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Estado de Minas

Um aventureiro equatoriano


postado em 16/06/2019 04:09

Manoel Loor chegou a BH depois de 26 dias de viagem de ônibus e quer ajuda dos jogadores equatorianos para ver o jogo hoje e continuar seguindo a seleção, já que ficou sem dinheiro(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Manoel Loor chegou a BH depois de 26 dias de viagem de ônibus e quer ajuda dos jogadores equatorianos para ver o jogo hoje e continuar seguindo a seleção, já que ficou sem dinheiro (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

Os grandes torneios de futebol atraem muitos personagens também fora das quatro linhas. E com a Copa América não é diferente. Nesses primeiros dias da competição, uma figura folclórica do Equador chegou a BH. Trata-se de Manoel Loor, de 64 anos, conhecido em seu país como o “El Rey de las Cascaritas” (“Rei das Embaixadinhas”). Ele está acostumado a se exibir antes dos jogos em sua terra natal. Há 25 anos, acompanha sua seleção nas competições internacionais. Esteve, inclusive, na Copa do Mundo’2014. Mas seu retorno ao Brasil se tornou uma aventura.


Trajado com o uniforme da Seleção Equatoriana, empunhando uma camiseta enorme autografada pelos jogadores que estão no Brasil, ele deixou a terra natal em 17 de maio. “Vim de ônibus. Fui do Equador para o Peru, de lá para a Bolívia, depois Paraguai e, finalmente, para o Brasil. Entrei por Porto Alegre. Sempre de ônibus. De lá até Belo Horizonte, foram quatro dias. Cheguei na quarta-feira.”


E foi desembarcar na rodoviária de BH e o dinheiro acabar. Mas, pra ele, nenhum problema, pois traz em sua sacola de roupas duas bolas. “Se a coisa aperta, faço embaixadinhas para conseguir dinheiro.” Mas era tarde e ele resolveu passar a primeira noite ali mesmo, onde dormiu.


Na manhã seguinte, conseguiu um lugar para deixar seus pertences. “Pensava em me exibir, mas vi que ali não era um bom lugar. Que era perigoso. Algumas pessoas me confirmaram isso.  Resolvi, então, ir para a Savassi, perto de onde está a delegação do Equador, para pedir uma ajuda aos jogadores.”


E na Savassi ele tem ficado. Para comer, conta com a ajuda da cozinheira da delegação sul-americana, Consuelo Gonzalo, que desde que ele apareceu por lá o alimenta com quentinhas. Para dormir, qualquer lugar perto do hotel.
“Espero que os jogadores me deem ajuda. Não quero nada de luxo, mas um lugar para dormir, tomar banho e me alimentar. E também quero estar no Mineirão, que não conheço. Conversei com dirigentes e eles ficaram de ver o que podem fazer para me ajudar”, conta Loor.


Esperançoso no título, ele espera pela ajuda e que ela aconteça não só para BH. “Pretendo seguir com a seleção. Planejo ir a Salvador, para ver o jogo contra o Chile, e voltar a BH para a partida contra o Japão. E daqui para as cidades em que formos jogar até a conquista do título.”

URUGUAIOS CONFIANTES

 

Se o Equador tem em BH um aventureiro, os torcedores uruguaios, que começaram a chegar à cidade na sexta-feira, já se misturam a outros conterrâneos que vivem em BH. E na chegada, um encontro com direito a música tradicional do país em restaurante no Bairro Cruzeiro, organizado pela cônsul uruguaia em BH, Maria Ximena Álvarez, e pelo uruguaio Francisco Tomas Mesquita.


Fernando Riva, de 50 anos, é do ramo de turismo e responsável pela viagem da seleção de seu país. “A gente aproveita para acompanhar e torcer. Esta equipe é uma das melhores em muitos anos, que é capaz de conquistar o título.”
Não é sua primeira vez em BH. “Eu vim na Libertadores, quando o Nacional, meu time de coração, derrotou o Atlético por 1 a 0. Espero continuar dando sorte, agora para a seleção.”


De Ribeira, na fronteira do Uruguai com o Brasil, veio Mario Ferreira, de 35 anos, que é funcionário público. “Planejei para ver a Seleção Uruguaia disputar a Copa América, principalmente porque ela tem a chance de ser campeã. Temos um dos melhores times da história do futebol uruguaio.”


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