Conteúdo para Assinantes

Continue lendo ilimitado o conteúdo para assinantes do Estado de Minas Digital no seu computador e smartphone.

price

Estado de Minas Digital

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas digital por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Estado de Minas

Reencontro com muitas diferenças

Treinados pelo colombiano Reinaldo Rueda, chilenos veem Colômbia diferente agora, três anos depois de semifinal, e colocam equipe do português Carlos Queiroz como favorita


postado em 27/06/2019 04:06

O bicampeão Chile não mudou muito desde a partida decisiva com a Colômbia, em 2016, com apenas três alterações(foto: Fotos: Miguel Schincariol/AFP)
O bicampeão Chile não mudou muito desde a partida decisiva com a Colômbia, em 2016, com apenas três alterações (foto: Fotos: Miguel Schincariol/AFP)

Rival do Chile nas quartas de final da Copa América, a seleção da Colômbia esteve na rota do título da edição centenária do torneio, em 2016. Em uma partida que teve mais de duas horas de intervalo por causa do tempo ruim em Chicago, nos Estados Unidos, derrotou o adversário por 2 a 0, pelas semifinais, em 22 de junho daquele ano.

Agora, em 2019, as equipes voltam a se encontrar na Copa América, ainda que em uma fase antes, em partida marcada para amanhã, na Arena Corinthians, em São Paulo. Dessa vez, no entanto, os colombianos chegam como favoritos, após terminarem a fase de grupos como única seleção com 100% de aproveitamento – os chilenos até venceram os dois primeiros compromissos, mas depois perderam para o Uruguai, o que os levou a avançar na segunda posição no Grupo C.

É também, na visão dos jogadores chilenos, uma Colômbia “diferente”, menos ousada no ataque e com mais segurança defensiva. Não à toa, não levou nenhum gol nos três jogos que disputou na fase de grupos, demonstrando maior consistência do que a sua média na história, mais marcada pelo estilo de jogo ofensivo.

“A Colômbia mudou seu sistema de jogo. Se defende melhor e sai para o ataque com muita rapidez. Precisamos atuar concentrados porque qualquer contra-ataque pode ser perigoso. Será um rival duríssimo”, afirmou Fuenzalida.

Há três anos, o Chile praticamente definiu o seu triunfo sobre a Seleção Colombiana no começo do duelo ao marcar seus gols com Aránguiz e Fuenzalida, aos 7min e 11min do primeiro tempo.

Decisivo para aquela vitória, Fuenzalida, hoje na Universidad Católica, se lembra com carinho daquele jogo. Mas o meia-atacante projeta um confronto bem diferente amanhã. “Já se passaram três anos daquele jogo. A Colômbia modificou o seu estilo, com uma defesa que se resguarda bem mais. É um time mais pragmático, mas com um ataque forte”, comentou.

Então dirigida pelo técnico argentino José Pekerman, a Seleção Colombiana que iniciou a partida pela Copa América Centenário contra o Chile tem quatro jogadores que não foram chamados pelo português Carlos Queiroz para o torneio de 2019 no Brasil – Jeison Murillo, Frank Fabra, Carlos Sánchez e Daniel Torres. Já a Seleção Chilena, que era comandada pelo também argentino Juan Antonio Pizzi, mudou menos nesse período. Apenas três titulares no triunfo não foram convocados agora por Reinaldo Rueda: Claudio Bravo, Francisco Silva e Pedro Hernández.

Depois disso, Chile e Colômbia se encontraram apenas uma vez, em 10 de novembro de 2016, quando não saíram do 0 a 0 em Barranquilla, pelas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2018. Nova igualdade amanhã levará a definição da seleção classificada às semifinais da Copa América aos pênaltis.


Campeões juntos, agora adversários

Com a experiência de já ter trabalhado com o técnico Reinaldo Rueda em 2016, quando ambos foram campeões da Libertadores com o Atlético Nacional, o volante Mateus Uribe prevê que Colômbia e Chile têm condições de dar um “espetáculo” aos torcedores que forem à Arena Corinthians amanhã acompanhar o confronto. Três anos depois daquele título da Libertadores, Uribe é peça importante da engrenagem da Seleção Colombiana, e Rueda é técnico do Chile.

“As equipes do professor Reinaldo sempre jogam bem no futebol. Eles colocam a bola no chão. No Chile, eles têm bons jogadores e isso permite uma série de variantes importantes no jogo. Nossa mentalidade é jogar futebol, seja qual for o rival que teremos pela frente. Então, esperamos que possamos dar um bom espetáculo”, disse Uribe. Ontem, os colombianos treinaram no Pacaembu. A imprensa teve acesso apenas aos 15 minutos iniciais. Assim, a escalação do time ainda é um mistério. E, segundo Uribe a estratégia será surpreender o Chile.

“Rueda é um estrategista que assiste muito a futebol, ele já nos estudou. Mas, desde a chegada do técnico Carlos Queiroz, mostramos coisas que a equipe não havia mostrado antes. Por isso será mais fácil estudá-los (os chilenos), do que eles nos estudar”, avaliou.

Uribe valoriza o Chile (atual bicampeão da Copa América), mas acredita que o estilo de jogo do adversário pode favorecer a Colômbia, que terminou a primeira fase do torneio com 100% de aproveitamento. Porém, descarta favoritismo. “Eles jogam bem com a bola, no meio têm jogadores que sabem jogar, mas nos dão espaços e mostramos que gostamos de jogar com a bola.”


Publicidade