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Gringos 'mineiros' prontos para a festa

Estrangeiros que moram em Belo Horizonte aproveitam a competição para ver de perto as seleções de seus países no Mineirão ou se juntam para assistir pela TV


postado em 14/06/2019 04:07

"Tenho muita confiança em Messi. Pode ser a última chance dele na Seleção" Carlos Alberto Corzo, chef argentino (foto: Paulo Galvão/EM/D.A Press)


Por mais que os organizadores se esforcem, a Copa América ainda não mobiliza os brasileiros como todos gostariam. Mas entre os estrangeiros que moram em Belo Horizonte a competição é sucesso. Afinal, eles vibram com a possibilidade de ver as seleções de seus países sem ter de viajar ou se deslocando menos, além de estar entre os compatriotas, formando espécies de “embaixadas” nos estádios e nas ruas.

Assim, ao menos três dos cinco jogos que a capital mineira vai receber na primeira fase têm promessa de casa cheia: Uruguai x Equador, domingo, às 19h; Argentina x Paraguai, quarta-feira, às 21h30; e uma das semifinais, em 2 de julho. Já Bolívia x Venezuela, dia 22, às 16h; e Equador x Japão, dia 24, às 20h, deverão estar vazios, mas não sem a animação dos “gringos” que aqui moram.

“Demorei um pouco para comprar os ingressos, pois estava esperando meus familiares decidirem se iam ou não. Mas na semana passada tomei a decisão e comprei seis ingressos. Mandei até fazer uma faixa de apoio à Celeste”, diz o empresário uruguaio Jorge Sosa, que há 40 anos trocou Montevidéu por BH para trabalhar e que no domingo estará no Gigante da Pampulha.

Além dele e da mulher, também vão ao jogo uma sobrinha, o marido dela e dois amigos que têm chegada prevista para amanhã na capital mineira. Cada um desembolsou R$ 180 para incentivar Cavani, Suárez, De Arrascaeta e companhia contra os equatorianos.

No caso do chef argentino Carlos Alberto Corzo, o entusiasmo com a Copa América extrapola a paixão pela albiceleste. Tanto que investiu R$ 1,8 mil para comprar ingressos para todos os jogos em Belo Horizonte para ele e a mulher, que tem o hábito de ir ao estádio, principalmente em competições internacionais, como a Copa Libertadores ou a Copa Sul-Americana.

“Gosto de estar atualizado sobre o futebol, ver as inovações, o uso da tecnologia. O Catar, por exemplo, está investindo muito para que o esporte cresça no país. O Japão é sempre muito organizado, acredito que pode virar uma potência”, argumenta.

Mas o ponto alto é mesmo Messi e os demais comandados por Lionel Scaloni. Por isso, mesmo indo ver Uruguai x Equador domingo, conta os dias para a partida contra o Paraguai. “Tenho muita confiança em Messi. Pode ser a última chance dele na Seleção, não sabemos como ele estará fisicamente no ano que vem, no próximo Mundial”, diz Corzo, que nasceu em Buenos Aires e se mudou para Belo Horizonte em janeiro de 2017, depois de período nos EUA.

Os dois têm mais em comum que o entusiasmo em ver os jogos em Belo Horizonte: apostam que as equipes de seus países estarão na final. E o adversário será o Brasil, apostam.

A ida ao Rio para ver a decisão, marcada para 7 de julho, ainda não está garantida para nenhum dos dois. “Se o Uruguai chegar, vamos fazer o possível para ir”, diz Sosa. “Tem de estudar, pois passagem e hospedagem são caras”, declara Corzo.

PELA TELINHA Mesmo aqueles cujas seleções não têm partidas confirmadas para Belo Horizonte estão no clima de Copa América. Como o ator e músico colombiano Javier Galindo e alguns compatriotas dele. Para a estreia na competição, contra ninguém menos que a Argentina, amanhã, em Salvador, estão preparando grande encontro, com comida e música típica da Colômbia.

“Desafortunadamente não poderei estar presente, pois vou tocar em outro local, um compromisso assumido antes. Mas já estou me preparando para os outros jogos da Colômbia (contra Catar, em São Paulo, e Paraguai, novamente na capital baiana). E se passar para as quartas, com certeza eu vou ao jogo”, diz Galindo.



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