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Estado de Minas

Dupla derrota

Batido pelo Santos em três gols de bola parada, Atlético perde também a vice-liderança do Brasileiro para os paulistas. Ricardo Oliveira, com vaga ameaçada, se irrita ao sair


postado em 10/06/2019 04:07

O Galo, de Victor, fez primeiro tempo apático, melhorou no segundo, mas não conseguiu evitar o 3 a 1: time busca a reação contra o São Paulo(foto: Ivan Storti/Santos FC)
O Galo, de Victor, fez primeiro tempo apático, melhorou no segundo, mas não conseguiu evitar o 3 a 1: time busca a reação contra o São Paulo (foto: Ivan Storti/Santos FC)


Três dias depois de sair do Pacaembu festejando a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil, o Atlético voltou a enfrentar o Santos ontem à noite, mas desta vez na Vila Belmiro, e amargou um duplo revés. Além de ter sido derrotado pelo Peixe por 3 a 1, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, o Galo foi ultrapassado pelo rival na classificação. Com o resultado, o Santos assumiu a vice-liderança, com 17 pontos, dois a menos que o líder, Palmeiras (que tem uma vitória sob análise), e dois a mais que o Atlético, que caiu para terceiro. A chance de reabilitação será quinta-feira, às 20h, quando enfrenta o São Paulo, no Independência, na última partida antes da paralisação para a Copa América.

Ontem, o Galo teve tempos distintos. Na primeira etapa, esteve apático e não conseguiu reagir aos ataques do Santos, que abriu vantagem de 2 a 0. Na segunda etapa, o Atlético melhorou, especialmente com a entrada de Alerrandro na vaga de Ricardo Oliveira, que completou nove jogos sem marcar. O veterano saiu de campo reclamando da substituição, teve uma conversa aparentemente ríspida com o técnico Rodrigo Santana e em seguida arremessou um copo de água contra o chão.

O treinador minimizou o caso. “Natural. O jogador quer fazer gol, a função dele é fazer gol, mas ele está se dedicando muito bem. É o nosso sistema. Mas, infelizmente, no momento não está saindo gol. Mas está sendo eficiente pelo que a gente está pedindo. Isso aí é natural, já passou. Ele passou e falou: ‘Pô, tô me sacrificando, estou me sacrificando demais!’. Mas, realmente, tem que baixar no momento da marcação. A maioria dos camisas 9 fica lá colado no zagueiro, e com o Santos não pode fazer isso, não pode deixar os volantes deles jogarem”, argumentou Santana.

Ele pôs em aberto a vaga de centroavante para o duelo com o São Paulo. “O momento do Alerrandro é muito bom. O pouco tempo que ele está tendo, está sabendo aproveitar. O Ricardo também é um jogador importante, teve uma cabeçada que poderia ter feito o gol, o goleiro foi muito feliz, mas a gente vai estudar dentro da semana para ver quem joga”.

A equipe teve força máxima para impedir que o Palmeiras abrisse maior vantagem na ponta. O treinador mandou a campo a mesma formação que venceu o Peixe na quinta-feira. Mas o Santos, de Jorge Sampaoli, começou a partida com mais intensidade. Depois de chegar com Soteldo, de cabeça, o Peixe quase abriu o placar aos 8min, com Marinho chutando com força, na trave.

Na sequência, Jorge, Jean Mota e Jean Lucas tentaram, mas pararam no camisa 1 do Atlético. Até que, aos 38min, Jean Mota cobrou falta pela direita, Sasha antecipou-se a Fábio Santos e desviou de cabeça no canto direito: 1 a 0. Nos acréscimos, em nova cabeçada de Sasha, o árbitro Dewson Fernandes Freitas, ao consultar o árbitro de vídeo, marcou toque de mão de Fábio Santos. Jean Mota cobrou o pênalti no canto direito de Victor e ampliou o placar.

TROCA O Santos continuou pressionando no segundo tempo, o que obrigou Rodrigo Santana a fazer mudanças para tentar reagir. Chará saiu para a entrada de Geuvânio, mas foi a troca de Ricardo Oliveira por Alerrandro que surtiu efeito imediato. Pouco depois de entrar, o jovem atacante recebeu lançamento de Patric e chutou cruzado, longe do alcance de Éverson. O Galo melhorou bastante e Alerrandro teve chance de empatar, mas foi o Peixe que balançou as redes mais uma vez. Aos 38min, o uruguaio Sanchez cobrou falta no ângulo, sem chances para Victor.

“A gente não pode fazer tempos diferentes. Primeiro tempo ruim. Quando acordamos, estava 2 a 0. Quando crescemos, tivemos até oportunidade, mas logo tomamos o terceiro gol. Ali acabou com as forças. Agora é vencer em casa, para subir na tabela”, avaliou o zagueiro Réver.

O goleiro Victor comentou sobre a diferença para o líder, Palmeiras, que agora é de quatro pontos e pode chegar a sete se for confirmada a vitória do Verdão sobre o Botafogo. “O Brasileiro é de regularidade e a gente sabe que o Palmeiras uma hora vai começar a tropeçar. Temos de buscar a regularidade para que, quando eles tropeçarem, a gente esteja ali perto”.


FICHA TÉCNICA
SANTOS 3 x 1 ATLÉTICO
Santos: Éverson; Vitor Ferraz, Lucas Veríssimo, Felipe Aguilar e Jorge; Diego Pituca, Jean Lucas, Jean Mota (Felipe Jonatan 38 do 2º); Soltedo, Eduardo Sasha (Uribe 40 do 2º) e Marinho (Sánchez 21 do 2º)
Técnico: Jorge Sampaoli
Atlético: Victor; Patric, Réver, Igor Rabello e Fábio Santos; Zé Welison (Nathan 41 do 2º), Elias, Luan, Cazares e Chará (Geuvânio 12 do 2º); Ricardo Oliveira (Alerrandro 22 do 2º)
Técnico: Rodrigo Santana
8ª rodada do Campeonato Brasileiro
Estádio: Vila Belmiro
Gols: Eduardo Sasha 38, Jean Mota 49 do 1º; Alerrandro 26, Sánchez 36 do 2º
Árbitro: Dewson Fernandes Freitas (PA)
Assistentes: Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Hélcio Araújo Neves (PA)
VAR: Rafael Traci (SC)
Cartão amarelo: Jorge Sampaoli, Fábio Santos, Zé Welison, Lucas Veríssimo
Pagantes: 5.794
Renda: R$ 199.730


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