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Quem aposta nos azarões?

Time que pode jogar como nunca, mas ficar no quase mais uma vez é o Tottenham. Nos outros confrontos, o fator-chave são os fora de série Messi e Cristiano Ronaldo


postado em 04/04/2019 05:08

(foto: Filippo MONTEFORTE/AFP)
(foto: Filippo MONTEFORTE/AFP)


>> fredericoteixeira.mg@diariosassociados.com.br

Após algumas surpresas nas fases de oitavas e quartas de final da Liga dos Campeões da Europa, agora a conversa é diferente. Como as bolinhas do sorteio das semifinais não aprontaram, há um nítido favoritismo nos quatro confrontos: City diante do Tottenham, Liverpool sobre o Porto, Barcelona sobre o United e Juve diante do Ajax. Mas, em campo, a história pode ser outra.

Dos favoritos, apenas o Liverpool faz o primeiro jogo em casa, no confronto que pode ser considerado o mais desnivelado das semifinais. Duvido que os lusitanos consigam uma nova proeza desta vez. Prevejo duas vitórias dos Reds. Um time que pode jogar como nunca, mas ficar no quase mais uma vez é o Tottenham, que tem se tornado freguês recente do City. Nos outros dois confrontos, o fator-chave mais uma vez são os fora de série Messi e Cristiano Ronaldo.

Com o faro de gol do argentino em alta – Messi tem carregado o time nas costas –, o Barcelona tem tudo para derrubar o Manchester United, que se recuperou do furacão Mourinho, mas tem um grupo bem mais limitado, o que pode atrapalhar muito nesta reta final de temporada. E, desta vez, ao contrário dos duelos com o Paris Saint-Germain, o peso da camisa não fará diferença.

Já CR7 se recuperou em tempo recorde de lesão sofrida durante amistoso da Seleção Portuguesa, mas não entrará em campo nem uma vez antes de visitar o Ajax. Talvez esteja aí a única chance do time holandês: fazer um bom resultado em casa para repetir o feito de eliminar mais um gigante (despachou o Real Madrid nas oitavas). Por via das dúvidas, não apostaria minhas economias nos azarões.

Haja fôlego!
Paralelamente à Champions, Manchester City e Liverpool lutam pelo título da Premier League. E a reta final da temporada será dura para ambos. Enquanto o City terá oito partidas em intervalo de 26 dias (já contando os 2 a 0 sobre o Cardiff, ontem), os Reds entrarão em campo seis vezes em 22 dias. A força do elenco pode fazer diferença. Neste ponto, vejo a equipe de Pep Guardiola em vantagem. A esperança para o Liverpool é que o adversário ainda enfrenta Tottenham e Manchester United, enquanto seu rival de maior peso será o Chelsea. Na classificação a diferença é mínima: 80 a 79 pontos.

Decisão germânica
Após suar nas semifinais da Copa da Alemanha para eliminar o modesto Heidenheim, que disputa a 2ª Divisão (vitória de 5 a 4), o Bayern de Munique terá que reunir todas as suas forças para a ‘final’ da Bundelisga, sábado, contra o Borussia Dortmund. Como só dois pontos separam as equipes (63 a 61), se vencer rouba a posição do adversário, quando faltarão apenas seis rodadas. Fora de casa, o Dortmund se dará por satisfeito com um empate. Tenho a impressão de que Lewandowski pode ser o cara do jogo...

Dá para sonhar?
O empate do Barcelona com o Villlarreal (perdia por 4 a 2) deu uma pitada de emoção no Espanhol: o Atlético de Madrid, segundo colocado, viu uma luz no fim do túnel. Afinal, no sábado, no confronto direto, pode reduzir a distância entre as equipes para cinco pontos, quando faltarão sete rodadas a serem disputadas. Os colchoneros esperam se aproveitar do fato de que o Barça estará focado nas semifinais da Champions. A vitória pode até vir, mas o título é muito improvável.

Nem no sonho
O que quase ninguém duvida é sobre o destino da Chuteira de Ouro, prêmio concedido ao maior goleador nas Ligas Europeias. Com 11 gols nas últimas sete rodadas do Espanhol, Messi lidera com folga e deve faturar o hexa (venceu em 2010, 2012, 2013, 2017 e 2018). Com 32 gols na competição (ano passado fez 34), tem como seu adversário mais próximo o francês Mbappé, que balançou as redes 27 vezes no Francês (marcou nos últimos sete jogos).

Praga sem fim
O zagueiro Bonucci, da Juventus, perdeu ótima oportunidade de ficar calado: ao dizer que o jovem Kean, seu companheiro de equipe, tinha 50% da culpa dos ataques racistas de parte da torcida do Cagliari (imitaram macaco enquanto ele comemorava seu gol), acabou, de certa forma, ‘legitimando’ uma atitude injustificável. A Uefa ainda não havia se pronunciado, mas as punições deveriam ser exemplares, o que nunca ocorre... No sábado, no clássico diante do Milan, o atacante de 19 anos deve ser titular de novo.

Base sofrida
Primeiro foi a Seleção Brasileira Sub-20 que ficou fora do Mundial da categoria. Agora, a Sub-17 efoi liminada ainda na primeira fase do Sul-Americano. Só disputará a Copa do Mundo por ser o mandante (herdou a disputa depois do atraso do cronograma do Peru, que sediaria a competição). Pior que a sofrência na base não é novidade. O último título da Sub-20 foi em 2011 (Sul-Americano e Mundial). Na Sub-17, apesar das quatro conquistas continentais em 10 anos, a última taça Mundial veio em 2003. É claro que o objetivo maior da base é revelar jogadores, mas a história vitoriosa da Amarelinha merece mais. Primeiro passo seria apostar em técnicos de maior preparo. Mas vai fazer a CBF entender isso...

 

 

De olho

Nicolò Zaniolo
O italiano Nicolò Zaniolo (foto) é aposta certeira. Com 19 anos, o meia-atacante acaba de estrear pela seleção principal da Azzurra. Mas o caminho foi tortuoso. Começou na base da Fiorentina, mas, em 2016, se transferiu para o modesto Entella (disputa a Série C). Ganhou nova chance em julho de 2017, ao ser contratado pela Inter, mas não teve chances. No ano passado, foi para a Roma como ‘contrapeso’ da transferência de Nainggolan e se firmou: foram cinco gols em 29 partidas. Com porte físico avantajado (1,90m) e técnica acima da média, já foi comparado com Totti. Tem contrato até 30 de junho de 2023.


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