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Estado de Minas

Alegria em meio ao sofrimento


postado em 04/04/2019 05:08

Sete venezuelanos, que vivem em BH há dois meses, acompanharam a partida no Gigante da Pampulha(foto: Ivan Drummond/EM/D.A Press)
Sete venezuelanos, que vivem em BH há dois meses, acompanharam a partida no Gigante da Pampulha (foto: Ivan Drummond/EM/D.A Press)


Um pouco de alegria em meio a uma tristeza profunda. Foi isso o que o venezuelano Zamora proporcionou a um pequeno grupo de refugiados daquele país, que chegou a Belo Horizonte há apenas dois meses vindo de Boa Vista, Roraima, onde estava, fugindo do regime de Nicolás Maduro. Ver um time de seu país atuar no Mineirão, estádio que sediou partidas de Copa do Mundo, e ainda marcar gols, foi demais, mesmo com o resultado não sendo a vitória ao fim dos 90 minutos.

O técnico em segurança industrial Edmundo Cavas, de 42 anos; seu filho, Armando Cavas, de 18; o administrador Rider Serpa, de 20; o garçom Francisco Rodrigues, de 18; o auxiliar contábil George Luís Requis, de 32; o pedreiro Jose Raimundo, de 37; e o motorista Jose Ramón, de 32; estão entre os 36 venezuelanos que vieram para a capital mineira com a ajuda da Igreja da Boa Viagem, que lhes dá abrigo a comida; da Ação Social Arquidiocesana de BH (Providens) e do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR).

Para eles, foi uma noite de sonho. “A maior alegria que tivemos desde que chegamos ao Brasil”, diz Armando, arriscando, antes do jogo, triunfo do Zamora por 2 a 0. Seu pai sonhava mais alto: goleada por 3 a 0.

Comemoraram o primeiro gol sem acreditar muito. No segundo, não se contiveram. Vibraram enlouquecidos. Pareciam até brasileiros festejando gol de seu time. Deixaram uma certeza: futebol é paixão em qualquer lugar.

FAMÍLIA
Entre as histórias, todas tocantes, a de Edmundo, que veio com Armando, mas deixou a esposa, de 43 anos, e dois filhos, de 18 e 26, além de pais e irmãos em Caracas. “Falo com eles por rede social, mas é só. Minha expectativa é conseguir emprego e trazer todos para BH”, conta. Ele já fez entrevista na Massas Vilma e está esperançoso em conseguir a vaga. O filho também busca emprego. Cursou até a quinta série. “Tive de parar. Penso em conseguir emprego e voltar a estudar.” Ele fez entrevista na Fiat e espera ser chamado nesta semana.


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