Conteúdo para Assinantes

Continue lendo ilimitado o conteúdo para assinantes do Estado de Minas Digital no seu computador e smartphone.

price

Estado de Minas Digital

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas digital por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Estado de Minas

Wagner depõe como testemunha na PF


postado em 19/06/2019 04:08

Wagner Pires, presidente do Cruzeiro, depôs por quase duas horas na PF(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press - 8/1/19)
Wagner Pires, presidente do Cruzeiro, depôs por quase duas horas na PF (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press - 8/1/19)


Convocado como testemunha para dar esclarecimentos sobre a Operação Escobar, que investiga vazamentos de documentos sigilosos da Polícia Federal (PF), Wagner Pires de Sá, presidente do Cruzeiro, prestou depoimento ontem na sede da Polícia Federal (PF), no Bairro Gutierrez, Região Oeste de Belo Horizonte. Após quase duas horas no local, o presidente do clube celeste deixou a sede da PF. Questionado se o clube tem contratos com os advogados Carlos Alberto Arges Júnior e Ildeu da Cunha Pereira, conselheiro do Cruzeiro, presos em 5 de junho, Wagner limitou-se a dizer: “O Cruzeiro tem contrato com mais de mil advogados”.

A Operação Escobar é desdobramento da Operação Capitu, investigação sobre suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura no governo Dilma. A PF prendeu quatro investigados – três mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária. Os agentes cumpriram sete mandados judiciais de busca e apreensão nos escritórios dos advogados Ildeu da Cunha Pereira e Carlos Alberto Arges Júnior. O servidor da PF Marcio Antonio Camillozzi Marra, que também foi preso na operação, é conselheiro do Cruzeiro e estava na comissão de sindicância formada pelo Conselho Deliberativo do clube que apura as denúncias de irregularidades feitas pela diretoria.

De acordo com a PF, a investigação teve início após a apreensão, na casa de investigados, de documentos sigilosos e internos da Polícia Federal, quando do cumprimento de mandados da Operação Capitu, em novembro de 2018.

“Feitos os levantamentos e inúmeras diligências, foi possível constatar que advogados teriam cooptado servidores desta instituição, no intuito de obter, de forma ilegal, acesso a informações sigilosas ligadas a investigações em andamento nesta Superintendência”, informou a PF.

Segundo a investigação, os advogados com “acesso privilegiado às informações usavam tal artifício para oferecer a seus clientes facilidades ilegais”.

Na avaliação dos federais, “tal atitude não só prejudica investigações como coloca em risco a segurança dos policiais envolvidos nos trabalhos”.

Sobre a prisão de dois agentes seus, a Polícia Federal destacou. “A repressão contra atos de servidores do órgão policial é extremamente sensível e, embora cause desconforto aos investigadores e a toda a instituição, é essencial para a manutenção da lisura e do compromisso que a Polícia Federal tem de servir à sociedade brasileira”.


Publicidade