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Estado de Minas

Hora de provar força

Capitão da Seleção Brasileira reconhece que a equipe evoluiu menos do que os rivais, mas diz que grupo precisa se impor e estar na final. E cobra também apoio da torcida


postado em 17/06/2019 04:06

Jogadores brasileiros treinaram no Barradão, em Salvador, a caminho do duelo com a Venezuela: Arthur volta ao meio-campo(foto: JUAN MABROMATA/AFP)
Jogadores brasileiros treinaram no Barradão, em Salvador, a caminho do duelo com a Venezuela: Arthur volta ao meio-campo (foto: JUAN MABROMATA/AFP)

 

Três edições fora da decisão de uma Copa América mexeram com o brio da Seleção Brasileira, admitiu ontem o capitão Daniel Alves. Para o lateral-direito da equipe comandada por Tite, "o desafio" é estar em campo em 7 de julho, quando o título será decidido no Maracanã. Ele reconheceu que o país não acompanhou o crescimento de concorrentes diretos.
"Acredito que o futebol evoluiu muito, as equipes, as seleções, e o Brasil ficou um pouco para trás. É uma pena tanto tempo sem chegar a uma final de Copa América. Ainda somos uma das maiores seleções do continente. As Eliminatórias provam isso, mas a Copa América não", analisou o defensor do Paris Saint-Germain.


O Brasil, pentacampeão do mundo, ostenta oito títulos da Copa América, quatro deles vencidos quando sediou o torneio (1919, 1922, 1949 e 1989). O último título continental veio em 2007, na Venezuela. "Na Copa (do Mundo) de 2014, chegamos com certo tipo de favoritismo e acabou não dando certo. Precisamos de um equilíbrio para sermos sólidos durante a competição", completou.


O Brasil enfrenta a Venezuela, às 21h30 de amanhã, na Fonte Nova, pela segunda rodada do Grupo A, uma seleção em plena evolução sob o comando do técnico Rafael Dudamel. "A Venezuela evolui muito e tem uma geração muito promissora, um estilo de jogo muito solto. Precisamos planejar muito bem o jogo para conseguir um bom resultado", afirmou Daniel Alves.


De qualquer forma, ele diz que os brasileiros precisam se impor, ainda que tomando todos os cuidados táticos. "O primeiro objetivo é a classificação às quartas de final como primeiros do grupo, e isso passa por vencer a Venezuela, mas com o respeito de enfrentar uma seleção que joga até de maneira irresponsável, o que dificulta", avaliou o lateral de 36 anos.
Ele voltou a comentar sobre a relação entre a torcida e a equipe. Depois de, na sexta-feira, criticar o silêncio nas arquibancadas e a falta de apoio no Morumbi na vitória por 3 a 0 sobre a Bolívia, na estreia, o jogador disse em Salvador que o comportamento de quem acompanha os jogos precisa deixar de lado o vínculo das paixões por clubes e passar a ser mais patriótico. Os gols vieram na etapa final, com Éverton e Philippe Coutinho (dois).


Mais experiente atleta da seleção, pediu para o público ser mais torcedor do Brasil e menos ligado aos seus respectivos times numa competição importante, como a Copa América. "O futebol no Brasil é religião e as pessoas são doutrinadas a seguir seus clubes, não sua seleção. Então, se tem um jogador do seu time, elas apoiam. Se não tiver, é o contrário. Elas levam esse sentimento", afirmou. "Mesmo se você não gosta de certo jogador, é a hora de união, que haja uma conexão", acrescentou.


Na abertura, além das vaias no intervalo, o jogo teve um cenário mais morno. O estádio mais silencioso e de ambiente menos vibrante levou nomes como o próprio Daniel Alves, além do zagueiro Thiago Silva, a pedirem mais apoio.
Para Daniel Alves, falta mais conscientização sobre a importância da Seleção Brasileira. "As pessoas têm que entender que estamos representando nosso país, nossa nação. Não estamos aqui perdendo tempo, para ficarmos mais bonitos vestindo a camisa. Estamos aqui por uma nação. O Brasil já viveu a experiência de que, quando se tem conexão entre time e torcida, os resultados são favoráveis", afirmou.

RETORNO

 

No jogo em Salvador a Seleção Brasileira terá o retorno do volante Arthur, que se recuperou de pancada no joelho direito. O técnico Tite esboçou ontem a formação em treino tático no Barradão. Os titulares fizeram atividade de marcação de jogadas de bola parada. A equipe tinha: Alisson; Daniel Alves, Thiago Silva, Marquinhos e Filipe Luis; Casemiro, Arthur e Philippe Coutinho; Richarlison, David Neres e Roberto Firmino.


A atividade contou ainda com a presença de Eder Militão. O zagueiro havia se tornado dúvida no time ao deixar o treino de sábado, ainda em São Paulo, com forte dor no quadril. No entanto, ele não se queixou mais. Quem continua fora é o goleiro Ederson. O reserva imediato de Alisson tem lesão na panturrilha e só deve retornar aos trabalhos no fim desta semana.


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