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Estado de Minas

Ordem é atacar o Urubu!

Sem marcar gols nos últimos dois jogos em casa, Atlético precisa melhorar o setor de criação para que a bola chegue com qualidade aos homens de frente. Cazares pode ser a solução


postado em 18/05/2019 04:11

A grande esperança de gols da torcida alvinegra é a dupla Cazares-Ricardo Oliveira, que pode reaparecer hoje, contra o Flamengo(foto: Bruno Cantini/Atlético)
A grande esperança de gols da torcida alvinegra é a dupla Cazares-Ricardo Oliveira, que pode reaparecer hoje, contra o Flamengo (foto: Bruno Cantini/Atlético)


Sem balançar as redes há duas partidas, os jogadores do Atlético veem crescer as cobranças da torcida em relação à produtividade ofensiva. O time alvinegro aposta que no confronto de hoje com o Flamengo, às 19h, no Independência, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro, a maré volte ao normal, com muita criação de jogadas e gols. Somente um futebol altamente ofensivo poderá devolver a tranquilidade à equipe para encarar os próximos compromissos.

Em 2019, o Galo marcou 59 gols em 31 jogos (média de 1,9 por partida), mas teve queda de rendimento nas últimas partidas. Mesmo que os centroavantes do time alvinegro tenham se destacado até o momento – Ricardo Oliveira balançou as redes 13 vezes e o reserva Alerrandro, 10 –, chamou a atenção a dificuldade de a equipe ter chances claras de gol. No empate por 0 a 0 contra o Santos, o Galo obteve apenas quatro oportunidades de marcar, nenhuma dentro da área. E na derrota para o Palmeiras por 2 a 0, no Mineirão, pelo Brasileiro, foram apenas três chances.

Com a missão de buscar o equilíbrio para que o Atlético possa produzir mais, o técnico Rodrigo Santana afirma que o problema pode ser a falta de mobilidade no setor ofensivo, que deixa Ricardo Oliveira muito isolado dentro da área. “São ajustes que a gente precisa fazer. Às vezes a bola não está chegando redonda para o Ricardo. A gente sabe que ele tem um poder de finalização muito grande. Às vezes a gente acaba cobrando muito, mas a bola não está chegando”.

Rodrigo entende que a ansiedade também prejudica a equipe na hora de criar jogadas ou finalizar: “Os jogadores precisam ter mais confiança, até para usar sua melhor arma no último terço do campo. Quando está inseguro, ele deixa de jogar o que sabe. O medo de errar impede que a gente vença. Falta mais capricho e tranquilidade para ter o controle da partida”.

Por diversas vezes, o treinador disse confiar na capacidade do experiente atacante e, por enquanto, descarta tirá-lo do time para escalar Alerrandro, que tem mais mobilidade. Nas chances que o prata da casa começou uma partida, Ricardo foi poupado pela comissão técnica, sem ter ficado uma única vez no banco de reservas.

PARCERIA DE SUCESSO Em sua melhor fase na temporada, o camisa 9 teve a companhia do equatoriano Cazares, responsável por três assistências para gols para o camisa 9 nos primeiros meses do ano. Mas o camisa 10 se machucou na final do Mineiro, o que refletiu no desempenho do artilheiro – Luan, que costuma atuar pelas pontas, foi deslocado para o meio-campo. Com a evolução nas atividades, o gringo pode reaparecer como titular nesta noite, ocupando a vaga do meia-atacante Geuvânio, que levou um pisão no pé esquerdo e deve ficar fora contra o Flamengo.

Depois de desfalcar o Galo contra o Santos, o volante Adílson deve voltar à equipe contra o rubro-negro carioca. Ele se recuperou de desgaste muscular e treinou normalmente com os companheiros nas últimas duas atividades. Por outro lado, o lateral-esquerdo Fábio Santos pode desfalcar o Galo, já que deixou o último jogo com dor na parte posterior da coxa esquerda. Nesse sentido, a lateral esquerda será ocupada por Patric de forma improvisada. A presença de Luan também é dúvida. Ele sofreu entorse no tornozelo direito e continuará em tratamento até momentos antes do jogo. Caso esteja apto, será titular.


O ADVERSÁRIO
Aproveitar os espaços

Mesmo envolvido nas disputas da Copa do Brasil e da Copa Libertadores, o Flamengo deve entrar com força máxima hoje, diante do Atlético. A delegação veio direto de São Paulo – onde venceu o Corinthians por 1 a 0, quarta-feira, no Itaquerão, pela Copa do Brasil – para Belo Horizonte para evitar maior desgaste dos atletas. O desfalque será o armador Diego, que cumprirá suspensão pelo terceiro cartão amarelo. Nesse caso, o ex-cruzeirense De Arrascaeta, que já marcou seis vezes contra o Galo, continuará como titular no meio-campo. Na visão do uruguaio, o Fla tem de explorar os erros do adversário para sair da capital mineira com a vitória: “O time começou muito bem no Brasileiro. O time é forte e o grupo é bom. Acho que podemos sair com os três pontos, tentar aproveitar os espaços que o time deles deixa e não tomar gol”.

FICHA TÉCNICA
Atlético x Flamengo

Atlético: Victor; Guga, Réver, Igor Rabello e Patric; Adílson (Zé Welison), Elias, Cazares, Nathan e Chará; Ricardo Oliveira
Técnico: Rodrigo Santana
Flamengo: Diego Alves, Pará, Leo Duarte, Rodrigo Caio e Renê; Wilian Arão, Cuéllar, Éverton Ribeiro, De Arrascaeta e Bruno Henrique; Gabriel
Técnico: Abel Braga
5ª rodada da Série A do Brasileiro
Estádio: Independência
Horário: 19h
Árbitro: Paulo Roberto Alves Júnior (PR)
Assistentes: Ivan Carlos Bohn e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)
VAR: Adriano Milczvski (PR)
TV: Pay-per-view

ATLETICANAS...
CAMISA NAS LOJAS DO CLUBE

Lançado pela marca francesa Le Coq Sportif, o novo uniforme do Atlético começou a ser vendido ontem nas lojas oficiais do clube. Durante todo o dia, a venda foi movimentada, com boa presença de torcedores à procura da nova camisa. As peças chegaram às lojas com o mesmo preço da coleção da Topper, ex-fornecedora alvinegra. As masculinas serão vendidas a R$ 259,99, enquanto cada camisa feminina sai a R$ 229,99. A parceria com a Le Coq terá duração de dois anos e tem como curiosidade a junção dos galos: tradicional mascote do clube e a logomarca da fornecedora.

Prêmio para Rui Costa
O diretor de futebol Rui Costa foi escolhido o melhor executivo de futebol de 2018 pelo Conselho de especialistas do Conafut (Conselho Nacional de Futebol). O prêmio é relativo ao desempenho pela Chapecoense até o meio do ano e pelo Athletico, clube pelo qual ele venceu a Copa Sul-Americana em dezembro. Na escolha, Rui Costa teve 42% dos votos e venceu Alexandre Matos, do Palmeiras, e Marcelo Djian, do Cruzeiro.


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