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Estado de Minas

Evolução alvinegra

Mesmo longe do ideal esperado pela Massa, Atlético está mais organizado e competitivo sob o comando de Rodrigo Santana, como afirmam os próprios jogadores


postado em 03/05/2019 05:12

A organização tática que Rodrigo Santana implantou no Atlético melhorou o desempenho da equipe, que está com 100% de aproveitamento nas duas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro(foto: Fotos: Bruno Cantini/Atlético)
A organização tática que Rodrigo Santana implantou no Atlético melhorou o desempenho da equipe, que está com 100% de aproveitamento nas duas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro (foto: Fotos: Bruno Cantini/Atlético)


As conversas da diretoria do Atlético para a busca de novo treinador terão sequência nos próximos dias, mas a bola da vez no clube é justamente o interino Rodrigo Santana, de 36 anos. Com a incumbência de comandar a equipe até a chegada do novo comandante, o paulista de Santos se tornou o principal responsável pela ascensão alvinegra ao grupo dos líderes do Campeonato Brasileiro, depois de duas vitórias consecutivas contra Avaí e Vasco, ambas por 2 a 1. Os bons resultados amenizaram a pressão da torcida e garantem mais tranquilidade e confiança ao grupo de jogadores, que foram duramente criticados por causa da perda do título mineiro e da eliminação na Copa Libertadores.

Apesar da mudança de postura da equipe, a cúpula atleticana mantém o discurso de procurar um profissional mais experiente e descarta, por enquanto, a efetivação de Rodrigo. Entre os diretores, há um temor de que o clube repita o erro do ano passado, quando manteve Thiago Larghi no comando e depois teve de demiti-lo diante do risco de a equipe não se classificar à Copa Libertadores.

Rodrigo dirigiu o Galo em cinco jogos, com duas vitórias, um empate e duas derrotas – aproveitamento de 46,6%. A ideia da diretoria é aproveitar mais a bagagem de Rodrigo Santana no time principal. Então técnico do time Sub-20, o interino deve fazer parte da comissão técnica fixa alvinegra, atuando diretamente com os jogadores, preparando os treinos e auxiliando o futuro treinador no diálogo com o grupo.

O treinador se coloca à disposição do clube para atuar em qualquer função: “Quero ajudar o Galo da melhor forma. Se a diretoria achar que tenho que permanecer (no comando do time principal) ou ficar como auxiliar ou retornar para o Sub-20, quero estar com a consciência tranquila. O grupo está respondendo muito bem. Vim na intenção de poder ajudar o Galo. Trabalhei oito anos como treinador profissional em clubes menores. Agora vejo a dimensão do Atlético. A facilidade para obter informações também facilita meu trabalho”.

Sem muito tempo para treinar a equipe, ele usou as atividades na Cidade do Galo para tentar melhorar o rendimento do setor defensivo, muito criticado pela torcida por tomar gols em excesso desde quando Levir Culpi era o treinador. Adepto da exibição de vídeos dos adversários, ele diariamente repassa com todo o grupo os conceitos táticos a serem explorados nos treinos. O interino mudou o esquema tático de 4-2-3-1 para 4-1-4-1, conseguiu dar melhor proteção à retaguarda e ajustou as linhas de marcação.

O treinador interino ganhou elogios do grupo nos últimos dias. “A gente vinha de perda do Estadual e desclassificação na Libertadores e, por isso, temos de ressaltar o trabalho do Rodrigo, que resgatou a confiança de todos e organizou a equipe, algo que estávamos precisando. O torcedor precisa continuar acreditando no nosso trabalho. A gente sabe que, com a ajuda deles, seremos mais fortes”, ressalta o lateral-esquerdo Fábio Santos.

O meia-atacante Luan aprova a metologia de trabalho usada pelo atual técnico: “Ele é um cara inteligente, calmo, que observa, sabe trabalhar e precisa de sequência, com resultados positivos. Temos que melhorar cada vez mais. Ele tem tudo para ser um dos melhores treinadores do futebol brasileiro”.

AJUSTES De qualquer forma, Rodrigo Santana terá de trabalhar vários pontos para melhorar a postura da equipe, que ainda tem dificuldades na criação de jogadas no setor ofensivo – principal armador da equipe, Cazares está fora do time por contusão – e na cobertura defensiva dos laterais. Ele vai preparar o Galo para tentar vencer o Ceará amanhã, às 21h, em Fortaleza, e o Zamora, terça-feira, às 19h15, em Barinas, na despedida da Libertadores – se vencer na Venezuela, o time mineiro conquista o terceiro lugar no Grupo E e garante vaga na Copa Sul-Americana.


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