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Neymar e o seu inferno astral

Não bastassem os problemas extacampo, atacante deixa amistoso contra o Catar, em Brasília, logo no início por causa de torção no tornozelo


postado em 06/06/2019 04:06

Atacante precisou ser amparado na saída para o vestiário e seguiu do estádio para um hospital, para fazer exames(foto: EVARISTO SA/AFP)
Atacante precisou ser amparado na saída para o vestiário e seguiu do estádio para um hospital, para fazer exames (foto: EVARISTO SA/AFP)


No amistoso da Seleção Brasileira contra a frágil equipe do Catar, ontem à noite, no Mané Garrincha, em Brasília, os olhares do mundo estavam voltados para o atacante Neymar. Todos queriam saber se a acusação de estupro feita pela modelo Najila Trindade influenciaria no desempenho do camisa 10 em campo. A dúvida não foi elucidada, já que o astro da equipe saiu do jogo aos 15min, depois de torcer o tornozelo direito em dividida com um adversário. No banco, o jogador chorava de dor. Precisou ser amparado na ida para o vestiário. Neymar deixou o estádio de muletas. Seguiu para um hospital da cidade, para fazer exames. Foi mais um capítulo do calvário do atacante.

A participação dele no amistoso se resumiu a três lances. Jogando aberto pela ponta esquerda, Neymar tocou pouco na bola, mas encontrou apoio nas arquibancadas. Foi aplaudido e teve seu nome gritado pelos torcedores, alguns até levaram cartazes com palavras de incentivo  – o amistoso teve 34.204 pagantes. O jogador saiu de campo (deu lugar a Everton) praticamente quando Richarlison abria o placar para a Seleção Brasileira. Deverá ficar de fora do amistoso de domingo contra Honduras, no Beira-Rio, em Porto Alegre, o último antes da estreia na Copa América, dia 14, contra a Bolívia, no Morumbi. O pé machucado é o mesmo que foi operado em Belo Horizonte, há pouco mais de um ano, para corrigir fratura no quinto metatarso.

Neymar tem vivido tempos turbulentos. No fim da temporada europeia, foi suspenso por três partidas após desferir soco em um torcedor do Paris Saint-Germain que o criticava. Por causa disso, perdeu a tarja de capitão da Seleção, agora com Daniel Alves. Antes da partida em Brasília, o camisa 10 chegou a dizer que a partida contra o Catar seria uma das mais difíceis da carreira dele.

TRANQUILIDADE Como esperado, o triunfo sobre o Catar foi construído de forma tranquila. Autor do primeiro gol, Richarlison tocou para Gabriel Jesus, que dominou na área e tirou do goleiro para marcar o segundo. O terceiro gol poderia ter saído na etapa inicial. O árbitro inicialmente marcou mão na bola dentro da área. Philippe Coutinho se posicionou para bater o pênalti, mas o árbitro de vídeo (VAR) anulou a marcação.

No segundo tempo, a Seleção Brasileira tirou um pouco o pé, dando mais campo para o adversário. Mesmo assim, ainda era superior e poderia ter ampliado em chute cruzado de Gabriel Jesus. Tite notou o cansaço da equipe e colocou David Neres no lugar de Richarlison.

O Brasil estava satisfeito com o resultado e o treinador passou a trocar mais jogadores. Entraram Fernandinho, Paquetá, Alex Sandro e Militão. Nos acréscimos, o Catar teve um pênalti assinalado pelo VAR – o goleiro Ederson derrubou Abdulsalam na área –, mas Khoukhi acertou o travessão. Vale lembrar que ontem Tite ainda não contou com Roberto Firmino e Alisson, que faturaram a Liga dos Campeões pelo Liverpool, sábado. Eles se encontrarão com o restante do grupo em Porto Alegre, para o amistoso de domingo.

Torneio de Toulon 
Dois jogos e duas goleadas. É o saldo da Seleção Brasileira Sub-23 na disputa do Torneio de Toulon, na França, preparatório para a Olimpíada de Tóquio’2022. Depois de golear a Guatemala por 4 a 0, no domingo, na estreia da competição, aplicou o mesmo placar sobre os donos da casa ontem. Os gols foram marcados por Antony, Matheus Henrique, Matheus Cunha e Mateus Vital. Com seis pontos, o Brasil lidera o Grupo B e está perto da classificação às semifinais. Sábado, às 12h30 (de Brasília), a equipe comandada pelo técnico André Jardine enfrentará os catarianos  e um empate basta para obter a vaga.


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