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Estado de Minas

De volta ao batente

No retorno ao Minas depois da cirurgia no coração, a oposta Bruna Honório já treina na academia, espera estar junto ao grupo em agosto e sonha com o retorno à Seleção


postado em 24/06/2019 04:06

Bruna Honório voltou a BH há duas semanas, se esforça para treinar junto com o grupo a partir de agosto e está animada com a recuperação:
Bruna Honório voltou a BH há duas semanas, se esforça para treinar junto com o grupo a partir de agosto e está animada com a recuperação: "Voltei fazendo leg press com 200kg, o mesmo que fazia antes da cirurgia" (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)


Imagine-se atleta, de qualquer modalidade, e que você está servindo à Seleção Brasileira, às vésperas de uma competição importante, quando, de repente, é chamado pela coordenação do grupo e o treinador lhe dá uma notícia que jamais imaginaria ouvir: de que está com uma doença grave, que precisará passar por cirurgia e, por isso, a partir daquele dia, você não faria mais parte do grupo da Seleção? Pois foi o que aconteceu com Bruna Honório, oposta da Seleção Brasileira feminina de vôlei e do Minas, clube pelo qual conquistou o título da Superliga Nacional 2018/2019, e que faz em BH a recuperação da cirurgia no coração para a retirada de um tumor benigno.

Tudo, a partir daquele instante, mudou na vida de Bruna, que diz não ter ficado apavorada por ser muito religiosa. “Era o dia 8 de maio. Estávamos em Saquarema e eu, muito feliz, pois tinha sido convocada para a Seleção Brasileira para as disputas da Liga das Nações e Eliminatórias dos Jogos Olímpicos. Mas, de repente, o José Roberto Guimarães, o técnico da Seleção, mais o Bernardo, coordenador, e os médicos me chamaram para uma reunião. Contaram-me o que estava acontecendo e que eu teria de fazer uma cirurgia.”

Nesse instante, segundo ela, as palavras ditas por Zé Roberto lhe tocaram fundo. “Ele disse que tinha me chamado para disputar as quatro competições que teremos até setembro. Além da Liga das Nações e Eliminatórias, os Jogos Pan-Americanos e a Copa do Mundo. Disse também que esperava que eu operasse e me recuperasse, que ele queria contar comigo no futuro”, lembra Bruna.

A partir desse instante, o sonho olímpico desapareceu, “pelo menos momentaneamente”, segundo ela. “Comecei a pensar na cirurgia, que abririam meu peito. Aí, pensei, que nunca mais jogaria. Não teria mais os movimentos que preciso para jogar, de braço, que dependem da musculatura do peito. Sou muito tranquila, por ser religiosa. Aceitei. Foi então que veio a boa notícia, de que a cirurgia seria de robótica e que perfurariam debaixo do braço. Pois é, voltei a pensar em seguir jogando.”

No dia seguinte à notícia e com o resultado dos exames, os médicos disseram a Bruna que era um tumor e que não havia tratamento. A única solução seria a cirurgia para a sua retirada. “Era um tumor, pequeno, no átrio esquerdo, dentro do coração. Novamente veio o pensamento de parar. Não sabia como seria a cirurgia. Mas resolvi desligar. Tenho a grande vantagem de não ser ansiosa”, conta ela.

O sonho da Seleção estava adiado. Mas ela tinha fé em Deus. “Acreditei que Deus tinha reservado o que era melhor pra mim. Olha, internei-me uma semana depois, em São Paulo, e fiz a cirurgia. Fui para o CTI no pós-operatório e, em menos de um dia, estava na pré-CTI. Não haviam quartos vagos. Na noite do segundo dia, fui para o quarto e, no dia seguinte, recebi alta ao meio-dia. Não estava sentindo nada, nem dor. Foi uma cirurgia fantástica. Pronto. Passei a ter a certeza de que voltaria a jogar.”

RECOMEÇO Menos de duas semanas depois de ser operada, Bruna estava fazendo fisioterapia, numa clínica em São Paulo. Fez a parte respiratória e os primeiros exercícios de mobilidade. Há duas semanas veio para BH, onde completa a recuperação. Desde o início da semana, passou a fazer exercícios na academia, o que a deixou bastante animada. “Eu temia ter dificuldades de movimentos, principalmente no braço direito. Mas não. Não houve nada. Voltei fazendo leg press com 200kg, o mesmo que fazia antes da cirurgia.”

Hoje, ela faz esteira, que é parte do tratamento, e depois vai para a musculação. O tempo todo está acompanhada de duas profissionais, a médica Carla Tavares e a fisioterapeuta, também Carla. “Elas são minhas companheiras de todo dia. Passo o tempo todo com elas, mas quero ter uma certeza, a de que em agosto estarei treinando com todo o grupo.”

Mostrando que está atenta e pronta para jogar, ela comenta o time campeão e a renovação por que passa. “O time continua forte. Vamos brigar em cima novamente. Vieram reforços importantes, como Sheilla e Thaísa. Perdemos jogadoras importantes, experientes, como Gabi, Natália, Mayane, Mara. Mas o Minas continua forte. Contratou duas ponteiras estrangeiras, a venezuelana Roslandy Acosta e a norte-americana Deja McClendon. Vamos brigar por mais títulos.”

E em meio a tudo o que aconteceu, Bruna alimenta, também, o sonho de voltar à Seleção Brasileira. “Eu quero muito que o Brasil se classifique para os Jogos Olímpicos de Tóquio, ano que vem. E quero estar no grupo que vai tentar buscar a medalha de ouro. Novamente estou sonhando, o que é muito bom.”

A rotina diária
Uma vez por dia (manhã ou tarde)
15min 
de esteira


1h30min 
de musculação

Medições cardíacas a cada atividade


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