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Estado de Minas

O nome dela é Rapinoe

Com dois gols da armadora, Estados Unidos comprovam sua força, batem a França no Parque dos Príncipes e farão uma das semifinais contra a Inglaterra. A outra será conhecida hoje


postado em 29/06/2019 04:09

Jogadora de 33 anos é uma das grandes líderes da equipe norte-americana, dentro e fora de campo. Ontem, mostrou mais uma vez sua importância ao garantir o triunfo(foto: Lionel Bonaventura/AFP)
Jogadora de 33 anos é uma das grandes líderes da equipe norte-americana, dentro e fora de campo. Ontem, mostrou mais uma vez sua importância ao garantir o triunfo (foto: Lionel Bonaventura/AFP)
 
A Seleção dos Estados Unidos segue comprovando sua força na Copa do Mundo de Futebol Feminino. Ontem, a equipe norte-americana bateu a França por 2 a 1, diante de mais de 45 mil torcedores (sendo 30 mil franceses) no Parque dos Príncipes, em Paris, garantindo vaga na semifinal da competição. As anfitriãs haviam eliminado o Brasil nas oitavas de final por 2 a 1, na prorrogação.

É a oitava vez, em oito edições do Mundial, que a Seleção dos EUA fica, no mínimo, entre as quatro primeiras colocadas. Além disso, conquistou pelo menos o terceiro lugar em todas as edições do torneio desde 1991, ano em que começou a ser disputado. São três títulos mundiais, o último em 2015, no Canadá. Terça-feira, em Lyon, às 16h (de Brasília), as norte-americanas enfrentam a Inglaterra por um lugar na decisão.

Os outros dois semifinalistas serão conhecidos hoje. Às 10h, Itália x Holanda e, às 13h, Alemanha x Suécia. O Sportv transmite as duas partidas. Os vencedores vão medir forças pela outra vaga na decisão.

O nome da tarde parisiense ontem foi a jogadora Megan Rapinoe, autora dos dois gols dos EUA. A zagueira artilheira Renard descontou para as francesas. Diferentemente das oitavas de final, Rapinoe não portou a braçadeira de capitã, que ficou com Alex Morgan – a técnica Jill Ellis promove um rodízio na função –, mas seguiu liderando o time da melhor maneira: com sua atuação em campo. Fora dele, ela é uma das vozes mais potentes da equipe norte-americana.

Aos 33 anos, Rapinoe está na seleção desde 2006; já fez 157 partidas e marcou 49 gols. É famosa pelo ativismo pelos direitos LGBT (ela é homossexual) e pela igualdade de tratamento na US Soccer, a confederação de futebol dos EUA. Ao lado de outras jogadoras, protestou contra a diferença de salários e premiações entre homens e mulheres na seleção.

O resultado, além da ótima atuação, ajudam Rapinoe numa polêmica recente. Ela entrou em atrito com o presidente Donald Trump porque, em entrevista, disse que não aceitaria visitar a “p... da Casa Branca” caso fosse campeã. Trump rebateu no Twitter, falando que ela “não deveria faltar com respeito ao país, à Casa Branca e à bandeira”. A jogadora, no entanto, manteve a postura crítica ao governo: “É uma administração que não luta pelas mesmas coisas que combatemos”.

A ótima campanha na Copa ajuda a ampliar os holofotes sobre seu time. “Ganhar da França, em Paris, com tantos torcedores na arquibancada, é um feito incrível. Até por isso, quando se chega a uma semifinal eliminando uma das favoritas, o objetivo tem de ser buscar o título mundial”, avisou a armadora, que já havia feito dois gols em um jogo pelo Mundial:  ambos de pênalti, na vitória por 2 a 1 sobre a Espanha, pelas oitavas de final.

DEFESAS E ATAQUES Logo aos 4min do primeiro tempo, Rapinoe abriu o placar, em cobrança de falta pela esquerda. Com muitas jogadoras à sua frente, a goleira francesa Bouhaddi nem viu a bola entrar. No decorrer da partida, Bouhaddi acabou se destacando por boas defesas, mas não segurou outra conclusão de Rapinoe, aos 20 da etapa final, depois de cruzamento de Heath da direita. Foi o quinto gol da armadora norte-americana na Copa da França.

O gol francês, de Renard, aos 36min, pôs fogo na partida. Os Estados Unidos se encolheram, diante da pressão imensa das francesas e do público no Parque dos Príncipes. Aos 40, a França reclamou pênalti de O’Hara, que teria interceptado uma bola com o braço, mas a árbitra não atendeu.


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