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Estado de Minas

CAROS INIMIGOS

Como Mina, James, Sánchez e Vidal usaram suas seleções para movimentar R$ 1,6 bi em transações. Astros da Colômbia e do Chile são os protagonistas de hoje no Itaquerão


postado em 28/06/2019 04:07

Acostumados a decisões, o chileno Alexis Sánchez e o colombiano James Rodríguez estarão em campo hoje, no Itaquerão(foto: MIGUEL SCHINCARIOL/AFP)
Acostumados a decisões, o chileno Alexis Sánchez e o colombiano James Rodríguez estarão em campo hoje, no Itaquerão (foto: MIGUEL SCHINCARIOL/AFP)
 

São Paulo — Protagonistas do duelo de hoje entre Colômbia e Chile no Itaquerão, às 20h, pelas quartas de final da Copa América, Yerry Mina, James Rodríguez, Alexis Sánchez e Arturo Vidal são especialistas em usar o desempenho em torneios oficiais com suas seleções como vitrine para atrair transações inflacionadas. Levantamento do Correio/EM mostra que o quarteto movimentou quase R$ 1,6 bilhão em transferências no mercado e nem sempre entregou o que badalados clubes europeus, como o Real Madrid e Barcelona, esperavam.

No início de 2018, o Barcelona investiu R$ 51,2 milhões para tirar Mina do Palmeiras. Supersticioso, o beque tirou até o tênis antes de pisar descalço no gramado “sagrado” do Camp Nou ao ser apresentado à torcida. O ritual falhou. Incapaz de concorrer com Piqué, Umtiti, Vermaelen e Lenglet, passou uma temporada no clube.

Descartado pelo técnico Ernesto Valverde, disputou seis partidas no Campeonato Espanhol. Para sorte do clube catalão, Mina brilhou na Copa da Rússia e amenizou o prejuízo. O Everton levou o colombiano por R$ 131,2 milhões. Nesta Copa América, Mina é um dos responsáveis pela consistência da defesa. Com 100% de aproveitamento na fase de grupos, a seleção cafetera ainda não foi vazada na competição.

James Rodríguez atingiu o ápice da carreira na Copa de 2014. Artilheiro isolado com seis gols, arrematou a Chuteira de Ouro do torneio disputado no Brasil. O Real Madrid imediatamente digitou a senha do cartão e transferiu R$ 325,5 milhões para a conta do Monaco, da França.

Cinco anos depois, o clube merengue não sabe o que fazer com o camisa 10 da Colômbia. O contrato de empréstimo ao Bayern Munique expirou. O time alemão não quer mais. Ao que parece, o treinador Zidane também não. Logo, o desempenho de James na Copa América pode ajudar o Real a solucionar o impasse com uma possível venda na janela de transferências.

Alheio aos altos e baixos dos seus comandados nos clubes, o técnico Carlos Queiroz exige poder de decisão com a camisa da Colômbia. “Eu costumo dizer aos jogadores que eles têm, no máximo, 60 segundos para tomar decisões. Futebol não é PlayStation. Não posso entrar em campo e parar o jogo para decidir por eles. Peço que tenham sabedoria”, cobrou na entrevista coletiva de ontem, empurrando o favoritismo para a trupe de Arturo Vidal e Alexis Sánchez. “Não temos nada a perder. O Chile, sim. É o atual bicampeão”.

La Roja também conta com seus “jogadores de seleção”. Assim como os rivais colombianos, Alexis Sánchez usou o desempenho na Copa América e na Copa do Mundo para atrair bons negócios. O segundo maior deles com o Barcelona. Em 2011, desembarcou no clube por R$ 112,8 milhões. Questionado principalmente por Messi, começou a amargar a reserva e pegou o rumo do Arsenal depois da primeira temporada de Neymar no elenco. As boas exibições na Copa de 2014 valorizaram o atacante. O time londrino aceitou pagar R$ 184,4 milhões.

Xerife do Chile no bicampeonato da Copa América, Arturo Vidal fechou com o Barcelona na temporada passada. Sabia que havia chegado por R$ 78,1 milhões para compor grupo. Fez a parte dele e, ao que parece, está prestes a ser descartado. Especula-se seu retorno ao futebol italiano. Porém, o possível tri do torneio continental, no Brasil, pode revalorizá-lo.

O treinador colombiano do Chile, Reinaldo Rueda, tem uma tese sobre a superação dos astros com a camisa da seleção. “Alexis Sánchez deu certo e errado em clubes por onde passou, mas na seleção é diferente. Aqui, eles são outras pessoas devido à sinergia, ao comprometimento com o país. São situações específicas, emocionais, que elevam o nível do desempenho. Isso faz com que tenham retorno no trabalho quando voltam aos clubes”, disse na coletiva de ontem.

FICHA TÉCNICA
Colômbia x Chile
Colômbia: Ospina; Medina, Mina, Sánchez e Tesillo; Cuadrado, Barrios e Uribe; Martínez, Zapata e Rodrígues
Técnico: Carlos Queiroz
Chile: Arias; Isla, Medel, Maripán e Beausejour; Pulgar, Aránguis e Vidal; Fuenzalida, Vargas e Sánchez.
Técnico Reinaldo Rueda
Quartas de final da Copa América
Estádio: Itaquerão
Horário: 20h
Árbitro: Néstor Pitana (ARG)


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