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Com a cara do Galo

Atlético faz a torcida sofrer com derrota parcial para o Zamora, no Mineirão, mas vira no segundo tempo, conquista primeiro triunfo na Libertadores e deixa a lanterna do grupo


postado em 04/04/2019 05:08

Vinícius desviou chute de Ricardo Oliveira e saiu de campo como autor do segundo gol atleticano(foto: Fotos: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Vinícius desviou chute de Ricardo Oliveira e saiu de campo como autor do segundo gol atleticano (foto: Fotos: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)



O outro nome do Atlético é sofrimento. É o que diz o torcedor quando afirma que “se não for sofrido, não é Galo”. Pois isso foi confirmado, mais uma vez ontem, no Mineirão, quando o Atlético venceu o Zamora, da Venezuela, por 3 a 2, de virada, depois de perder o primeiro tempo por 2 a 0. Foi a primeira vitória atleticana nesta edição da Copa Libertadores, em três jogos. O time, que era o lanterna, está agora em terceiro lugar no Grupo E, com três pontos, atrás do líder, Cerro Porteño-PAR (9), e do Nacional-URU (6).

Foi uma noite de sofrimento. Ninguém poderia esperar por isso, ainda mais que o adversário era de um país sem qualquer tradição no futebol e que ainda vive crise política e econômica sem precedentes. O Atlético foi time de dois tempos, com atuação abaixo da crítica na etapa inicial e outro ritmo na fase complementar. O técnico Levir Culpi fez o mea-culpa. “Não sei onde errei, foi o que pensei naquele instante”, disse, referindo-se à derrota parcial.

Ele contou que, no vestiário, vivenciou uma situação inusitada. “Todos estavam calados. Disse pra eles: ‘não quero enumerar problemas. É um jogo difícil de explicar. Temos de mudar nossa postura’. Eles entenderam, assimilaram quando pedi que fizessem o que foi combinado.” Depois, disparou: “Tive sorte, sem dúvida, tive sorte. As mudanças deram certo. Graças a Deus”.

Autor do gol que iniciou a reação atleticana no Gigante da Pampulha, Maicon Bolt confirmou o que disse o treinador. “Ele (Levir Culpi) foi espetacular no intervalo. Chamou a nossa atenção. No fim do primeiro tempo, eles vencendo por 2 a 0, a torcida vaiando, fiquei muito triste. Mas o jogador tem de ter um psicológico muito forte. Tivemos e mostramos a força do grupo”, comentou.

Quem também fez referência à capacidade dos jogadores atleticanos para lidar com situações adversas foi o lateral-esquerdo Fábio Santos, que converteu o pênalti que deu o triunfo ao Galo. Na comemoração, abraçou o lateral-direito Patric, e dedicou o gol ao companheiro: “A comemoração foi do Patric. O gol foi para ele. Temos sofrido nos últimos meses. É complicado jogar com a desconfiança. Você tem de ter personalidade o tempo inteiro. Mas somos experientes, sabemos que temos que lidar com esse tipo de coisa. Então, está todo mundo de parabéns”.

O Atlético volta a campo pela Libertadores na quarta-feira, para enfrentar o Cerro Porteño, em Assunção, às 19h15 (de Brasília). O time não terá o zagueiro Réver, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Antes, entra em campo pelo Campeonato Mineiro: encara o Boa, domingo, às 16h, no Mineirão, pelo segundo jogo das semifinais.

 

 

MUDANÇA A partida contra o Zamora começou como a torcida esperava. Logo aos 2min, Luan cruzou da direita e Maicon Bolt cabeceou, na frente do goleiro, que fez a defesa. Não tinha importância, pensava o torcedor, que cantava empolgado. Só que a história mudou em minutos. Aos 16, a defesa atleticana vacilou em cruzamento da esquerda, Gallardo, de 1,65m, deixou Igor Rabello para trás e apareceu livre para cabecear para as redes.

Mesmo com maior posse de bola, o Atlético não conseguia criar. No fim do primeiro tempo, o quadro piorou, com o segundo gol do Zamora, marcado por Paiva aproveitando que a defesa alvinegra tinha parado pedindo impedimento de Hernández. O desespero na arquibancada foi grande, afinal, o Galo era o lanterna do grupo. Torcedores já especulavam sobre a queda de Levir Culpi quando veio a reção na etapa final.

FICHA TÉCNICA
Atlético 3 X2 Zamora

Atlético: Victor; Guga, Réver, Igor Rabello e Fábio Santos; Zé Welison (Nathan 22 do 2º), Elias (Vinícius 22 do 2º), Luan (Jair 37 do 2º), Cazares e Maicon Bolt; Ricardo Oliveira
Técnico: Levir Culpi
Zamora: Graterol; Castro, Ignácio González, De La Hoz e Maiker González; Hernández, Rojas (Soto aos 24 do 2º) e Ramírez (Menas 37 do 2º); Gallardo, Maza e Paiva (Zarate 45 do 2º)
Técnico: Jose Alí Cañas
3ª rodada do Grupo E da Copa Libertadores
Estádio: Mineirão
Gols: Gallardo 16 e Paiva 44 do 1º. Maicon Bolt 6, Vinícius 26 e Fábio Santos 35 do 2º
Árbitro: Gery Vargas (BOL)
Assistentes: Jose Antelo e Edwar Saa Vedra (BOL)
Cartão amarelo: Luan, Hernández, Réver* e Soto
Cartão vermelho: Hernández
Público: 40.857 presentes
Renda: R$ 1.053.290
*Suspenso


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