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Reencontro com a vitória

A atuação esteve distante de ser brilhante, mas os 2 a 1 sobre o Avaí tiraram um peso das costas de jogadores e comissão técnica depois de quatro jogos sem vencer. Desta vez, o VAR ajudou


postado em 28/04/2019 05:07

Ricardo Oliveira comemora com os companheiros o gol que deu a vitória ao Atlético contra o Avaí (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Ricardo Oliveira comemora com os companheiros o gol que deu a vitória ao Atlético contra o Avaí (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

 

A estreia do Atlético no Brasileiro, ontem à noite, no Independência, foi cercada de expectativas. Não aquela ansiedade natural de um começo de campeonato, mas para saber qual seria o comportamento da torcida alvinegra, irritada com a perda do Mineiro para o arquirrival, Cruzeiro, a eliminação precoce na Libertadores e o futebol abaixo da crítica. O fim de tarde foi marcado por protestos, faixas – Cazares e a diretoria foram os principais alvos – e parte das organizadas se recusando a entrar no Independência.


Os pouco mais de 10 mil torcedores que entraram no estádio mostraram a insatisfação, mas não negaram apoio. Vaiaram, cobraram raça, mas souberam motivar o time na hora certa. Em campo, os jogadores retribuíram, dominaram a posse de bola no primeiro tempo e venceram o Avaí por 2 a 1, pela primeira rodada da Série A. Não foi um futebol de encher os olhos, o time caiu de rendimento no segundo tempo, mas o resultado traz um pouco de tranquilidade ao Galo depois de uma sequência de quatro jogos sem vitórias.


“Tem que agradecer, eles vieram, apoiaram. Em relação ao protesto, é natural. A torcida é patrimônio do clube. É a razão deles, direito deles”, comentou o interino Rodrigo Santana, que falou sobre os últimos dias do Galo. “A maior dificuldade foi perder o título da forma que foi e ter que enfrentar o Nacional precisando vencer. A gente sentiu bastante. No vestiário, a gente não tinha digerido. Hoje (ontem), nova competição, fato novo, hora de virar a chave”, disse.


O primeiro tempo foi de um time só. Por mais de 10min, o Atlético chegou a ter mais de 80% de posse de bola (terminou com 75%). Mas o volume não se traduzia em finalizações e gols. O alvinegro parou na retranca montada pelo experiente técnico Geninho. Mesmo dominando, o Atlético teve apenas três finalizações certas no primeiro tempo. O time tentou forçar o ataque pelo lado esquerdo, com Chará, Fábio Santos e Luan, um dos únicos poupados pelas cobranças da torcida, que gritou seu nome em diversos momentos do jogo.


A primeira chance clara foi aos 26min, com Ricardo Oliveira tabelando com Elias, que acertou a rede pelo lado de fora. No fim da primeira etapa, em uma bola que parecia perdida, Geuvânio correu para impedir a bola de sair pela linha de fundo, Paulinho protegeu mal e foi desarmado por Ricardo Oliveira, que acabou sendo derrubado pelo lateral do Avaí. Na cobrança, Fábio Santos cobrou com tranquilidade para abrir o placar.

ÁRBITRO DE VÍDEO

O segundo tempo teve outro protagonista: o árbitro de vídeo, que foi acionado em dois lances de gols. No primeiro, aos 4min, o árbitro Rodolpho Marques recebeu orientação da sala do VAR para validar o gol do paraguaio Brizuela, que estava na mesma linha da defesa atleticana ao receber o lançamento e tocar com a ponta da chuteira na saída de Victor, que ainda se chocou com o atacante. Depois de algum tempo, o árbitro validou o gol.


Dois minutos depois, Geuvânio fez bela jogada e encontrou Ricardo Oliveira livre para recolocar o Galo na frente. O VAR voltou a ser decisivo aos 19min, ao anular gol de mão feito pelo zagueiro Betão, que não admitiu a infração. Aos 42min, Ricardo Oliveira driblou o goleiro, mas foi atrapalhado por Vinícius. Na continuação do lance, chutou no travessão.


O Atlético parte agora para três jogos fora de casa: encara o Vasco quarta-feira, às 21h30, em São Januário, e depois o Ceará, pelo Brasileiro. Pela Libertadores, terá confronto decisivo com o Zamora, na Venezuela, em briga direta por vaga na Sul-Americana.


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