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Estado de Minas

Reencontro com o Mineirão

Uruguai retorna ao estádio onde protagonizou jogo dramático com o Brasil valendo vaga na final da Copa das Confederações. Nas ruas, manifestações sacudiam BH


postado em 15/06/2019 04:09

De Arrascaeta e Luis Suárez participaram de treino na Cidade do Galo rumo à estreia, amanhã, contra o Equador: atividade fechada à imprensa(foto: FEDERAÇÃO URUGUAIA DE FUTEBOL/DIVULGAÇÃO)
De Arrascaeta e Luis Suárez participaram de treino na Cidade do Galo rumo à estreia, amanhã, contra o Equador: atividade fechada à imprensa (foto: FEDERAÇÃO URUGUAIA DE FUTEBOL/DIVULGAÇÃO)

A Seleção Uruguaia volta a jogar em Belo Horizonte amanhã, seis anos depois de perder para o Brasil por 2 a 1, em jogo emocionante pela semifinal da Copa das Confederações. Daquele time, oito estarão no Mineirão para a partida contra o Equador, às 19h, na rodada de abertura do Grupo C da Copa América. Entre os atletas que retornam à capital mineira está a estrela Luis Suárez, atacante do Barcelona, e maior goleador da história da Celeste, com 56 gols em 107 partidas. 
Ontem, Suárez concedeu entrevista num hotel onde está hospedado com a Seleção, além de esposa e filhos, que vão acompanhá-lo no torneio. “Jogamos aqui na Copa das Confederações, mas não me recordo nem em qual hotel estava. Não tenho muita memória. E com tanta viagem que convivemos com a Seleção...”, respondeu Suárez ao Estado de Minas. “O estádio naquele momento estava em bom estado e me lembro dos torcedores brasileiros, que são muito passionais”, recorda o jogador. 
Também estavam no time comandado por Oscar Tabárez, em 2013, o goleiro Muslera, o zagueiro Godín, o lateral Cáceres e os atacantes Suárez e Cavani – que serão titulares amanhã –, além dos reservas Coates e Martín Silva. Diante de 57.483 torcedores na Pampulha, o Brasil venceu com brilho de Júlio César e Paulinho. Aos 12min, o goleiro defendeu pênalti cobrado por Forlán. No fim do primeiro tempo, o Brasil abriu o placar com Fred, mas Cavani empatou logo no início da etapa final. No fim do jogo, em escanteio cobrado por Neymar, Paulinho subiu de cabeça e colocou a Seleção Brasileira com a mão na taça, conquistada depois de vitória sobre a Espanha, por 3 a 0, no Maracanã. 
Suárez está mais experiente e, aos 32 anos, sabe da responsabilidade que tem no processo de reformulação da Seleção Uruguaia rumo ao Catar’2022. Ele afirmou que está recuperado da lesão no joelho direito, que o deixou fora do fim da temporada no Barcelona. “Com o tempo, a gente vai conhecendo o físico e vai sabendo o ritmo que temos que jogar. Venho com muita gana e sei da responsabilidade que temos como equipe, dos jogadores que temos, apesar da dificuldade de jogar uma Copa América”, afirmou o jogador. 
NEYMAR E MESSI Na entrevista, Suárez comentou também sobre a ausência de Neymar na Copa América e sobre o caso extracampo envolvendo o jogador, acusado de estupro. O camisa 9 da Seleção Uruguaia falou ainda sobre o grupo de WhatsApp que mantém com o argentino Lionel Messi e com o brasileiro, ex-companheiros de ataque do Barcelona. “Obviamente, é um tema delicado, prefiro estar à margem. Mas ele sabe que tem meu apoio e de todos os amigos dele. Sobre a volta dele (ao Barcelona), sempre vão falar, pelo que ele mostrou em nível mundial”, afirmou. 
Suárez lamentou o corte de Neymar, que teve lesão confirmada no tornozelo direito e deve ficar pelo menos quatro semanas longe dos gramados. Perguntado por um repórter sobre o grupo de WhatsApp, que se chamaria “Los três sudacas”, o uruguaio riu: “Não é esse o nome”, brincou, confirmando a existência do grupo. “(No grupo de WhatsApp) damos força e ânimo, pois qualquer jogador quando perde a Copa América está triste. Óbvio que o Brasil perde muito, pois é um dos melhores jogadores do mundo, a cada ano. Na Seleção é uma referência, perde muito. Mas não podemos esquecer que o Brasil tem grandes jogadores. Sai Neymar, entra Willian. A Seleção do Brasil tem que pensar como equipe, não como o individual”, analisou. 
O Uruguai treina hoje pela manhã na Cidade do Galo e não fará reconhecimento de gramado no Mineirão. Óscar Tabárez deve mandar a campo o time com Muslera; Cáceres, Godin, Gimenéz, Laxalt; Nández, Betancur, Vecino, Lodeiro; Suárez e Cavani.
 

memória
Uma cidade pegando fogo
Não foram apenas os lances no Mineirão que chamaram a atenção na passagem do Uruguai pela Copa América em Belo Horizonte em 2013. Além da derrota por 2 a 1 para o Brasil, com gol da vitória marcado por Paulinho, chamaram a atenção na ocasião as grandes manifestações populares nos arredores do Gigante da Pampulha. As estimadas 50 mil pessoas nas ruas contra os gastos com a competição e a Copa do Mundo do ano seguinte deram muito trabalho à Força Nacional. Carros foram incendiados e estabelecimentos comerciais vandalizados no dia da partida. A situação esteve tão tensa que no dia anterior chegou a ser pedido o cancelamento da partida. Ontem, houve nova mobilização popular, contra a reforma da Previdência e os cortes de verbas para a educação. Porém, além de ter sido bem mais pacífica, se resumiu ao Centro da cidade, longe do hotel que serve de concentração para a delegação uruguaia e mais ainda da Cidade do Galo, em Vespasiano, onde treinaram. 


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