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Estado de Minas

Sobrou dignidade, mas faltaram perna, apoio, estrutura...

Seleção Brasileira faz duelo equilibrado com a França, mas cai nas oitavas de final da Copa do Mundo ao levar gol no segundo tempo da prorrogação. Marta chora em desabafo


postado em 24/06/2019 04:06

Francesas festejam em Le Havre, diante de uma cabisbaixa Bia. Meninas mostraram bravura (foto: Fotos Loic Venance/AFP)
Francesas festejam em Le Havre, diante de uma cabisbaixa Bia. Meninas mostraram bravura (foto: Fotos Loic Venance/AFP)


O sonho da Seleção Brasileira de conquistar seu primeiro título mundial foi adiado mais uma vez. A participação do time verde-amarelo na Copa do Mundo da França terminou ontem, nas oitavas de final, com a frustrante derrota na prorrogação para as donas da casa, em Le Havre, por 2 a 1, depois de heroico empate por 1 a 1 no tempo regulamentar. Não há como negar que as brasileiras se entregaram ao máximo, tanto que a maioria terminou o jogo exausta. No fim das contas, prevaleceu não só a superioridade técnica das franceses, mas principalmente a maior condição física das atletas europeias, que contam com uma liga competitiva em seu país e estrutura muito maior para a formação de uma seleção forte. 

Depois da partida, a craque Marta fez um desabafo emocionado. A jogadora de 31 anos espera que a nova geração aprenda com essa partida para fazer com que a Seleção consiga voos mais altos no futuro. “É treinar mais, é jogar mais, é estar pronta para jogar 90 minutos, mais 30 minutos de prorrogação e quantos mais minutos precisar. É isso que eu peço para as meninas. Não vai ter uma Formiga para sempre, uma Marta para sempre, uma Cristiane para sempre. O futebol feminino depende de vocês para sobreviver. Então, pensem nisso, valorizem mais. Chorem no começo para sorrir no fim”.

Eleita seis vezes a melhor do mundo e maior artilheira da história de todas as Copas (incluindo a masculina), com 17 gols, Marta pede mais valorização ao futebol feminino no Brasil, ainda carente de investimentos na base e sem apoio nos grandes clubes de futebol profissional: “É um momento especial e a gente tem de aproveitar. Digo isso no sentido de valorizar mais. A gente pede tanto, pede apoio, mas a gente precisa valorizar. Eu queria estar chorando aqui de alegria”, disse, deixando escapar algumas lágrimas. Ao final, ela lamentou a eliminação. “Faz parte, é futebol. Alguém tem de sair vencedor.”

A craque disse que o grupo sai da competição de cabeça erguida e com muito orgulho pelo papel desempenhado no Mundial. O Brasil chegou ao torneio desacreditado, mas enfrentou grandes equipes de igual para igual. “Já esperávamos tudo isso, com a torcida contra, porém fizemos um grande trabalho.”

EQUILÍBRIO A Seleção Brasileira criou chances para vencer, equilibrou a posse de bola, marcou bem e neutralizou as donas da casa, apontadas como favoritas ao título. Nos momentos finais do primeiro tempo da prorrogação, Debinha desperdiçou a melhor chance para o Brasil. No início da etapa final, a França marcou. O técnico Vadão lamentou a falha na jogada aérea, que resultou no gol do triunfo francês, e disse que é preciso elogiar o desempenho brasileiro na Copa – foram duas vitórias e duas derrotas. “A Debinha teve grande chance e não convertemos. A jogada aérea é o forte delas, que têm um time mais alto. Tínhamos neutralizado bem até aquele momento, e sofremos o gol. Mas não podemos tirar o brilho do que estas meninas fizeram em campo”.


Favoritismo dos EUA

A Seleção dos Estados Unidos entra em campo hoje, em Reims, às 13h (de Brasília) contra a Espanha, pelas oitavas de final, como favoritíssima após impressionante campanha na fase de grupos da Copa do Mundo Feminina, com 100% de aproveitamento e uma histórica goleada por 13 a 0 sobre a Tailândia. SporTV 2 e Band transmitem. Desse confronto sairá o adversário da França nas quartas. No mesmo dia, Suécia e Canadá fazem um duelo mais equilibrado em Paris, às 16h, com transmissão do Sportv.

Ontem, emValenciennes, em um jogo com confusão e choro decorrentes da intervenção do árbitro de vídeo (VAR), a Inglaterra confirmou a espectativa e goleou Camarões por 3 a 0, se garantindo nas quartas de final com 100% de aproveitamento. Houghton, White e Alex Greenwood balançaram a rede. Uma das favoritas ao título e em terceiro no ranking da Fifa, as inglesas vão enfrentar, na quinta-feira, a Noruega – que deixou pelo caminho a Austrália.

A polêmica começou após o segundo gol da Inglaterra, anulado inicialmente pela arbitragem por impedimento e validado depois de revisto pelo VAR. As jogadoras de Camarões se revoltaram e se recusaram a dar a saída de bola por dois minutos, alegando que o lance deveria ser visto pela árbitra na tela. Depois de muita reclamação, a partida foi reiniciada. Na etapa final, mais confusão, com as camaronesas indo às lágrimas ao terem um gol anulado.



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