 4) e avança à semifinal em busca do tri. Campeã em 2001 sem sofrer gol, a Colômbia amarga a eliminação em 2019 sem ser vazada.

A torcida pulsou como se assistíssemos a uma partida de Libertadores. Intensa, de ânimos à flor da pele, vibrante – como convoca o slogan escolhido para esta edição do torneio continental. Com sistemas táticos espelhados, os treinadores Carlos Queiroz e Reinaldo Rueda não foram medrosos Quiseram vencer no tempo normal. Soltaram seus talentos e propuseram um duelo ofensivo. Sem a covardia, por exemplo, do retrancado Paraguai contra o Brasil.

A Colômbia, os pênaltis nem o trânsito caótico de São Paulo frearam o Chile. Os atuais bicampeões saíram da região do Morumbi às 17h20 e desembarcaram às 19h20 no estádio, 40 minutos antes de a bola rolar. O elenco só conseguiu pisar no gramado para o aquecimento às 19h45 e a Conmebol atrasou o apito inicial para 20h20. Deu tempo de os pilhados torcedores atrasados se acomodarem, colorindo o estádio de vermelho e amarelo.

Os fanáticos do Chile aumentaram o volume ao comemorar o gol “fake” de Aránguiz no primeiro tempo. O árbitro argentino Néstor Pitana até mandou colocar a bola no centro do campo para reiniciar o jogo, No entanto, foi avisado de que Alexis Sánchez estava impedido. Os fãs da Colômbia curtiram. Gritaram como se cada um tivesse um megafone na boca. A cena se repetiu no segundo tempo. Vidal mandou para a rede após um toque no braço de Maripán. O VAR acusou a irregularidade. Outra vez, alívio de quem vestia amarelo.

Houve princípio de desentendimento entre o zagueiro Mina e o atacante Alexis Sánchez, mas Pitana usou a elegância de quem mediou a decisão da Copa da Rússia para serenar os ânimos. No melhor lance do primeiro tempo, o goleiro Ospina agiu para impedir o gol de cabeça de Aránguiz. O pai do camisa 1 da Colômbia está doente. Ele até deixou a concentração para visitá-lo, em Medellín, no início da semana, e retornou ao elenco.

O talento quase decidiu a partida na etapa final. James Rodríguez iludiu os colombianos ao acertar a rede pelo lado de fora numa cobrança de falta. Alexis Sánchez deu o troco numa entrada em velocidade na área adversária, porém, finalizou mal. Vargas arriscou chute de fora da área e quase contou com o quique da bola para ludibriar o atento Ospina. Em outra tentativa, o centroavante tentou encobrir Ospina, mas o goleiro estava ligado.

FORA O maior pecado do jogão foi ser condenado à decisão por pênaltis. Merecia um vencedor no tempo normal. Fábrica de heróis e vilões, a marca da cal apontou o lateral-esquerdo Tesillo como culpado pela derrota da Colômbia por 5 a 4, após James Rodríguez, Edwin Cardona, Cuadrado e Mina converterem. Chutou para fora os 100% de aproveitamento na fase de grupos. Alexis Sánchez marcou a última, precedido por Vidal, Vargas, Pulgar, Aránguiz, mantendo o Chile vivo na briga pelo tri.
 

COLÔMBIA 0 (4) x (5) 0 CHILE

COLÔMBIA
Ospina; Medina, Davinson Sánchez, Mina e Tesillo; Barrios, Mateus Uribe (Edwin Cardona) e Cuadrado; James Rodríguez, Falcão García (Duván Zapata) e Róger Martínez (Luis Díaz)
Técnico: Carlos Queiroz 

CHILE
Arias; Isla, Medel, Maripán e Beausejour; Pulgar, Aránguiz e Vidal; Fuenzalida (Pavez), Alexis Sánchez e Vargas
Técnico: Reinaldo Rueda

Quartas de final da Copa América
Estádio: Itaquerão
Árbitro: Néstor Pitana-ARG
Assistentes: Hernan Maidana-ARG e Juan P. Belatti-ARG
VAR: Fernando Rapallini-arg
Cartão amarelo: Aránguiz, Medina, Vidal, Cuadrado e James Rodríguez
Público: 41.692 pagantes (44.062 presentes)
Renda: R$ 8.971.600




 




Publicidade