Conteúdo para Assinantes

Continue lendo ilimitado o conteúdo para assinantes do Estado de Minas Digital no seu computador e smartphone.

price

Estado de Minas Digital

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas digital por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Estado de Minas

Confiança na ida, alegria na volta


postado em 27/04/2019 05:13

O Sabiazinho ficou lotado, com a torcida local sendo maioria, mas os torcedores do MTC também marcaram presença(foto: Cleiton Borges/Esp. para o EM)
O Sabiazinho ficou lotado, com a torcida local sendo maioria, mas os torcedores do MTC também marcaram presença (foto: Cleiton Borges/Esp. para o EM)


Uberlândia – Como explicar a paixão por um time? Pois, ontem, 64 pessoas, de variadas idades – de 15 a 60 anos –, deram um exemplo. Elas deixaram BH pela manhã, em ônibus cedido pelo Minas, rumo a Uberlândia, para acompanhar o time do coração. Na bagagem, a confiança na conquista do terceiro título da Superliga 17 anos depois do último troféu.

Os 630 quilômetros foram cumpridos em nove horas, com parada de uma hora para o almoço, em Nova Serrana. O grupo chegou a Uberlândia por volta das 17h e a estratégia para não mostrar que estavam na cidade foi se esconder numa rua próxima ao Sabiazinho. “A gente não podia fazer barulho. A surpresa é a nossa arma”, dizia Euler Máximo da Silva, estudante de 17 anos. Também na torcida do ônibus estavam o recepcionista Vinícius Gonçalves, de 28, e a estudante de engenharia Katchelly Adriana Teixeira Mullerchel, de 28. Eles se mostravam empolgados e certos da vitória.

A viagem, segundo eles, foi decidida no domingo, ainda no Mineirinho. “Quando o Minas ganhou o primeiro jogo, decidimos que tínhamos de vir ao Triângulo. Logo depois da partida. Aí, ficamos sabendo que o Minas iria disponibilizar um ônibus. Fomos ao clube, nos inscrevemos e aqui estamos”, contou Vinícius. O entusiasmo e a certeza na vitória deram o tom. “Somos poucos em relação à torcida do Praia, que será maioria no ginásio, mas no fim vamos fazer mais barulho”, profetizou Katchelly que, no fim, comemorou: “Viemos aqui, numa viagem dura. Torcemos como sempre fizemos e voltaremos para casa, satisfeitos, com uma bela vitória e o sonhado título”.

AMOR AO ESPORTE A cidade que um dia respirou futebol (em 1984, o Uberlândia foi vice-campeão brasileiro da Segunda Divisão) e depois se tornou a capital mineira do basquete  – com a conquista do Brasileiro de 2004 e do Sul-Americano de 2005 –, agora vive o vôlei. Nos últimos três anos, o Praia se consolidou no cenário nacional,  terminando a Superliga entre os primeiros. Em 2016, ficou com o vice-campeonato. Na temporada seguinte, foi o terceiro colocado. No ano passado, o sonhado título. E nesta edição, novamente subiu ao pódio, como vice-campeão.

Por tudo isso, a segunda partida da final da Superliga foi um grande evento em Uberlândia. O Praia montou uma feira de gastronomia do lado de fora do Sabiazinho. Como num grande barzinho, mesas e cadeiras espalhadas. De tira-gosto, pão com linguiça, pastéis de carne, queijo, frango, pizza e palmito. Também quibe, coxinha, empadas de frango e palmito, além de porções de batata frita. Tudo regado a uma boa cerveja artesanal – eram oito marcas diferentes, todas produzidas na região.

Uma dupla tocava música popular brasileira e um telão foi montado para quem não conseguiu ingresso para entrar no ginásio. Independentemente do resultado, o vôlei foi motivo de festa, ontem à noite, na cidade. 



Publicidade