Cruzeiro e Atlético vão começar a viver a emoção dos mata-matas a partir desta quarta-feira. Os azuis pela Libertadores, onde vão enfrentar o River Plate, e Copa do Brasil, começando pelo Fluminense, hoje, no Maracanã, às 21h30. Pela mesma competição, os alvinegros enfrentam o Santos, no Independência, às 19h15, e, depois da eliminação vergonhosa da Libertadores, vão enfrentar o Unión La Calera-CHI pela Sul-Americana, a Segunda Divisão da Copa Libertadores. O Cruzeiro tem um grupo forte, mas, segundo Thiago Neves, a equipe não está rendendo o que dela se espera. É verdade: O Cruzeiro voou contra adversários fracos e de qualidade duvidosa e teve dificuldades contra todos os grandes que enfrentou até agora: Atlético, Flamengo e Internacional. Vejam, senhoras e senhores, o motivo de eu não gostar dos campeonatos estaduais. Estamos no mês 5 do ano e o Cruzeiro só jogou contra três equipes grandes até agora. Não teria sido melhor ter jogado uma competição mais forte, de igual para igual com seus pares? O Galo, igualmente, só enfrentou Cruzeiro e o Palmeiras, este, pelo Brasileirão, levando uma sapecada no Mineirão.
Falando do Cruzeiro, eu o vejo como candidato aos títulos que vai disputar. Tem um dos grupos mais fortes do país, porém, não tem convencido contra os também grandes. É sabido que o técnico Mano Menezes, há mais de dois anos no comando da equipe, joga futebol feio e pobre. Não esperem goleadas com ele, pois nunca soube jogar assim. É aquele futebol pragmático, onde primeiro se defende e depois, se possível, ataca. Deu certo nas duas últimas Copas do Brasil, mas é um futebol feio.
O Galo, contra o Santos, mesmo no Horto, tem poucas chances. O time é limitado, com alguns jogadores rendendo abaixo do esperado. A equipe carece de reforços. Vale dizer que o novo diretor de futebol, Rui Costa, ficou no Grêmio por seis anos e, no período em que esteve lá, o time gremista não ganhou absolutamente nada. Tão logo saiu, o Grêmio ganhou Copa do Brasil e Libertadores. Talvez, apenas uma coincidência.
Sidão
Como não tive a oportunidade de escrever sobre o caso envolvendo o goleiro Sidão, do Vasco, digo que foi lamentável o que aconteceu, sob todos os aspectos, principalmente pela humilhação de um ser humano. As redes sociais se tornaram armas do ódio dos fracassados e frustrados. Porém, faltou por parte do departamento de esportes da TV Globo alguém de pulso para determinar que o troféu não fosse entregue. Quando trabalhei na Globo, por 10 anos, tive como chefes Michel Laurence, Hedil do Vale Júnior, Armando Nogueira e Alberico Souza Cruz, jornalistas de verdade, do mais alto nível. Com eles no comando, essa humilhação a Sidão jamais teria acontecido. E só para refrescar a memória dos odiosos, antes que queiram me detonar, eu pedi demissão por não concordar com a política adotada na Globo de BH.
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