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Estado de Minas

Humor bastante instável


postado em 12/04/2019 05:06



A quinta passagem de Levir Culpi pelo Atlético foi marcada por momentos de bipolaridade em suas várias entrevistas coletivas. Acostumado a usar frases de efeito e bem-humoradas, que normalmente incluem temas como política e educação e se transformam em manchetes nos noticiários, o treinador constantemente alternou discursos irônicos com palavras duras e períodos de impaciência no contato com os jornalistas, muitas vezes deixando de explicar os fatos ou omitindo alguma informação sobre a equipe.

Segundo o próprio Levir, a mudança de comportamento nas entrevistas ocorreu justamente pela instabilidade alvinegra dentro das quatro linhas. “Quando eu vou ao velório, eu não faço piadas. É isso (a resposta)”, disse o treinador em entrevista em 15 de março, dois dias depois da derrota para o Nacional-URU por 1 a 0, em Montevidéu, a segunda em duas partidas pela Libertadores.

Por várias vezes, Levir optou por esconder os pontos fracos do time alvinegro. Recentemente, depois da vitória difícil sobre o Zamora por 3 a 2, pela Libertadores, ele se irritou ao ouvir uma crítica pontual sobre as falhas no sistema defensivo. “A bola aérea é o lance mais difícil do jogo, você sabia disso também? Eu acho que você foi muito duro, e acho que não é isso tudo. Respeito sua posição, mas você está equivocado”.

Com a chegada do lateral-direito Guga nesta temporada, o treinador foi muitas vezes questionado sobre o motivo pelo qual o jovem não era titular no lugar do questionado Patric. Em praticamente todas as respostas, Levir usou a ironia e se absteve de responder o motivo pela não escolha do novato: "Eu não gosto do Guga, cara. Ele é chato. Não gosto dele, acho que joga mal. Eu estou pondo ele só porque não tinha outro lateral mesmo. Mas somos Guga. Somos Guga”.

Em outra ocasião, ele foi perguntado por um jornalista uruguaio depois do jogo contra o Nacional o porquê de não dar chance ao armador David Terans. O comandante novamente se irritou com a pergunta: “O motivo foi que eu pensei outras coisas, tá? Se você pensa que o Terans tem que jogar, eu pensei que ele não tinha. Foi por esse motivo que ele não jogou”. Na mesma noite, ele também deu uma dura num repórter que havia perguntado sobre a queda de rendimento da equipe no segundo tempo das partidas. “Isso eu posso até concordar. E daí?”, limitou-se a responder o técnico.

Quando foi perguntado sobre o que poderia fazer para melhorar a marcação no meio-campo, Levir deu outra vez uma resposta seca: “É fazer mágica. Temos que montar um sistema com a participação de todos”.

gargalhadas Levir também não deixou de lado o bom humor em várias ocasiões. Neste mês, ele brincou com o expressivo número de 400 jogos do goleiro Victor pelo clube: “O Victor tem mais jogos que eu? Não acredito. Vou ter de tirar ele do time para passar ele (risos)”.

Ao comemorar a classificação à pré-Libertadores, depois da difícil vitória sobre o Botafogo por 1 a 0, pela última rodada do Brasileiro, Levir novamente usou tom de humor: “Não falei que ia ser fácil? Todo mundo viu. Tem que ter essa sofrência. Não sei quem escreveu isso. Acho que fui eu (risos)”.


Altos e baixos

“O Victor tem mais jogos que eu? Não acredito. Vou ter de tirar ele do time para passar ele”
Em coletiva, às vésperas de o goleiro completar seu 400º jogo pelo Atlético

“Quando eu vou ao velório, eu não faço piadas. É isso”
Em entrevista dois dias depois da derrota para o Nacional, em Montevidéu

“Não falei que ia ser fácil? Todo mundo viu. Tem que ter essa sofrência. Não sei quem escreveu isso. Acho que fui eu”
Quando o Atlético confirmou a classificação à pré-Libertadores, ano passado

“Eu não gosto do Guga, cara. Ele é chato. Não gosto dele, acho que joga mal”

Em resposta sobre o motivo para não escalar Guga no lugar de Patric


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