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Estado de Minas

A festa das estrelas do tri

A comemoração do título da Superliga do Minas começou ainda em Uberlândia, teve uma pausa no aeroporto de Congonhas, e terminou com recepção de gala na Rua da Bahia


postado em 28/04/2019 05:07

De Confins, as jogadoras foram de ônibus para o quartel do Corpo de Bombeiros, no Bairro Funcionários, e desfilaram em carro aberto até a sede da Rua da Bahia, onde foram recebidas pela torcida e homenageadas pelo clube(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
De Confins, as jogadoras foram de ônibus para o quartel do Corpo de Bombeiros, no Bairro Funcionários, e desfilaram em carro aberto até a sede da Rua da Bahia, onde foram recebidas pela torcida e homenageadas pelo clube (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Enviado especial a Uberlândia

Uma recepção de gala. Foi assim a chegada do Minas ontem a Belo Horizonte, depois da conquista do título da Superliga Feminina de Vôlei – o terceiro título do clube na história da competição. O título veio com vitória sobre o Praia Clube por 3 a 1, em Uberlândia, fechando a série melhor de três em 2 a 0. Na chegada a BH, desfile em caminhão do Corpo de Bombeiros, uma tradição de grandes conquistas do esporte mineiro, recepção na porta do clube pelos sócios e torcedores, um almoço especial com culinária brasileira, italiana e francesa, homenagens do clube e um show com a banda Mary Pops.


Na verdade, o que as meninas do vôlei viveram desde a vitória no Sabiazinho, pode ser considerado uma festa de arromba. Tão logo terminou a solenidade de premiação pelo título, por volta de 1h30 de ontem, começaram as comemorações. Do Sabiazinho, elas foram levadas para o Deck 2130, uma casa de shows com música sertaneja, convidadas por uma cervejaria local.


E a festa foi completa. A música, aliás, é a preferida da maioria das campeãs, que se esbaldaram em dançar, pular, apreciar os tira-gostos oferecidos, além da boa cerveja. Além de dançarem muito, algumas surpresas aconteceram na festa, como quando a meio de rede e capitã do time, Carol Gattaz, subiu ao palco e assumiu o microfone. Puxou quatro músicas, todas sertanejas. Uma delas, Boate Azul, fez questão de dedicar ao ex-presidente do clube, hoje presidente do Conselho Deliberativo, Sérgio Bruno Zech Coelho, que está sempre presente nas decisões. E ele surpreendeu, pois, ao ouvir o início da música, levantou-se de onde estava e recebeu um outro microfone, fazendo dueto com a jogadora. As companheiras aproveitaram para zoar Gattaz, como Mara. “Taí... Quando parar, vai ser cantora sertaneja, e eu, a empresária dos shows dela.”



Cochilo em Congonhas

A festa foi até quase o amanhecer. Terminou às 4h, com as jogadoras indo para o hotel, onde apenas tomaram banho e rumaram para o aeroporto. Ninguém dormiu. Tudo parecia perfeito. A alegria, contagiante, estava no ar. A viagem de retorno tinha escala em São Paulo. Todas queriam chegar logo. A primeira parte saiu melhor que a encomenda, pois o voo, que estava cheio, saiu com 10 minutos de antecedência.


As meninas, por uma hora, parecem ter se desligado da tomada. Aproveitaram para tirar um cochilo. Tão logo o avião pousou, elas estavam acesas novamente, mas, desta vez, por pouco tempo, pois, tão logo chegaram ao salão de embarque, para a continuidade da viagem, veio a notícia ruim. O avião que viria de Porto Alegre e depois seguiria para BH estava atrasado, por conta de problemas, não explicados, na capital gaúcha.


As jogadoras permaneceram juntas e procuraram um canto do aeroporto para relaxar. Mas com a notícia de que não havia uma hora determinada para o voo partir, bateu o cansaço. “Afinal de contas, ninguém dormiu ainda”, disse a sempre falante Mara.


Aos poucos, elas foram se ajeitando nas cadeiras, mas algumas não resistiram. Deitaram no chão e dormiram ali mesmo, casos de Natália, Gattaz, Ciça, Lara, Bruna Honório. Foram quatro horas angustiantes de espera. Todas estavam ansiosas para chegar a BH e reencontrar a torcida, que já tinha avisado que as estaria aguardando.


Na longa espera, Gabi teve momentos de reflexão. “Olha, já conquistei seis títulos da Superliga. Cinco com o Rio e um com o Minas. Estou muito feliz com esta conquista, pois queria muito ser campeã com uma equipe da minha terra. Eu tinha colocado isso como meta em minha chegada ao clube. Consegui. Não foi sozinha, mas com a ajuda de todas as minhas companheiras.”


Natália e Gattaz despertam e, ao ouvir a conversa, também fazem contas. “Olha, já ganhei cinco títulos, três com o Rio, um com Osasco e agora com o Minas”, diz a primeira. Gattaz também faz sua contabilidade: “Com esse, já tenho quatro. Foram dois com o Rio, um com Osasco e agora com o Minas. Quero mais.” Bruna Honório, que tinha ido comparar um café, na tentativa de manter-se acordada, chega e diz: “Também tenho quatro, três com o Rio e este agora. Estou muito mais feliz com este contra o Praia.” “Mara tem três!”, grita a meio de rede de longe.


Mas se as quatro, já experientes, festejavam, imagine as que foram campeãs pela primeira vez. São os casos da líbero Leia e da meio de rede Mayane. Leia, sempre fria, desta vez estava eufórica. “Sempre sonhei com este momento. E foi de maneira sofrida. No quarto set, veio a ansiedade. Só falta mais esse para sermos campeãs. Tínhamos uma boa vantagem, de seis pontos. Mas elas foram tirando e passaram na frente. Mas nós fomos buscar. Acho que foi por causa, justamente, da ansiedade.”


A temporada 2018/2019 significa uma virada na carreira de Mayane, de apenas 22 anos. Ela começou no Botafogo, junto com a irmã, Maryene. Foi convocada em 2016 para a Seleção Brasileira Sub-23 e destacou-se no Sul-Americano. Foi quando o Minas a contratou. “No início da temporada, não podia imaginar que seria agora. Queria muito ser campeã, como disputar o Mundial e o Sul-Americano. A temporada foi de realizações. Mas confesso que o título da Superliga era apenas um sonho quando a competição começou.”


Finalmente, o avião levanta voo em São Paulo, às 12h30. Novamente, a hora de viagem para Confins foi tempo para aproveitar e descansar mais um pouco. A delegação desembarcou e foi direto para o Iº GI do Corpo de Bombeiros, no Bairro Funcionários, onde um caminhão esperava para começar o desfile em direção à sede da Rua da Bahia. E por onde passaram, foram ovacionadas e aplaudidas. Enfim, o Minas está novamente em casa.

Nova temporada

Com a taça na mão, o Minas começa a se preparar para a próxima temporada. Com a ida de Gabi e Natália para a Turquia, o clube já busca reforços para defender o título.Um deles é a ponteira venezuelana Acosta, que estava jogando na Itália. A meio de rede Tahísa não foi anunciada oficialmente, mas é quase certo que já tenha acertado com o Minas.
O técnico italiano Stefano Lavarini também se despediu. Vai treinar a Seleção da Coreia do Sul e, talvez, um clube italiano. Ele mesmo indicou seu sucessor e compatriota, Nicola Negro. E para as jogadoras que permanecem no grupo, independentemente do treinador, o desejo de todas é conquistar novamente o título.


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