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Estado de Minas

Difícil acreditar

Atlético é goleado pelo Cerro, no Paraguai, e precisará de 100% nos dois próximos jogos, além de secar o Nacional, para garantir vaga nas oitavas de final da Copa Libertadores


postado em 11/04/2019 05:07

Galo abriu o placar aos 18min, mas foi acuado pelos donos da casa e levou quatro gols ainda no primeiro tempo. Levir Culpi diz não ter visto falhas gritantes(foto: JORGE SAENZ/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)
Galo abriu o placar aos 18min, mas foi acuado pelos donos da casa e levou quatro gols ainda no primeiro tempo. Levir Culpi diz não ter visto falhas gritantes (foto: JORGE SAENZ/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)



 

ASSUNÇÃO – “Foi meio estranho, deu uma pane no time.” Assim o técnico Levir Culpi descreveu a atuação do Atlético no primeiro tempo do jogo contra o Cerro Porteño, ontem à noite, no Estádio General Pablo Rojas – conhecido como La Nueva Olla Azulgrana –, em Assunção, no Paraguai, pela quarta rodada do Grupo E da Copa Libertadores. O alvinegro abriu o marcador aos 18min de partida e viu a vantagem ruir num espaço de 12 minutos: aos 31, sofreu o empate; aos 34, a virada; aos 36, a derrota virou goleada; e, aos 43, o placar foi selado.

A derrota complicou ainda mais a situação atleticana no torneio continental. O Cerro chegou aos 12 pontos e garantiu passagem antecipadamente às oitavas de final. Em segundo, o Nacional, que também ontem derrotou o Zamora por 1 a 0, no Parque Central, em Montevidéu, gol do atacante Bergessio, e chegou aos 9 pontos. O Galo está em terceiro, com 3. Lanternas, os venezuelanos seguem sem pontuar e estão eliminados.

Agora, o Atlético precisa ganhar os dois jogos que lhe restam e torcer para que os uruguaios não pontuem. Para levar a segunda vaga, ainda tem de tirar a diferença no saldo de gols. Levir disse acreditar na missão que, para muitos, é impossível. “Por que não? Tudo pode acontecer. Quem esperava este resultado?”, questionou, referindo-se à goleada sofrida para o Cerro.

Para o treinador, “coisas estranhas” ocorreram. “O time realmente fez um primeiro tempo abaixo da média, eles marcaram quatro gols em 15 minutos, uma coisa muito estranha”, afirmou Levir, que terá de elevar o moral do grupo para a decisão do Campeonato Mineiro. O primeiro duelo, contra o Cruzeiro, será domingo, às 16h, no Mineirão, com mando celeste. O comandante alvinegro manda um recado ao torcedor: “O passado já foi, não tem como mudar. A gente tem concentrar no próximo jogo. É o momento da reação. Quem não acredita no Atlético, nem precisa de ir ao jogo contra o Cruzeiro. Por que não podemos vencer?” .

Ele entende que a pressão é inerente ao futebol: “Quem não consegue controlar isso, não consegue trabalhar com futebol. Temos uma oportunidade de nos recuperar. E é no próximo jogo. Vamos tentar dar a resposta em campo, melhor do que ficar falando”. Por fim, saiu em defesa dos jogadores, ao comentar as falhas que resultaram nos gols do Cerro: “Estamos em campo, sujeitos a falhar. Os quatro gols não foram de falha ridícula da defesa, o adversário teve mérito”.

ROCK O ambiente antes da partida dava a tônica do que os donos da casa tentariam fazer em campo. Nas arquibancadas, os torcedores eram embalados por rock’n roll dos anos 1990 e pelo animado locutor, que, cinco minutos antes de a bola rolar, gritava em alto e bom som: “Hoje o Cerro joga, c***”. A empolgação da torcida contagiou o Ciclón. Mas, depois que o Galo abriu o placar, com Ricardo Oliveira, o rock deu lugar a uma versão castelhana de Sinais, música que se eternizou na voz de Zé Ramalho. O ritmo mais lento da canção não foi reproduzido pelos jogadores paraguaios. Tanto que, num intervalo de menos de cinco minutos, eles não apenas viraram, como abriram vantagem de dois gols no placar. Aos 31, Acosta cobrou falta por baixo da barreira e enganou Victor. Aos 34, Carrizo, após bela jogada de pivô, bateu de chapa, colocado, no canto esquerdo do goleiro atleticano. Dois minutos depois, Cáceres apareceu na área e encheu o pé: 3 a 1.

Aos 43, quando surgiam os primeiros gritos de “Olé”, Victor saiu mal do gol para tentar antecipar Larrivey, o atacante ganhou a jogada (sem falta, no entendimento da arbitragem) e só empurrou para o fundo das redes: 4 a 1. Estava decretada a segunda pior goleada do Atlético na Libertadores, superada apenas pelos 4 a 0 para o Bolívar, da Bolívia, na edição de 2000, no Estádio Hernando Silles.


FICHA TÉCNICA
CERRO PORTEÑO 4 x 1 ATLÉTICO
Cerro Porteño: Muñoz; Escobar, Marcos Cáceres, Amorebieta (Espínola, intervalo) e Marcos Acosta Rojas (Saiz 17 do 2º); Villasanti, Victor Cáceres, Aguilar e Carrizo; Nelson Haedo Valdéz e Larrivey (Churín 28 do 2º)
Técnico: Fernando Jubero
Atlético: Victor; Guga, Leonardo Silva, Igor Rabello e Fábio Santos; Adilson, Elias (Nathan 30 do 2º), Luan (Chará 14 do 2º), Cazares (Vinícius 16 do 2º) e Maicon Bolt; Ricardo Oliveira
Técnico: Levir Culpi
4ª rodada do Grupo E da Libertadores
Estádio: General Pablo Rojas
Gols: Ricardo Oliveira 18, Acosta 31, Carrizo 34, Victor Cáceres 36 e Larrivey 43 do 1º
Árbitro: Wilmar Roldán (COL)
Assistentes: Alexander Guzmán e Dionisio Ruiz (COL)
Cartão amarelo: Espínola, Maicon Bolt e Aguilar
Público: 26.992


ANÁLISE DA NOTÍCIA
Choque de realidade

A realidade bateu de novo à porta do Atlético. Em 2019, foram várias as ocasiões em que o desempenho em campo deu a exata noção do quão longe o time pode ir na Libertadores. Matematicamente, há chance de classificação, mas sem consistência é complicado buscar apoio nos números. Os apertos que o Galo passou na pré-Libertadores, os erros mostrados nos dois jogos contra o Cerro, em BH e em Assunção; e diante do Nacional, além do sufoco contra o Zamora, no Mineirão, não foram ao acaso. Não dá para justificá-los com a batida frase de que não há mais bobo no futebol. Se seguir essa linha, o bobo da história corre o risco de ser, justamente, o Atlético. (Kelen Cristina)


Grêmio e Palmeiras se dão bem

Os brasileiros que atuaram como mandantes ontem à noite, na Copa Libertadores, conseguiram vencer. Em Porto Alegre, o Grêmio conquistou a primeira vitória no torneio: 3 a 1 sobre o Rosario Central, pelo Grupo H. O time gaúcho poderia ser eliminado com combinação de resultados, mas com o triunfo ganhou fôlego. Substituto de Luan, afastado pelo técnico Renato Gaúcho para recuperar a forma, Jean Pyerre foi um dos destaques, abrindo o placar e dando passe para Leonardo marcar o segundo. Leonardo tambem fez o terceiro gol gremista. Aguirre descontou para os argentinos. A vitória na Arena do Grêmio deixa o tricolor vivo, mas ainda dependente de 100% para avançar. O próximo jogo é diante do Libertad, fora de casa – ontem, os paraguaios bateram a Universidad Catolica por 3 a 2.

No Allianz Parque, jogadores do Palmeiras cogitaram a possibilidade de não entrar em campo em retaliação à violência sofrida a caminho do estádio: torcedores atiraram pedras e garrafas no ônibus que levava a delegação. Vidros se quebraram, mas ninguém ficou ferido. Mais cedo, as paredes do clube amanheceram pichadas com protestos contra o time e Leila Pereira, dona da Crefisa. Em campo, goleada por 3 a 0 sobre o Junior Barraquilla, pelo Grupo F, gols de Deyverson, Dudu e Hyoran, que não comemoraram com a torcida.

Pela Chave G, liderada pelo Athletico, o Boca Juniors goleou o Jorge Wilstermann, na Bombonera, por 4 a 0. Pela C, o Sporting Cristal venceu a Universidad de Concepción por 2 a 0, em Lima.


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